15 dezembro 2005

Helder Rodrigues estreia-se no Dakar

O Team Bianchi Prata Competições/Vodafone apresentou na discoteca ACT o seu projecto para a mítica prova de todo-o-terreno mundial.

Para uma assistência de mais de 1500 pessoas, o actor Paulo Nery teve a seu cargo a apresentação de todo o projecto, bem como a homenagem a todos os patrocinadores e aos pilotos da equipa que mais se distinguiram em 2005.




O piloto Helder Rodrigues não escondia a sua satisfação depois da apresentação: "Vai ser uma aventura única, sei que não tenho experiência em África mas nas etapas portuguesas vou fazer tudo por tudo para fazer um bom resultado. Quero dar o máximo retorno possível a todos os nossos patrocinadores, tenho trabalhado muito na preparação da prova e toda a equipa está muito motivada, temos todas as condições para chegar a Dakar."
FONTE: infodesporto.pt

Pause (IV)

14 dezembro 2005

Aquilo que todos queremos saber...

Onde ver o Dakar, perto de casa?

A Câmara Municipal de Almodôvar, no seu sitio da internet ajuda-nos...

Tal como anteriormente anunciado, Almodôvar vai receber a passagem desta prova, nos dias 31 de Dezembro de 2005 e 1 de Janeiro de 2006. O percurso do Rali Lisboa-Dakar 2006 já é conhecido e é possível avançar que, na primeira etapa da famosa prova, os concorrentes entrarão no concelho a partir das 10h, na zona espectáculo que estará instalada em Aldeia dos Fernandes.
Esta passagem prolonga-se até cerca das 18h e terminará próximo do Complexo Desportivo em Almodôvar.
De referir que a EM 515 (estrada que liga Corte-Zorrinho e que faz o entroncamento com a EN 593), estará interdita ao trânsito durante todo este dia.
Seguidamente, todos os veiculos do Dakar tomarão o acesso da EM 393 rumo a Gomes Aires, onde farão a ligação à A2 para o Algarve.
Na 2ª Etapa, que acontece no dia 1 de Janeiro de 2006, o percurso vai percorrer a freguesia de São Barnabé, a partir das 8h com a chegada dos primeiros veículos à zona espectáculo de São Barnabé (localizada junto ao Monte Branco), e que prosseguem depois para o concelho de Loulé.


Aqui (link) podem encontrar um mapa das “Zonas espectáculo” muito útil

Miguel Barbosa prepara Lisboa/Dakar em França

Miguel Barbosa esteve em França a preparar o Lisboa/Dakar 2006, naquele que foi o seu primeiro contacto com a Nissan Pathfinder com que irá disputar a mais dura e mítica prova do todo-o-terreno.

O actual Campeão Nacional de TT, que vai disputar pela primeira vez o Dakar, esteve cerca de duas horas e meia ao volante da sua nova máquina numa pista bastante interessante perto de Paris: "a configuração do terreno tinha zonas rápidas e lentas o que nos permitiu avaliar o comportamento da Nissan e recolher o máximo de informação possível que nos será útil em testes futuros", começou por dizer o mais jovem piloto português da armada lusa rumo a Dakar.



No que respeita ao carro em si, Miguel Barbosa sentiu bastante a diferença para as máquinas a que está habituado a conduzir: "Não está ao nível dos carros a que estamos habituados, conta com mais fiabilidade do que propriamente performance. Mas esta foi a nossa opção para esta edição do Lisboa-Dakar, pois vai ser a nossa estreia e obrigatoriamente será uma edição de aprendizagem. Ter um carro demasiado potente não ajudaria nesta fase", referiu.

"Este treino serviu também para adaptar o carro ao meu estilo e por isso fizemos várias alterações para que me sinta mais confortável e confiante. Temos ainda muito trabalho pela frente, sobretudo no que respeita à suspensão. Mas estamos muito empenhados e isso será fundamental", explicou o piloto Lisboeta.

