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08 fevereiro 2008
A vida continua...
Está na altura de terminar o luto pelo Dakar 2008.
06 janeiro 2008
Governo francês justifica cancelamento do Lisboa-Dakar 2008
A ministra do Interior francesa, Michèle Alliot-Marie, justifica a anulação do Rali Lisboa-Dakar 2008 com o argumento de que, perante as ameaças recebidas, era muito difícil proteger a prova de forma total.
Em entrevista hoje publicada pelo semanário Le Journal du Dimanche, Alliot-Marie não foi explícita quanto à ameaça feita ao mais importante rali todo-o-terreno do Mundo pelos radicais islâmicos, mas afirmou que quem corria maiores riscos eram os participantes que estivessem isolados.
«Há sempre pilotos isolados, porque tiveram um acidente ou porque se perderam», disse a ministra, considerando que os concorrentes eram quem estava mais sujeito a ser vítima de acções violentas.
A organização do Lisboa-Dakar2008 decidiu anular a 30ª edição da prova na sexta-feira, véspera do dia previsto para o seu início, na sequência de ameaças terroristas ao rali surgidas a partir da Mauritânia.
Depois de quatro franceses terem sido assassinados na Mauritânia, em 24 de Dezembro, o Governo francês fez várias recomendações aos cidadãos do país para não se deslocarem à Mauritânia, onde deviam realizar-se oito etapas da prova.
Como os quatro franceses foram mortos por membros de «um grupo islâmico de que há fortes razões para pensar que está ligado à Al-Qaeda», Alliot-Marie considera que a decisão de cancelar o rali foi «prudente» e «sábia», pois a rede de Bin Laden «quer cometer acções fortes e simbólicas».
fonte: DD
Em entrevista hoje publicada pelo semanário Le Journal du Dimanche, Alliot-Marie não foi explícita quanto à ameaça feita ao mais importante rali todo-o-terreno do Mundo pelos radicais islâmicos, mas afirmou que quem corria maiores riscos eram os participantes que estivessem isolados.
«Há sempre pilotos isolados, porque tiveram um acidente ou porque se perderam», disse a ministra, considerando que os concorrentes eram quem estava mais sujeito a ser vítima de acções violentas.
A organização do Lisboa-Dakar2008 decidiu anular a 30ª edição da prova na sexta-feira, véspera do dia previsto para o seu início, na sequência de ameaças terroristas ao rali surgidas a partir da Mauritânia.
Depois de quatro franceses terem sido assassinados na Mauritânia, em 24 de Dezembro, o Governo francês fez várias recomendações aos cidadãos do país para não se deslocarem à Mauritânia, onde deviam realizar-se oito etapas da prova.
Como os quatro franceses foram mortos por membros de «um grupo islâmico de que há fortes razões para pensar que está ligado à Al-Qaeda», Alliot-Marie considera que a decisão de cancelar o rali foi «prudente» e «sábia», pois a rede de Bin Laden «quer cometer acções fortes e simbólicas».
fonte: DD
05 janeiro 2008
Comunicado João Lagos Sports - "Não sei se haverá prova em 2009"
Realizou-se hoje de manhã em Lisboa uma reunião entre a ASO e a João Lagos Sports, na qual os responsáveis das duas empresas analisaram a actual situação do Euromilhões Lisboa-Dakar e as consequências da anulação da prova.
Foi estabelecida uma metodologia única para ser utilizada pelas duas organizações, que a partir de segunda-feira irá permitir a contabilização dos prejuízos económicos decorrentes da não realização da prova.
Nova reunião ficou aprazada para a semana seguinte, na qual os dados recolhidos pelos dois lados serão analisados em conjunto, resultando depois numa primeira previsão do impacto decorrente da suspensão da prova.
Relativamente à edição de 2009 mantém-se tudo em aberto, como tal é prematuro estar a avançar cenários. “Não sei se haverá prova em 2009, mas como sou optimista por natureza, a realizar-se, Lisboa voltará a ser certamente o palco da Grande Partida”, comentou João Lagos.
A principal preocupação, nesta altura, está centrada em avaliar e minimizar os danos dos participantes, patrocinadores, municípios, entidades oficiais e todos quantos se colocaram ao lado do Euromilhões Lisboa-Dakar 2008.
João Lagos Sports, SA
fonte: autosport
Foi estabelecida uma metodologia única para ser utilizada pelas duas organizações, que a partir de segunda-feira irá permitir a contabilização dos prejuízos económicos decorrentes da não realização da prova.
Nova reunião ficou aprazada para a semana seguinte, na qual os dados recolhidos pelos dois lados serão analisados em conjunto, resultando depois numa primeira previsão do impacto decorrente da suspensão da prova.
Relativamente à edição de 2009 mantém-se tudo em aberto, como tal é prematuro estar a avançar cenários. “Não sei se haverá prova em 2009, mas como sou optimista por natureza, a realizar-se, Lisboa voltará a ser certamente o palco da Grande Partida”, comentou João Lagos.
A principal preocupação, nesta altura, está centrada em avaliar e minimizar os danos dos participantes, patrocinadores, municípios, entidades oficiais e todos quantos se colocaram ao lado do Euromilhões Lisboa-Dakar 2008.
João Lagos Sports, SA
fonte: autosport
Na SIC Nuno Rogeiro tenta explicar o inexplicavel
Indemnizações debatidas e patrocinadores muito prejudicados
A organização do Lisboa-Dakar reuniu esta manhã no sentido de debater os prejuízos financeiros provocados pelo cancelamento da prova. Uma das questões que esteve em cima da mesa prende-se com uma possível indemnização às entidades envolvidas na prova, como por exemplo as Câmaras Municipais, cujos responsáveis já vieram mesmo a público reclamar os valores investidos na prova.
Lembramos que ontem, os presidentes das Câmaras Municipais de Benavente e Portimão, a que se juntou posteriormente Alcochete, vieram publicamente anunciar que pretendem ser ressarcidos, pois tudo estava preparado para receber o Dakar, que como se sabe foi anulado a um dia de sair para a estrada.
Uma das grandes questões relativamente ao cancelamento do Lisboa-Dakar tem a ver com os patrocinadores da prova. Os grandes e os pequenos.