Para esta estreia que se espera positiva, Miguel Barbosa/Miguel Ramalho traçaram objectivos claros: "A nossa meta é chegar a Dakar independentemente da posição. Óbvio que quanto mais à frente melhor, mas para já os nossos objectivos não passam tanto pela posição na tabela mas por conseguir terminar esta prova, caracteristicamente muito dura", concluiu Miguel Barbosa ansioso para que mais este desafio na sua carreira comece depressa.


FONTE: infodesporto.pt

Pause (III)

13 dezembro 2005

Categoria moto: todos atrás de Despres

O exame da lista de inscritos na categoria de motos conduz a uma evidência: o detentor do título é igualmente o grande favorito para a edição de 2006. Cyril Despres, que construiu progressivamente a sua vitória depois de ter subido aos segundo e terceiro degraus do pódio, parece ter adquirido a solidez necessária para bisar. O tecnicismo do campeão do Mundo de enduro de 2001, aliado à experiência acumulada nos últimos cinco anos, principalmente em matéria de navegação, dá-lhe um comprimento de avanço face aos seus adversários. As suas vitórias na presente temporada nos Ralis da Turquia e da Tunísia, bem como no Roménia, confirmaram a sua posição dominadora na disciplina de rallye raid.



Mas o Dakar reserva sempre grandes surpresas e vários e valorosos pretendentes estarão à espreita, logo a partir de Lisboa, de um qualquer deslize de Depres. Do lado das motos azuis da KTM-Gauloises, o novo recruta Isidre Esteve Pujol, 4º na classificação final de 2001 e 2005, não deixou a casa espanhola para fazer apenas um papel de companheiro de equipa de luxo. A equipa KTM-Repsol, que tinha concretizado os seus objectivos em 2004 com a vitória de Roma, não parece com intenção de assistir apenas e quererá entrar na guerra a Depres. O campeão do Mundo de 2005, Marc Coma, que terminou em segundo no ano passado, a 9m 17s, também não deverá andar longe. O mesmo sucede com os seus colegas de equipa, Giovanni Sala e Jordi Duran.
O limite de velocidade (este ano de 160 Km) e as alterações regulamentares respeitantes à navegação poderão igualmente alterar os dados na cabeça da corrida. David Frétigné, aos comandos da sua Yamaha de duas rodas motrizes 450cc, poderá estar, pelo menos em teoria, menos desprotegido face às KTM. Se a hipótese se concretizar, terá ensejo de aspirar um pouco mais do que a vitórias nas etapas nesta sua terceira participação no Dakar.
OS PRINCIPAIS FAVORITOS : Despres (Fra – KTM), Esteve Pujol (Esp – KTM), Coma (Esp – KTM), Sala (Ita – KTM), Duran (Esp – KTM), Frétigné (Fra – Yamaha), De Gavardo (Chi – KTM), Ullevalseter (Nor – KTM), De Azevedo (Bre – KTM).



FONTE: Dakar.com

Quem ganhou "A aventura" desde o seu inicio?