Ontem no CCB, foram muitas as conversas relativas ao que se vai passar relativamente às dívidas que se contraíram e não vai haver condições para serem pagas, no que a muitos amadores diz respeito, ou a patrocínios que foram pagos sem o competente retorno. Há de tudo um pouco. Existem mesmo casos quase com contornos trágicos, como referia um familiar dum piloto:
«Contraímos muitas dívidas no nosso país para pagar tudo à cabeça, pois só quando entrássemos em África é que os patrocinadores pagariam os valores acordados. Não sei como vamos pagar as dívidas contraídas», referiu uma fonte que solicitou anonimato.
E também, os grande patrocinadores portugueses do Lisboa-Dakar, como a Santa Casa da Misericórdia, Siva e Prosegur, que ficam igualmente muito prejudicados com toda esta situação. Todos lamentam a situação mas compreendem as razões invocadas.
fonte: autosport
Lembramos que ontem, os presidentes das Câmaras Municipais de Benavente e Portimão, a que se juntou posteriormente Alcochete, vieram publicamente anunciar que pretendem ser ressarcidos, pois tudo estava preparado para receber o Dakar, que como se sabe foi anulado a um dia de sair para a estrada.
Uma das grandes questões relativamente ao cancelamento do Lisboa-Dakar tem a ver com os patrocinadores da prova. Os grandes e os pequenos.
Ontem no CCB, foram muitas as conversas relativas ao que se vai passar relativamente às dívidas que se contraíram e não vai haver condições para serem pagas, no que a muitos amadores diz respeito, ou a patrocínios que foram pagos sem o competente retorno. Há de tudo um pouco. Existem mesmo casos quase com contornos trágicos, como referia um familiar dum piloto:
«Contraímos muitas dívidas no nosso país para pagar tudo à cabeça, pois só quando entrássemos em África é que os patrocinadores pagariam os valores acordados. Não sei como vamos pagar as dívidas contraídas», referiu uma fonte que solicitou anonimato.
E também, os grande patrocinadores portugueses do Lisboa-Dakar, como a Santa Casa da Misericórdia, Siva e Prosegur, que ficam igualmente muito prejudicados com toda esta situação. Todos lamentam a situação mas compreendem as razões invocadas.
fonte: autosport
O que as televisões não passaram: conferência de imprensa na integra
04 janeiro 2008
O cancelamento do Lisboa Dakar 2008
O fim da prova, antes mesmo do seu início, merece mais do que lamentos ou graçolas de oportunidade. Mais do que os gigantescos prejuízos financeiros e dos incalculáveis prejuízos desportivos o cancelamento do Lisboa Dakar 2008 revela em todo o seu esplendor obscuro o mundo em que hoje vivemos. Mais do que tudo a decisão da organização é uma profunda derrota civilizacional para todos nós.Obviamente que é de uma enorme ingenuidade acreditar na “versão oficial” que diz ser a instabilidade na Mauritânia a causa da anulação da maratona africana. Em causa estava sim toda a segurança da caravana e seus espectadores. A ameaça é seria e grave. Desde logo em Lisboa; desde logo no local da partida da prova que (segundo sei) teve de ser em parte evacuado esta manhã.
Ao mesmo tempo que o cancelamento da prova consubstancia uma derrota infame para o nosso iluminista e secular sistema de princípios e valores, constitui também uma das maiores vitorias para o lado negro da força político-social que ama o ódio e o terror. Repare-se que não chegou a haver um incidente sequer mas sim uma forte ameaça de.
Nunca antes os inimigos da ocidentalidade tinham conseguido tanto com tão pouco.
Reacções (VII) - Comunicado da Mitsubishi Ralliart Team
Finalmente as equipas oficiais começaram a reagir. Via autosport podemos ler que
a Repsol Mitsubishi Ralliart Team, Valeo, BFGoodrich e todos os seus parceiros respeitam inteiramente a decisão anunciada hoje pela A.S.O:
«É escusado referir que é grande a decepção por não ir em frente a 30ª edição do Lisboa-Dakar 2008. Após meses de preparação, e trabalho árduo, estávamos ansiosos para tentar alcançar a nossa 13ª vitória com o Mitsubishi Pajero, que venceu por sete vezes esta prova.»
«Acreditamos igualmente que o suporte dado às iniciativas humanitárias em África, em que nos envolvemos desde a primeira hora, continuarão a dar frutos. Tivemos o privilégio de fazer contribuições monetárias para o SOS Sahel International, ainda ontem, aqui em Lisboa, e iremos hoje remeter um cheque para a Fundação Dakar Solidário. Esta cerimónia será levada a cabo como previsto», referiu Dominique Serieys, director da equipa Mitsubishi.
a Repsol Mitsubishi Ralliart Team, Valeo, BFGoodrich e todos os seus parceiros respeitam inteiramente a decisão anunciada hoje pela A.S.O:
«É escusado referir que é grande a decepção por não ir em frente a 30ª edição do Lisboa-Dakar 2008. Após meses de preparação, e trabalho árduo, estávamos ansiosos para tentar alcançar a nossa 13ª vitória com o Mitsubishi Pajero, que venceu por sete vezes esta prova.»
«Acreditamos igualmente que o suporte dado às iniciativas humanitárias em África, em que nos envolvemos desde a primeira hora, continuarão a dar frutos. Tivemos o privilégio de fazer contribuições monetárias para o SOS Sahel International, ainda ontem, aqui em Lisboa, e iremos hoje remeter um cheque para a Fundação Dakar Solidário. Esta cerimónia será levada a cabo como previsto», referiu Dominique Serieys, director da equipa Mitsubishi.
Reacções (VI) - Jacinto e Vilar falam em fim da prova
Elisabete Jacinto considerou hoje que a decisão de anular o Rali Lisboa-Dakar é «estranha» e pode comprometer o futuro da prova, ideia também partilhada por Bernardo Vilar.
«Claro que parece estranho. Eu não tenho informações suficientes para dizer seja o que for. Sei que até agora a organização disse sempre que tinha garantido a segurança e que trabalhou junto do governo da Mauritânia para garantir a segurança de toda a comitiva. Agora é estranho que, à última da hora, mesmo na véspera da partida, se venha a tomar uma decisão destas», lamentou a piloto portuguesa, que ia fazer a prova em camiões.
Elisabete Jacinto disse que o sentimento que a domina «é a frustração» e quer «acreditar que houve razões válidas para a organização tomar esta opção», apesar de sublinhar que não tem as informações todas para saber se a decisão foi a acertada.
«Estamos numa época dos meios de comunicação, em que um microfone e uma câmara fazem milagres. O Dakar, no figurino que conhecemos, até pode terminar aqui e começar outra prova, não se chamando Dakar, mas outra coisa qualquer, com o mesmo espírito, com linhas muito idênticas e com a mesma força ou ainda maior«, disse.
Jacinto disse que «o Dakar sobreviveu 30 anos», apesar de ter passado por «épocas e situações muito mais difíceis, em que não havia tecnologia, a segurança era mínima, as pessoas se perdiam no deserto e corriam realmente risco de vida».
«Chegámos a uma época em que temos tudo para nos salvaguardar, os meios de segurança são enormes, já ninguém se perde, a organização sabe sempre onde nós estamos, em caso de acidente o socorro vem relativamente rápido, se pensarmos que estamos no meio do deserto, e anula-se um rali inteiro por motivos de segurança. Dá que pensar...», reiterou.
Elisabete Jacinto, que iria conduzir um camião MAN na prova que deveria realizar-se entre sábado e 20 de Janeiro, questionou ainda por que «antigamente os pilotos sobreviviam e hoje em dia não sobrevivem?».
«Dá que pensar se somos cada vez menos capazes, menos aptos de nos valermos a nós próprios. Este é o meu sentimento de frustração a falar», afirmou.
A portuguesa terminou dizendo que quer «acreditar que, para se anular o rali inteiro, o risco fosse de facto grande».
Em declarações à Agência Lusa, Bernardo Vilar também pensa que a decisão hoje tomada pela organização «é uma desgraça para o desporto automóvel e para a prova» e a anulação pode acabar com a prova no formato que se conhece.
«Se realmente o Dakar for anulado, acho que ele vai ficar por aqui... vai ser complicado depois convencer toda a gente a meter-se num novo Dakar com hipótese de não ter sucesso novamente. Tudo o que estava envolvido, desde patrocínios a equipas, vão deixar de dar crédito a esta prova. É muito chato para toda a gente que está inscrita e envolvida na prova», considerou.
Para o piloto, um dos mais experientes no Dakar, com 13 participações, o rali passará então «a chamar-se outra coisa». «Tem que se inventar outro nome, porque o Dakar realmente é ali, é no coração do Sahara. Se não se for para lá tem que se inventar outra prova. Mas esta, com este cariz, com o encanto deste recanto africano, é ali», afirmou.
O piloto recordou, no entanto, que «as relações com a Mauritânia também nunca foram sempre boas e o país nunca foi 100 por cento seguro».
«Sempre houve complicações. Desta vez, se calhar, a coisa é mais grave. Mas do ponto de vista desportivo é uma facada terrível em patrocinadores, pilotos, equipas. Toda essa gente vai ficar aqui com um trauma gigante com este acontecimento», reiterou.
Fonte: DD
«Claro que parece estranho. Eu não tenho informações suficientes para dizer seja o que for. Sei que até agora a organização disse sempre que tinha garantido a segurança e que trabalhou junto do governo da Mauritânia para garantir a segurança de toda a comitiva. Agora é estranho que, à última da hora, mesmo na véspera da partida, se venha a tomar uma decisão destas», lamentou a piloto portuguesa, que ia fazer a prova em camiões.
Elisabete Jacinto disse que o sentimento que a domina «é a frustração» e quer «acreditar que houve razões válidas para a organização tomar esta opção», apesar de sublinhar que não tem as informações todas para saber se a decisão foi a acertada.
«Estamos numa época dos meios de comunicação, em que um microfone e uma câmara fazem milagres. O Dakar, no figurino que conhecemos, até pode terminar aqui e começar outra prova, não se chamando Dakar, mas outra coisa qualquer, com o mesmo espírito, com linhas muito idênticas e com a mesma força ou ainda maior«, disse.
Jacinto disse que «o Dakar sobreviveu 30 anos», apesar de ter passado por «épocas e situações muito mais difíceis, em que não havia tecnologia, a segurança era mínima, as pessoas se perdiam no deserto e corriam realmente risco de vida».
«Chegámos a uma época em que temos tudo para nos salvaguardar, os meios de segurança são enormes, já ninguém se perde, a organização sabe sempre onde nós estamos, em caso de acidente o socorro vem relativamente rápido, se pensarmos que estamos no meio do deserto, e anula-se um rali inteiro por motivos de segurança. Dá que pensar...», reiterou.
Elisabete Jacinto, que iria conduzir um camião MAN na prova que deveria realizar-se entre sábado e 20 de Janeiro, questionou ainda por que «antigamente os pilotos sobreviviam e hoje em dia não sobrevivem?».
«Dá que pensar se somos cada vez menos capazes, menos aptos de nos valermos a nós próprios. Este é o meu sentimento de frustração a falar», afirmou.
A portuguesa terminou dizendo que quer «acreditar que, para se anular o rali inteiro, o risco fosse de facto grande».
Em declarações à Agência Lusa, Bernardo Vilar também pensa que a decisão hoje tomada pela organização «é uma desgraça para o desporto automóvel e para a prova» e a anulação pode acabar com a prova no formato que se conhece.
«Se realmente o Dakar for anulado, acho que ele vai ficar por aqui... vai ser complicado depois convencer toda a gente a meter-se num novo Dakar com hipótese de não ter sucesso novamente. Tudo o que estava envolvido, desde patrocínios a equipas, vão deixar de dar crédito a esta prova. É muito chato para toda a gente que está inscrita e envolvida na prova», considerou.
Para o piloto, um dos mais experientes no Dakar, com 13 participações, o rali passará então «a chamar-se outra coisa». «Tem que se inventar outro nome, porque o Dakar realmente é ali, é no coração do Sahara. Se não se for para lá tem que se inventar outra prova. Mas esta, com este cariz, com o encanto deste recanto africano, é ali», afirmou.
O piloto recordou, no entanto, que «as relações com a Mauritânia também nunca foram sempre boas e o país nunca foi 100 por cento seguro».