1979
Motos - Neveu (Yamaha)

1980
Automóveis - Kotulinsky/Luffelman (Volkswagen)
Motos - Neveu (Yamaha)
Camiões - Ataquat/Boukrif/Kaoula (Sonacome)

1981
Automóveis - Metge/Giroux (Range Rover)
Motos - Auriol (BMW)
Camiões - Villete/Gabrielle/Voillerau (Alm/Acmat)

1982
Automóveis - Marreau/Marreau (Renault)
Motos - Neveu (Honda)
Camiões - Groine/de Saulieu/Malferiol (Mercedes)

1983
Automóveis - Ickx/Brasseur (Mercedes)
Motos - Auriol (BMW)
Camiões - Groine/de Saulieu/Malferiol (Mercedes)

1984
Automóveis - Metge/Lernoyne (Porsche)
Motos - Rahier (BMW)
Camiões - Lalleu/Durce (Mercedes)

1985
Automóveis - Zaniroli/Da Silva (Mitsubishi)
Motos - Rahier (BMW)
Camiões - Capito/Capito (Mercedes)

1986
Automóveis - Metge/Lernoyne (Porsche)
Motos - Neveu (Honda)
Camiões - Vismara/Minelli (Mercedes)

1987
Automóveis - Vatanen/Giroux (Peugeot)
Motos - Neveu (Honda)
Camiões - De Rooy/Geusens/Van (Daf)

1988
Automóveis - Kankkunen/Pironen (Peugeot)
Motos - Orioli (Honda)
Camiões - Loprais/Stachura/Ingmuk (Tatra)

1989
Automóveis - Vatanen/Berglund (Peugeot)
Motos - Lalay (Honda)
Camiões - Não se correu.

1990
Automóveis - Vatanen/Berglund (Peugeot)
Motos - Orioli (Cagiva)
Camiões - Villa/Delfino/Vinante (Perlini)

1991
Automóveis - Vatanen/Berglund (Citroen)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Houssat/de Saulieu/Bottaro (Perlini)

1992
Automóveis - Auriol/Monnet (Mitsubishi)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Perlini/Albieiro/Vinante (Perlini)

1993
Automóveis - Saby/Serieys (Mitsubishi)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Perlini/Albieiro/Vinante (Perlini)

1994
Automóveis - Lartigue/Périn (Citroen)
Motos - Orioli (Cagiva)
Camiões - Loprais/Stachura/Kalina (Tatra)

1995
Automóveis - Lartigue/Périn (Citroen)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Loprais/Stachura/Kalina (Tatra)

1996
Automóveis - Lartigue/Périn (Citroen)
Motos - Orioli (Yamaha)
Camiões - Moskovskikh/Kouzmine (Kamaz)

1997
Automóveis - Shinozuka/Magne (Mitsubishi)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Reif/Deinhofer (Hino)

1998
Automóveis - Fontenay/Picard (Mitsubishi)
Motos - Peterhansel (Yamaha)
Camiões - Loprais/Stachura/Kalina (Tatra)

1999
Automóveis - Schlesser/Monnet (Schlesser)
Motos - Sainct (BMW)
Camiões - Loprais/Stachura/Kalina (Tatra)

2000

Automóveis - Schlesser/Magne (Schlesser)
Motos - Sainct (BMW)
Camiões - Tchaguine/Yaboukov/Savostine (Kamaz)

2001
Automóveis - Kleinschmidt/Schutz (Mitsubishi)
Motos - Meoni (KTM)
Camiões - Loprais/Kalina (Tatra)

2002
Automóveis - Masuoka/Maimon (Mitsubishi)
Motos - Meoni (KTM)
Camiões - Tchaguine/Mardeev/Savaostine (Kamaz)

2003
Automóveis - Masuoka/Schulz (Mitsubishi)
Motos - Sainct (KTM)
Camiões - Tchaguine/Yakoubov/Savostine (Kamaz)

2004
Automóveis - Peterhansel/Cottret (Mitsubishi)
Motos - Roma (KTM)
Camiões - Tchaguine/Yakoubov/Savostine (Kamaz)

2005
Automóveis - Peterhansel/Cottret (Mitsubishi)
Motos - Despres (KTM)
Camiões - Kabirov/Blyaev/Mokeev (Kamaz)


FONTE: IOL

Bernardo "O Africano" Villar na sua 12.ª participação

Quando no próximo dia 31 de Dezembro for levantada a bandeira de partida para o Lisboa-Dakar, o piloto português Bernardo Villar garantirá a sua 12.ª participação na prova mais mediática de todo-o-terreno a caminho da capital do Senegal.
À semelhança dos três últimos anos, o piloto apoiado pela Brisa, Banco Cetelem e Câmara Municipal de Palmela, terá no Nissan Patrol GR, preparado pela Promotech, a “arma” de eleição para enfrentar a dureza do continente africano, contando para isso com José Lucas que, mais que um navegador, é um amigo de longos anos de "aventuras e peripécias", muitos deles passados pelas agruras de África...

Fiabilidade do Nissan Patrol GR é o trunfo para a "operação" Dakar
A fiabilidade, em detrimento da rapidez, será com toda a certeza o trunfo do Nissan Patrol GR que levará Bernardo Villar e José Lucas a ligar as capitais de Portugal e do Senegal. Um total de 15 etapas e um pouco mais de nove mil quilómetros de prova separam a dupla portuguesa de mais um delicado mas aliciante desafio: "Será, como qualquer comum dos mortais, chegar ao Lago Rosa e, em termos desportivos, o objectivo será um pouco ousado, ou seja, ficar entre os 20 primeiros da classificação geral. Naturalmente que não será um resultado fácil de alcançar, mas temos capacidade para o atingir", começou por referir o piloto português.