«Sempre houve complicações. Desta vez, se calhar, a coisa é mais grave. Mas do ponto de vista desportivo é uma facada terrível em patrocinadores, pilotos, equipas. Toda essa gente vai ficar aqui com um trauma gigante com este acontecimento», reiterou.
Fonte: DD
Reacções (IV) - Governo português lamenta anulação, mas elogia organização portuguesa
A comunicação social generalista (mesmo a dita de referência) só reage quando há medo, terror ou sangue. Ou tudo junto a perfazer um bonito cocktail. Hoje o nosso Público de todos os dias está carregadinho de noticias sobre o Dakar que não chegou a sê-lo.
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, lamentou hoje a anulação do Lisboa-Dakar 2008, por motivos de segurança, que diz respeitar, tendo ainda elogiado a organização portuguesa da prova de todo-o-terreno.
A Amaury Sports Organisation (ASO), promotor da prova, anunciou hoje a anulação do Lisboa-Dakar, depois de o Governo francês ter avisado a organização que existiam ameaças directas à realização da prova.
"O Governo português lamenta profundamente, mas respeita decisão de anular o Lisboa-Dakar. A segurança está em primeiro lugar. Depois do anúncio do governo francês, pesava uma grande responsabilidade sobre a organização, que revelou que é muito escrupulosa com as questões de segurança" referiu Pedro Silva Pereira.
O ministro da Presidência revelou ainda que o governo português "fez diligências" junto do Executivo francês, que defendeu razões de Estado para este alerta.
"A verdade é que o Dakar é uma aventura e não é uma prova isenta de riscos. O governo francês fez uma coisa que não fez em anos anteriores, com base em informações que dispunha", referiu.
De acordo com Pedro Silva Pereira, "estes dias deram para perceber que tudo estava a decorrer de forma perfeita", elogiando a Lagos Sport, organizadora portuguesa.
João Lagos diz que ameaças visam rali "no seu conjunto"
Por seu turno, João Lagos referiu que está "solidário com as razões do Governo francês", mas que "não é por esta circunstância" que vai esmorecer.
Segundo o responsável, a Lagos Sport disponibilizou-se para organizar uma prova mais pequena em Portugal e Marrocos, mas o conhecimento de que "as ameaças não se limitavam à Mauritânia, mas diziam respeito ao rali no seu conjunto" tornaram "impossível qualquer alternativa".
A edição de 2009 do rali iria igualmente sair de Lisboa, um tema que João Lagos vai discutir à tarde com o responsável máximo da ASO, que viaja hoje para Portugal. "Esta é que iria ser a maior partida de sempre do Dakar. Tenho recebido muitas mensagens de solidariedade e de ânimo. Temos o sentimento de dever cumprido", afirmou João Lagos.
Já o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, admitiu "frustração pela anulação" da prova, mas sublinhou que, "apesar da triste notícia, a organização portuguesa e a cidade de Lisboa demonstraram capacidade de organização". "Certamente no futuro vai haver outra prova e a partida será, certamente, de Lisboa", avançou António Costa.
A 30ª edição do Lisboa-Dakar tinha partida marcada para sábado, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e chegada para 20 de Janeiro, na capital do Senegal.
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, lamentou hoje a anulação do Lisboa-Dakar 2008, por motivos de segurança, que diz respeitar, tendo ainda elogiado a organização portuguesa da prova de todo-o-terreno.
A Amaury Sports Organisation (ASO), promotor da prova, anunciou hoje a anulação do Lisboa-Dakar, depois de o Governo francês ter avisado a organização que existiam ameaças directas à realização da prova.
"O Governo português lamenta profundamente, mas respeita decisão de anular o Lisboa-Dakar. A segurança está em primeiro lugar. Depois do anúncio do governo francês, pesava uma grande responsabilidade sobre a organização, que revelou que é muito escrupulosa com as questões de segurança" referiu Pedro Silva Pereira.
O ministro da Presidência revelou ainda que o governo português "fez diligências" junto do Executivo francês, que defendeu razões de Estado para este alerta.
"A verdade é que o Dakar é uma aventura e não é uma prova isenta de riscos. O governo francês fez uma coisa que não fez em anos anteriores, com base em informações que dispunha", referiu.
De acordo com Pedro Silva Pereira, "estes dias deram para perceber que tudo estava a decorrer de forma perfeita", elogiando a Lagos Sport, organizadora portuguesa.
João Lagos diz que ameaças visam rali "no seu conjunto"
Por seu turno, João Lagos referiu que está "solidário com as razões do Governo francês", mas que "não é por esta circunstância" que vai esmorecer.
Segundo o responsável, a Lagos Sport disponibilizou-se para organizar uma prova mais pequena em Portugal e Marrocos, mas o conhecimento de que "as ameaças não se limitavam à Mauritânia, mas diziam respeito ao rali no seu conjunto" tornaram "impossível qualquer alternativa".
A edição de 2009 do rali iria igualmente sair de Lisboa, um tema que João Lagos vai discutir à tarde com o responsável máximo da ASO, que viaja hoje para Portugal. "Esta é que iria ser a maior partida de sempre do Dakar. Tenho recebido muitas mensagens de solidariedade e de ânimo. Temos o sentimento de dever cumprido", afirmou João Lagos.
Já o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, admitiu "frustração pela anulação" da prova, mas sublinhou que, "apesar da triste notícia, a organização portuguesa e a cidade de Lisboa demonstraram capacidade de organização". "Certamente no futuro vai haver outra prova e a partida será, certamente, de Lisboa", avançou António Costa.
A 30ª edição do Lisboa-Dakar tinha partida marcada para sábado, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e chegada para 20 de Janeiro, na capital do Senegal.
Reacções (III) - Carlos Sousa diz que os pilotos não foram ouvidos pela organização
As “equipas não foram ouvidas na tomada de decisão de anulação do rali Lisboa-Dakar”, disse piloto português Carlos Sousa.
“Estamos desapontados e desiludidos com a anulação da prova”, afirmou Carlos Sousa, citado pela Lusa, acrescentando: “Considero que não foram exploradas todas as alternativas para resolver a situação” por parte da organização.
Ainda de acordo com Carlos Sousa, os pilotos deviam ter sido ouvidos antes de a organização tomar a decisão de anular a prova.
O piloto português disse ainda que “a prova devia arrancar até Marrocos”.
Fonte: publico.pt
“Estamos desapontados e desiludidos com a anulação da prova”, afirmou Carlos Sousa, citado pela Lusa, acrescentando: “Considero que não foram exploradas todas as alternativas para resolver a situação” por parte da organização.
Ainda de acordo com Carlos Sousa, os pilotos deviam ter sido ouvidos antes de a organização tomar a decisão de anular a prova.
O piloto português disse ainda que “a prova devia arrancar até Marrocos”.
Fonte: publico.pt
Reacções (II) - Ondas de choque entre os portugueses
Como seria natural, com o anúncio oficial da anulação do Lisboa-Dakar, funcionou como uma onda de choque perante toda a caravana, e muito particularmente entre os portugueses. Os rumores da anulação da prova foram crescendo desde o final da tarde de ontem, e hoje de manhã a notícia que ninguém queria ouvir surgiu mesmo: O Lisboa Dakar 2008 foi anulado.
Entre os pilotos portugueses, os sentimentos são, naturalmente, de tristeza! Todos temem, claro está, pelo futuro da prova, e na sua grande maioria ainda nem sequer pararam para pensar relativamente aos prejuízos que inevitavelmente irão ter.
Há contratos em vigor, que não vão poder ser cumpridos, já que o pressuposto principal, disputar o Lisboa-Dakar, não pode ser levado a cabo. Assim sendo, há que ter bom senso não só da parte de patrocinadores como pilotos, pois os prejudicados serão todos. Obviamente que ninguém previu que isto poderia suceder, pelo que a desolação é geral.
Muitos nem querem reagir a quente, já que quase todos sem excepção empenharam-se durante meses para a prova que agora foi anulada. As inscrições irão ser devolvidas pela organização e já há mesmo horários estabelecidos para esse efeito, mas a verdade é que o valor das inscrições é quase irrisório perante todo o “bolo” que envolve uma participação no Dakar.
Para os privados, este é um problema muito complicado, já que a maioria deles acabaram de comprometer a época inteira. Infelizmente, a política volta a comprometer o desporto.
Fonte: autosport
Entre os pilotos portugueses, os sentimentos são, naturalmente, de tristeza! Todos temem, claro está, pelo futuro da prova, e na sua grande maioria ainda nem sequer pararam para pensar relativamente aos prejuízos que inevitavelmente irão ter.
Há contratos em vigor, que não vão poder ser cumpridos, já que o pressuposto principal, disputar o Lisboa-Dakar, não pode ser levado a cabo. Assim sendo, há que ter bom senso não só da parte de patrocinadores como pilotos, pois os prejudicados serão todos. Obviamente que ninguém previu que isto poderia suceder, pelo que a desolação é geral.
Muitos nem querem reagir a quente, já que quase todos sem excepção empenharam-se durante meses para a prova que agora foi anulada. As inscrições irão ser devolvidas pela organização e já há mesmo horários estabelecidos para esse efeito, mas a verdade é que o valor das inscrições é quase irrisório perante todo o “bolo” que envolve uma participação no Dakar.
Para os privados, este é um problema muito complicado, já que a maioria deles acabaram de comprometer a época inteira. Infelizmente, a política volta a comprometer o desporto.
Fonte: autosport
Reacções (I) - Câmaras de Portimão e de Benavente querem ser indemnizadas pelo cancelamento da prova
O presidente da Câmara Municipal de Portimão declarou que vai pedir à organização do Lisboa-Dakar 2008 o retorno de 1,5 milhões de euros que a autarquia investiu para receber a prova que foi hoje cancelada. De igual modo, o presidente da Câmara de Benavente indicou que a autarquia vai negociar com a organização da prova o ressarcimento dos cerca de 30 mil euros que investiu.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, os "juristas da autarquia estão a estudar as contratualizações que foram feitas para que seja exigida à organização o retorno do investimento que a autarquia fez para receber a prova em Portimão".
O autarca disse à Lusa que já foram investidos 90 por cento do milhão e meio de euros, estando os restantes 10 por cento destinados a alojamento e outras questões logísticas para o fim-de-semana.
Manuel da Luz considerou a situação "estranha" porque "alegadamente terá a ver com as mortes de turistas franceses que ocorreram há cerca de uma semana". "Espero que não seja uma questão política entre os governos francês e da Mauritânia", disse.
A edição 2008 do rali todo-o-terreno Lisboa-Dakar foi hoje cancelada devido a razões de segurança.
A empresa organzidora Amaury Sport Organization (ASO) justificou o cancelamento da prova, pela primeira vez na sua história, com razões de segurança e "ameaças directas contra a prova", num comunicado emitido hoje em Lisboa.
Câmara de Benavente quer ser indemnizada em 30 mil euros
O presidente da Câmara de Benavente, António José Ganhão, que falava à Lusa depois de saber do cancelamento da prova, disse que a autarquia tinha tudo contratualizado com a organização, razão pela qual tem agora "que ser ressarcida pelo investimento que fez".
"Tudo o que tínhamos negociado com o Dakar estava implantado no terreno, desde os terrenos para os pontos de encontro, animação musical, transportes, WC, tenda gigante, entre outros, um investimento de perto de cerca de 30 mil euros do qual temos agora que ser ressarcidos já que não vamos ter contrapartidas", frisou António José Ganhão.
O autarca lamentou ainda o cancelamento do Lisboa-Dakar 2008 mas afirmou entender o "risco" que a prova representava para os concorrentes franceses e para as companhias de seguros que "decidiram não arriscar".
Fonte: publico.pt
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, os "juristas da autarquia estão a estudar as contratualizações que foram feitas para que seja exigida à organização o retorno do investimento que a autarquia fez para receber a prova em Portimão".
O autarca disse à Lusa que já foram investidos 90 por cento do milhão e meio de euros, estando os restantes 10 por cento destinados a alojamento e outras questões logísticas para o fim-de-semana.
Manuel da Luz considerou a situação "estranha" porque "alegadamente terá a ver com as mortes de turistas franceses que ocorreram há cerca de uma semana". "Espero que não seja uma questão política entre os governos francês e da Mauritânia", disse.