"Sabemos que carro não é o mais competitivo do Dakar, pelo que a grande aposta passa pela sua fiabilidade. Outra razão na aposta do Nissan Patrol GR da Promotech, também importante, tem a ver com as minhas três participações anteriores, disputadas em carros idênticos, o que me deixa mais à vontade, ou seja, o conhecimento geral da viatura de competição, incluindo obviamente a componente mecânica, o que vai ajudar em grande parte a nossa tarefa, sabendo de antemão das suas capacidades e até onde poderei ir. É um dos carros mais competitivos dentro das minhas possibilidades", sustentou Bernardo Villar.



A escolha da Promotech "foi ponderada. Contudo, foi fácil a sua selecção, pois reúne as melhores condições para um piloto privado. Trata-se de uma estrutura bem organizada em várias frentes e o seu responsável máximo, Danielle Silvestri, preparou-me um Nissan Patrol GR à minha medida, construído sobre um chassis bastante sólido, garantindo desde logo a satisfação e a confiança para alcançar os meus objectivos, sabendo que por trás está uma grande equipa" acrescentou o português.

Pese embora o arranque da prova seja dado em Lisboa, o piloto Bernardo Villar deixou bem vincado de que "quero sair de Portugal com o carro intacto. O mais importante no nosso país é a afinação da viatura, pois é uma excelente oportunidade de testar o carro e tirar algumas ilações quanto à navegação. Não vamos arriscar desnecessariamente mas também não queremos ficar muito para trás. Importante é sair de Portugal com o carro direitinho e chegar à Mauritânia dentro de uma dose de condução que nos permita atingir os objectivos. Penso que é fundamental uma boa gestão até ao dia do descanso".

Relativamente às dificuldades que irá encontrar ao longo das 15 etapas previstas, Bernardo Villar assinalou que apenas pensará no resultado final "depois do dia de descanso. É fundamental saber dosear os nossos ímpetos, mas não deixa de ser importante tirar partido da minha experiência e analisar as etapas com cuidados redobrados. Pretendemos fazer uma prova com um andamento regular e esperar pelas etapas arenosas, em pleno deserto, o meu terreno favorito, para poder atacar a partir daí o melhor resultado possível".

Para Bernardo Villar, a limitação do GPS "vai ser um factor decisivo para influir nos resultados, até pelo simples facto de toda a gente se encontrar em igualdade circunstancial. O papel do navegador vai ser muito importante. A prudência e a calma vão ser dois aliados de peso e um factor determinante no interior da viatura".

"O meu navegador, José Lucas, foi escolhido a dedo para esta "operação". Trata-se de uma pessoa bastante ponderada e que conheço muito bem, para além de ser um conhecedor de África e consciente de tudo o que o rodeia. É fundamental esta união de forças para levar por diante este desafio, até porque a navegação é um dos factores mais importantes para este Dakar, sem descurar, obviamente, da condução", frisou Bernardo Villar.

O traçado da Mauritânia vai ser com toda a certeza muito duro, "sobretudo até ao dia do descanso, procedendo-se de imediato a mais longa etapa, quiçá a mais difícil e complicada que iremos ter pela frente. O Dakar "joga-se" até ao fim e, como temos o propósito de acabar, é preciso ter consciência e muita atenção até à última etapa. Temos de saber enfrentar com maturação todas as etapas e as do Mali e da Guiné são muito perigosas. Por isso vamos apostar numa toada rápida sem cometer excessos para terminar a prova, pois temos capacidade para entrar nos 20 primeiros lugares, o que não deixaria de ser maravilhoso para uma equipa privada como a nossa", prosseguiu o piloto apoiado pela Brisa, Banco Cetelem e Câmara Municipal de Palmela.