A edição 2008 do rali todo-o-terreno Lisboa-Dakar foi hoje cancelada devido a razões de segurança.
A empresa organzidora Amaury Sport Organization (ASO) justificou o cancelamento da prova, pela primeira vez na sua história, com razões de segurança e "ameaças directas contra a prova", num comunicado emitido hoje em Lisboa.
Câmara de Benavente quer ser indemnizada em 30 mil euros
O presidente da Câmara de Benavente, António José Ganhão, que falava à Lusa depois de saber do cancelamento da prova, disse que a autarquia tinha tudo contratualizado com a organização, razão pela qual tem agora "que ser ressarcida pelo investimento que fez".
"Tudo o que tínhamos negociado com o Dakar estava implantado no terreno, desde os terrenos para os pontos de encontro, animação musical, transportes, WC, tenda gigante, entre outros, um investimento de perto de cerca de 30 mil euros do qual temos agora que ser ressarcidos já que não vamos ter contrapartidas", frisou António José Ganhão.
O autarca lamentou ainda o cancelamento do Lisboa-Dakar 2008 mas afirmou entender o "risco" que a prova representava para os concorrentes franceses e para as companhias de seguros que "decidiram não arriscar".
Fonte: publico.pt
O comunicado oficial
A.S.O. anula edição 2008 do Rali Dakar
Após inúmeros contactos com o governo francês – em particular o Ministério dos Negócios Estrangeiros – e tendo em conta as suas fortes recomendações, os organizadores do Dakar tomaram a decisão de anular a edição 2008 da prova, que deveria decorrer entre 5 e 20 do corrente mês, ligando Lisboa à capital do Senegal.
Tendo em conta as actuais situações de tensão politica, a nível internacional, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaida, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, a A.S.O. não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova.
A primeira responsabilidade da A.S.O. é a de garantir a segurança de todos: populações dos países atravessados, concorrentes amadores e profissionais, sejam eles franceses ou estrangeiros, elementos da assistência técnica, jornalistas, patrocinadores e colaboradores do rali. A A.S.O. reafirma que as questões de segurança não estão, não estiveram, nem nunca estarão em causa no rali Dakar.
A A.S.O. condena a ameaça terrorista que anula um ano de trabalho, de inscrições e de paixão para todos os participantes e diferentes actores do maior rali-raid do mundo. Consciente da imensa frustração, vivida, em particular, em Portugal, Marrocos, Mauritânia e Senegal, bem como entre todos os nossos fiéis parceiros, para lá da decepção geral e das pesadas consequência económicas, em termos de retorno directo e indirecto, para os países atravessados, a A.S.O. continuará a defender os valores que caracterizam os grandes acontecimentos desportivos e prosseguirá com a mesma determinação o desenvolvimento das suas acções humanitárias, através das Actions Dakar, implantadas depois de cinco anos em África sub-saariana com SOS Sahel Internacional.
O Dakar é um símbolo e nada pode destruir os símbolos. A anulação da edição 2008 não coloca em causa o futuro do Dakar. Propor, em 2009, uma nova aventura a todos os amantes dos rali-raid é um desafio que a A.S.O. irá assumir nos próximos meses, fiel à sua presença e paixão pelo desporto.
Após inúmeros contactos com o governo francês – em particular o Ministério dos Negócios Estrangeiros – e tendo em conta as suas fortes recomendações, os organizadores do Dakar tomaram a decisão de anular a edição 2008 da prova, que deveria decorrer entre 5 e 20 do corrente mês, ligando Lisboa à capital do Senegal.
Tendo em conta as actuais situações de tensão politica, a nível internacional, o assassinato de quatro turistas franceses, no passado dia 24 de Dezembro, atribuído a um ramo do Al-Qaida, no Magreb islâmico, e acima de tudo as ameaças, directas, lançadas contra a prova, por movimentos terroristas, a A.S.O. não pode tomar outra decisão que não seja a anulação da prova.
A primeira responsabilidade da A.S.O. é a de garantir a segurança de todos: populações dos países atravessados, concorrentes amadores e profissionais, sejam eles franceses ou estrangeiros, elementos da assistência técnica, jornalistas, patrocinadores e colaboradores do rali. A A.S.O. reafirma que as questões de segurança não estão, não estiveram, nem nunca estarão em causa no rali Dakar.
A A.S.O. condena a ameaça terrorista que anula um ano de trabalho, de inscrições e de paixão para todos os participantes e diferentes actores do maior rali-raid do mundo. Consciente da imensa frustração, vivida, em particular, em Portugal, Marrocos, Mauritânia e Senegal, bem como entre todos os nossos fiéis parceiros, para lá da decepção geral e das pesadas consequência económicas, em termos de retorno directo e indirecto, para os países atravessados, a A.S.O. continuará a defender os valores que caracterizam os grandes acontecimentos desportivos e prosseguirá com a mesma determinação o desenvolvimento das suas acções humanitárias, através das Actions Dakar, implantadas depois de cinco anos em África sub-saariana com SOS Sahel Internacional.
O Dakar é um símbolo e nada pode destruir os símbolos. A anulação da edição 2008 não coloca em causa o futuro do Dakar. Propor, em 2009, uma nova aventura a todos os amantes dos rali-raid é um desafio que a A.S.O. irá assumir nos próximos meses, fiel à sua presença e paixão pelo desporto.
Lisboa Dakar já não vai para a estrada
Inacreditável!!!
Em breve a confirmação oficial em conferência de impressa.
Este blogue sabe que a ameaça é tão forte que até houve evacuação de instalações hoje de manhã no CCB. Ou seja o problema não está apenas na Mauritânia. As verificações estão paradas e já há desmobilização de meios nas etapas lusas. Há rumores, sublinho rumores, de prisões efectuadas esta madrugada em Lisboa a putativos elementos com ligações a redes terroristas.
Em breve a confirmação oficial em conferência de impressa.
Este blogue sabe que a ameaça é tão forte que até houve evacuação de instalações hoje de manhã no CCB. Ou seja o problema não está apenas na Mauritânia. As verificações estão paradas e já há desmobilização de meios nas etapas lusas. Há rumores, sublinho rumores, de prisões efectuadas esta madrugada em Lisboa a putativos elementos com ligações a redes terroristas.
03 janeiro 2008
Sejam bem-vindos ao Portimão-Smara
Segundo a RTP (já podem ver o video aqui no final do Telejornal) o Lisboa Dakar 2008 está em risco de nem sequer sair do CCB. O cenário de cancelamento da prova é uma realidade e está neste momento em cima da mesa da organização. Seria um erro colossal. Anulando a primeira etapa e o que resta do Sahara Ocidental para Sul ainda seria possivel fazer um Portimão-Smara com quase dois mil quilometros competitivos bem durinhos. É esta a enorme grandiosidade do Dakar que os Albertos Gonçalves desta vida nunca poderão compreender. E pelos andar da carruagem também parece haver Albertos Gonçalves dentro da própria ASO. Onde estiveres querido Sabine, acende uma velinha a esta malta que não honram o teu nome e memoria.
Uma cidade móvel com mais de 2500 pessoas
Uma "cidade", com mais de 2.500 habitantes, vai ser montada e desmontada diariamente para dar apoio à caravana do Rali Lisboa-Dakar, que começa sábado na capital portuguesa e termina no Senegal, a 20 de Janeiro.
Cerca de 20 aviões vão assegurar o transporte de mais de três centenas de pessoas e de toda a logística da mítica prova de todo-o-terreno, contando ainda a organização com cerca de uma dezena de helicópteros para o transporte de fotógrafos, televisões, médicos ou da direcção da corrida.
O acampamento, que começa a ser colocado em pé de manhã e é desmontado no dia seguinte, logo após a partida dos concorrentes, é uma autêntica «Torre de Babel», que este ano contará com mais de 50 nacionalidades.
Para quem chega a tempo do jantar ou para o pequeno-almoço antes da partida, a organização monta um gigantesco "restaurante", em que trabalham mais de 80 pessoas, numa estrutura transportada por 11 camiões.
A estrutura clínica da prova terá 50 pessoas a trabalhar, um hospital de campanha, equipado, por exemplo, com radiologia e bloco operatório, três helicópteros e 14 veículos.
Refira-se que esta edição baterá o recorde de participantes com a participação de 570 equipas: 245 motos, 20 "quads", 205 carros e 100 camiões.
Pela primeira vez, nas etapas africanas, as motos serão reabastecidos com uma mistura que contém biocombustível, realçando a importância que a organização dá aos problemas do ambiente.
Fonte: iol
Cerca de 20 aviões vão assegurar o transporte de mais de três centenas de pessoas e de toda a logística da mítica prova de todo-o-terreno, contando ainda a organização com cerca de uma dezena de helicópteros para o transporte de fotógrafos, televisões, médicos ou da direcção da corrida.
O acampamento, que começa a ser colocado em pé de manhã e é desmontado no dia seguinte, logo após a partida dos concorrentes, é uma autêntica «Torre de Babel», que este ano contará com mais de 50 nacionalidades.
Para quem chega a tempo do jantar ou para o pequeno-almoço antes da partida, a organização monta um gigantesco "restaurante", em que trabalham mais de 80 pessoas, numa estrutura transportada por 11 camiões.
A estrutura clínica da prova terá 50 pessoas a trabalhar, um hospital de campanha, equipado, por exemplo, com radiologia e bloco operatório, três helicópteros e 14 veículos.
Refira-se que esta edição baterá o recorde de participantes com a participação de 570 equipas: 245 motos, 20 "quads", 205 carros e 100 camiões.
Pela primeira vez, nas etapas africanas, as motos serão reabastecidos com uma mistura que contém biocombustível, realçando a importância que a organização dá aos problemas do ambiente.
Fonte: iol
Ultima Hora – o Dakar 2008 encontra-se em enorme risco (ACTUALIZADO III)
A RTP avançou há momentos no seu Jornal da Tarde uma informação fundamental para o desenrolar da prova.
O Governo francês exorta a organização do Lisboa Dakar 2008 a não passar pela Mauritânia cancelando assim mais de metade da parte competitiva da prova. Caso a organização dê ouvidos ao executivo de Sarkozy esta edição do Lisboa-Dakar pode ser o maior fiasco desportivo de sempre da maratona africana. Depois da polémica com as vergonhosas restrições do acesso ao público das etapas portuguesas causadas pela incompetência e ignorância dos responsáveis portugueses da prova, a noticia agora dada à estampa pelo canal televisivo português só vem confirmar que este pode ser o pior arranque da prova desde que esta sai da capital portuguesa.
…entretanto o semanário Sol escreve na sua edição on line: O Governo francês «desaconselha fortemente a deslocação de franceses à Mauritânia», inclusivamente os que estão inscritos no Rali Lisboa-Dacar, que começa sábado junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
O caldo parece mesmo querer entornar-se de forma estrondosa no Dakar 2008, podendo ler-se no sítio oficial da prova que os organizadores do Dakar tomaram conhecimento das declarações do governo francês desaconselhando a deslocação à Mauritânia, por ocasião do rali. Para puderem analisar a situação, vão reunir-se com as autoridades governamentais francesas e mauritanas para tomarem conhecimento dos novos elementos que terão motivado as referidas declarações, apesar das reiteradas garantias dadas pelo governo mauritano.
A juntar a todo este cenário a condizer com o tempo cinzento-escuro e chuvoso de Lisboa corre como certa a anulação da primeira etapa em vários fóruns da Internet. A informação não é segura mas quem a escreve aponta sempre fontes bem informadas nomeadamente jornalistas que acompanharão a prova. A causa da anulação, diz-se ainda nesses fóruns, não será tanto o caos previsto (provocado pelas incompreensíveis opções da organização portuguesa) para as estradas circundantes mas sim o estado lamentavelmente enlameado de alguns sectores do troço que por certo poderá provocar pequenas grandes hecatombes inclusive a alguma figura de proa desta prova.
Fiquem atento, este blogue promete estar sempre na primeira linha informativa.
O Governo francês exorta a organização do Lisboa Dakar 2008 a não passar pela Mauritânia cancelando assim mais de metade da parte competitiva da prova. Caso a organização dê ouvidos ao executivo de Sarkozy esta edição do Lisboa-Dakar pode ser o maior fiasco desportivo de sempre da maratona africana. Depois da polémica com as vergonhosas restrições do acesso ao público das etapas portuguesas causadas pela incompetência e ignorância dos responsáveis portugueses da prova, a noticia agora dada à estampa pelo canal televisivo português só vem confirmar que este pode ser o pior arranque da prova desde que esta sai da capital portuguesa.