A cerca de 20 dias do início da prova, tudo está a postos para Bernardo Villar avançar para sua 12.ª participação no Dakar – oito na qualidade de "motard" e a quarta em viaturas 4x4 –, num ano em que "consegui reunir os apoios necessários para encarar com optimismo esta minha participação, com particular destaque para a Brisa, Banco Cetelem e a Câmara Municipal de Palmela que ajudaram a viabilizar este projecto. Naturalmente que tenho de agradecer a confiança em nós depositada para mais este desafio", sustentou o piloto.


FONTE: infodesporto.pt

12 dezembro 2005

O Lisboa-Dakar feito pelos seus leitores

E-mail enviado por Duarte Carmo Vaz:
Eu também partilho da mesma paixão.
Começou aquando das primeiras participações do Bernardo Vilar e com o passar dos anos foi crescendo.
Tenho a sorte de o conhecer pessoalmente, bem como a equipa de mecânicos
Que o assistia nas suas participações de moto. Destas relações, fui ouvindo
histórias que tornam todo o evento uma verdadeira aventura para quem
participa.
Há uns anos falei com o Bernardo para me voluntariar para participar na
organização do evento, mas a lista de espera já dava garantia de haver
voluntários para os próximos três anos. O domínio da língua francesa era
um requisito que não possuo.
Nos dias de hoje não consigo tirar duas semanas de féria para ir acompanhar o Dakar, mas não queria aproveitar o facto de partir de Lisboa para não me limitar à televisão. Inclusive já informei a namorada que nos próximos três anos a passagem de ano terá que ser em Lisboa.
Para além de o congratular pelo blog criado que tenho acompanhado com
atenção, pedia-lhe que me informasse dos melhores locais e horários para
acompanhar a prova, enquanto decorrer no nosso país.


As mulheres e as namoradas é que pagam as mais das vezes o alto preço das nossa paixões. São umas Santas.

PSL

Lisboa-Dakar ajuda refugiados

Um protocolo assinado entre a Lagos Sport, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e a RTP vai por em marcha uma campanha de solidariedade para apoiar as missões da ONU no Sudão e Chile.

Esta acção consiste numa angariação de fundos que irá decorrer entre os dias 10 e 31 deste mês juntando-se assim a outras com carácter social que são promovidas em torno da mítica prova africana. Para dia 28 está agendada uma gala com transmissão em directo pela RTP onde será possível fazer doações através de um call center.


FONTE:Infodesporto.pt

Road book para as verificações tecnicas...

Não se perca nos Jerónimos...



MITSUBISHI em Lisboa

Numa acção levada a cabo pelo seu principal patrocinador (Repsol), a equipa oficial da Mitsubishi para o Lisboa-Dakar mostrou-se ontem num espaço da capital junto ao Tejo. Com pompa – figurantes trajados com vestes tradicionais árabes/africanas – porque a circunstância assim o exigia. Afinal, o construtor nipónico conta com dez triunfos no “raid”, sendo os últimos cinco consecutivos. “Simply irresistible”, como diz Robert Palmer, que ecoa na sala no momento em que se inicia a apresentação. A uma fila de “bacquets” chegam as estrelas: Luc Alphand, Stéphane Peterhansel e Nani Roma. Três dos elementos da “três diamantes” – o quarto, Hiroshi Masuoka, não está presente. O trio comunga do mesmo discurso – “o que conta é que vença um Mitsubishi” –, mote apoiado por Dominique Serieys, director desportivo.

Apesar de favorita, a Mitsubishi tem na VW uma grande rival. A estratégia, que passava por atacar apenas na Mauritânia, será outra. Embora os pilotos advoguem que estão os quatro em plano de igualdade, há uns mais iguais do que outros.

“Iremos escolher um de nós para começar a ‘puxar’ o ritmo no início para ver se ganhamos vantagem”, diz Peterhansel, vencedor das duas últimas edições. Qual dos pilotos? A resposta é desviada mas, atendendo ao estatuto – “eu [Peterhansel], Masuoka e Alphand estamos no mesmo nível” –, Roma é favorito a encarnar o papel de “lebre” para fazer sair as “raposas” das tocas. Uma das “raposas” poderá ser Carlos Sousa (Nissan): “Pode usar a nossa luta com a VW em seu proveito”, diz Dominique Serieys

Fonte: RECORD.PT

11 dezembro 2005

Ainda a primeira etapa...