…entretanto o semanário Sol escreve na sua edição on line: O Governo francês «desaconselha fortemente a deslocação de franceses à Mauritânia», inclusivamente os que estão inscritos no Rali Lisboa-Dacar, que começa sábado junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
O caldo parece mesmo querer entornar-se de forma estrondosa no Dakar 2008, podendo ler-se no sítio oficial da prova que os organizadores do Dakar tomaram conhecimento das declarações do governo francês desaconselhando a deslocação à Mauritânia, por ocasião do rali. Para puderem analisar a situação, vão reunir-se com as autoridades governamentais francesas e mauritanas para tomarem conhecimento dos novos elementos que terão motivado as referidas declarações, apesar das reiteradas garantias dadas pelo governo mauritano.
A juntar a todo este cenário a condizer com o tempo cinzento-escuro e chuvoso de Lisboa corre como certa a anulação da primeira etapa em vários fóruns da Internet. A informação não é segura mas quem a escreve aponta sempre fontes bem informadas nomeadamente jornalistas que acompanharão a prova. A causa da anulação, diz-se ainda nesses fóruns, não será tanto o caos previsto (provocado pelas incompreensíveis opções da organização portuguesa) para as estradas circundantes mas sim o estado lamentavelmente enlameado de alguns sectores do troço que por certo poderá provocar pequenas grandes hecatombes inclusive a alguma figura de proa desta prova.
Fiquem atento, este blogue promete estar sempre na primeira linha informativa.
Imunes a ventos e marés...
...verificações prosseguem
Como estava programado, hoje foi o segundo dia de verificações, administrativas e técnicas no Centro Cultural de Belém. O momento alto teve lugar esta manhã com a passagem da “armada” Mitsubishi pelo CCB, equipa que integra o último vencedor e recordista de triunfos, Stéphane Peterhansel, para além de Luc Alphand, Hiroshi Masuoka e Joan «Nani» Roma.
Já nas duas rodas, o interesse cresceu logo após o almoço com a “verificação” das motos de Cyril Despres, Marc Coma e David Casteu, entre muitos outros, que cumpriram essa formalidade, que antecede a colocação das máquinas no Parque Fechado.
Assim sendo, já poderá, se passar por Belém ver o Parque Fechado muito bem composto, e ter um “gostinho” a Dakar.
Fonte: autosport
Como estava programado, hoje foi o segundo dia de verificações, administrativas e técnicas no Centro Cultural de Belém. O momento alto teve lugar esta manhã com a passagem da “armada” Mitsubishi pelo CCB, equipa que integra o último vencedor e recordista de triunfos, Stéphane Peterhansel, para além de Luc Alphand, Hiroshi Masuoka e Joan «Nani» Roma.
Já nas duas rodas, o interesse cresceu logo após o almoço com a “verificação” das motos de Cyril Despres, Marc Coma e David Casteu, entre muitos outros, que cumpriram essa formalidade, que antecede a colocação das máquinas no Parque Fechado.
Assim sendo, já poderá, se passar por Belém ver o Parque Fechado muito bem composto, e ter um “gostinho” a Dakar.
Fonte: autosport
01 janeiro 2008
Camiões: Aumenta o leque de candidatos ao primeiro lugar
A surpreendente vitória de Hans Stacey ao volante de um MAN na última edição do Lisboa-Dakar interrompeu o domínio que a Kamaz mantinha ao longo dos últimos anos. A marca Russa, com Vladimir Chagin à cabeça, volta a assumir-se como favorita, inscrevendo três camiões, menos um que a MAN que volta a ter Hans Stacey para tentar uma segunda vitória consecutiva. Para além destes, é preciso contar com os Ginaf da família De Rooy e com os Tatra.
Esta edição do Lisboa-Dakar fica, marcada pela criação de duas categorias, a de Super-produção e a de Produção. A primeira será para os protótipos, enquanto a segunda incluirá os camiões mais próximos dos de série como o de Elisabete Jacinto. A piloto Português está de regresso com o seu MAN e com fortes ambições. Mais adaptada ao seu camião, Elisabete Jacinto procura um lugar entre o top5 na categoria de produção. Recorde-se que na anterior edição do Dakar, Elisabete Jacinto terminou no 21º lugar absoluto, entre 80 concorrentes à partida e 59 à chegada, tendo terminado na sexta posição entre os camiões de produção.
Principais equipas entre os camiões:
MAN
Hans Stacey
Philippe Jacquot
Franz Echter
Geert Verhoeven
Kamaz
Vladimir Chagin
Firdaus Kabirov
Ilgizar Mardeev
Tatra
Ales Loprais
Andre de Azevedo
Tomas Tomecek
Ginaf
Wulfert Van Ginkel
Marcel Van Vliet
Rob Vink
Jan De Rooy
Gerard De Rooy
Hugo Duisters
Fonte: iol
Esta edição do Lisboa-Dakar fica, marcada pela criação de duas categorias, a de Super-produção e a de Produção. A primeira será para os protótipos, enquanto a segunda incluirá os camiões mais próximos dos de série como o de Elisabete Jacinto. A piloto Português está de regresso com o seu MAN e com fortes ambições. Mais adaptada ao seu camião, Elisabete Jacinto procura um lugar entre o top5 na categoria de produção. Recorde-se que na anterior edição do Dakar, Elisabete Jacinto terminou no 21º lugar absoluto, entre 80 concorrentes à partida e 59 à chegada, tendo terminado na sexta posição entre os camiões de produção.
Principais equipas entre os camiões:
MAN
Hans Stacey
Philippe Jacquot
Franz Echter
Geert Verhoeven
Kamaz
Vladimir Chagin
Firdaus Kabirov
Ilgizar Mardeev
Tatra
Ales Loprais
Andre de Azevedo
Tomas Tomecek
Ginaf
Wulfert Van Ginkel
Marcel Van Vliet
Rob Vink
Jan De Rooy
Gerard De Rooy
Hugo Duisters
Fonte: iol
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