Pela primeira vez na sua história, o Dakar terá duas verdadeiras especiais em solo europeu, num total de 200 quilómetros conometrados entre o Alto Alentejo e o Algarve. Para a organização, trata-se sem dúvida de uma importante mais valia para os concorrentes, quer pela qualidade e beleza do traçado escolhido, quer ainda pela drástica redução da distância entre o local da partida simbólica (Lisboa) e o ponto de embarque em Espanha (Málaga).

Para a equipa de João Lagos, a elaboração do percurso nacional até foi fácil de cumprir: «na verdade, só tivemos de levar em linha de conta dois aspectos fundamentais - os horários e a extensão das etapas.» Contudo, houve ainda uma imposição natural a que a equipa técnica teve de estar atenta: o facto de além dos automóveis e das motos competirem ainda alguns camiões, o que obrigou à descoberta de pistas pouco arborizadas, mas também com pisos resistentes, por força das chuvas, típicas desta altura do ano.

A primeira etapa, “uma das belas de todo o Dakar”, segundo a cadeia France Telévisions, difusora oficial da prova desde há 13 anos, corre-se pelos concelhos de Beja, Aljustrel, Castro Verde, Ourique e Almodovar, numa extensão de 85 quilómetros. Trata-se de uma etapa de planície, típica das bajas alentejanas, utilizando largos e rápidos estradões. A segunda especial é exactamente o oposto da primeira: muita condução e algumas ratoeiras pelo meio, terminando num planlato muito rápido entre Martim Longo e Alcoutim. No total, 115 quilómetros contra o relógio, através dos conselhos de Silves, Almodovar, Loulé e Alcoutim.


Fonte: Autosport

06 dezembro 2005

Neutralização

A vida tambem é como o Dakar.
Uma corrida longa recheada de obstaculos de dificl transposição.
Mas..., emocinante!
E tal como o Dakar..., a vida tambem tem as suas etapas de descansso.
Estou de férias e este blogue volta em força (e com mais força...) a partir da proxima segunda feira dia 12.

01 dezembro 2005

Entrevista com Carlos Sousa

Aqui fica um excerto da entrevista do piloto de Alamda ao sitio TudoSobreRodas



(...)
Quais são as perspectivas para este Lisboa-Dakar?
C.S. Não estou com um optimismo exacerbado do género “vamos fazer e acontecer”, acho que a minha perspectiva para o próximo Dakar é muito realista. Nós temos uma estrutura e uma equipa que nos permite andar no meio das equipas oficiais, no entanto com um budget 15 /20 vezes inferior ao destas. Somos um carro só, mas acredito que vamos fazer a nossa tarefa. A nossa missão é conseguir um excelente lugar no Dakar. Gostaria de um pódio. Se formos realistas, os 5 primeiros seria um lugar fabuloso.


Nos 9 Dakars em que participou, quais foram as dificuldades que mais sentiu?
C.S. Este vai ser o 10º Dakar e posso dizer que as dificuldades têm a ver com todas as condições inerentes à prova: as condições do terreno, as muitas horas de condução, o cansaço que se vai acumulando, as dunas, que são o momento mais alto da prova. Mas penso que o cansaço e o stress são os principais inimigos e obstáculos que temos de atravessar.


Para além desses obstáculos, há os adversários. Quem são os principais adversários para este Dakar?
C.S. Eu diria que são todos os pilotos com uma estrutura idêntica à nossa. Punha obrigatoriamente de lado os pilotos oficiais. Uma equipa oficial nada tem a ver com uma privada ou semi-oficial. Daí que os principais adversários sejam as equipas que estão ao nosso nível, que é o caso da BMW, que vai aparecer com uma equipa semi-oficial, tal como o Schlesser, portanto são as equipas de segunda linha, na qual me incluo. Os de primeira linha são os oficiais: temos os 4 Mitsubishi, e os 5 Volkswagen. Depois temos as segundas equipas de segunda linha onde me incluo, que é o caso do Schlesser com 2 carros, o caso da BMW com 4 carros e somos nós com um carro.
(...)


Fonte: TudoSobreRodas