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02 janeiro 2012

Nas motos Coma vence segunda etapa

Coma, Despres +1'18'', Barreda +2´33'', Lopez +2'44'', Przygonski +4'17'', Casteu + 7'14''. Rodrigues foi 12º a 11'01'', Gonçalves 13º a 12'30'' e Faria 15º a 13'36''.

18 janeiro 2011

Inesquecível Buenos Aires

Sempre tive uma especial simpatia por Buenos Aires, desde a primeira vez que aqui aterrei há três anos para disputar a versão sul-americana do Rali Dakar. Agora, ultrapassei esse sentimento e dificilmente vou esquecer o dia em que subi pela primeira vez ao pódio, no meio de uma imensa multidão e ao lado do Marc Coma e Cyril Despres.

Em jeito de balanço, penso que este foi o Dakar mais complicado da minha carreira, pois comecei com uma semana que correu muito mal, desde a primeira etapa. Atrasei-me bastante e não foi fácil encontrar o meu melhor ritmo de corrida. Depois ganhei ânimo e com muita determinação lá fui subindo, chegando ao dia de descanso com uma motivadora vitória na etapa. Estava de novo no rumo certo, quando em dois dias fui traído pela navegação e me atrasei mais de uma hora. Continuei sempre ao ataque, etapa após etapa, sempre convicto de que ainda era possível atingir o meu grande objectivo para este Dakar. No fim o atraso do Chaleco jogou a meu favor, mas cheguei ao pódio por mérito próprio. No ano passado aconteceu exactamente o inverso e quem ganhou com os meus problemas foi o Chaleco. O Dakar é mesmo o derradeiro teste de resistência para máquinas e pilotos e desta vez eu fui mais feliz. Agora já é quase tempo de começar a pensar no próximo Dakar!


Fonte: Económico

17 janeiro 2011

Provavelmente…

…aqui (link) encontramos as melhores imagens deste Dakar que agora termina.


A competitor rides in the dunes during the sixth stage of the Dakar Rally 2011 from Iquique to Arica January 7, 2011. (REUTERS/Eric Gaillard) #

15 janeiro 2011

À campeão

Nasser Al-Attiyah confirma vitória e Leal dos Santos o sétimo posto o s

Nasser Al-Attiyah alcançou hoje um dos maiores feitos da sua carreira desportiva, ao vencer pela primeira vez o Dakar Argentina-Chile. O piloto qatari levou de vencida a batalha interna no seio da sua equipa e alcançou um triunfo que foi inteiramente merecido. Na chegada a Buenos Aires foi, no entanto, Carlos Sainz a vencer mais uma etapa, com escassos 38 segundos de avanço sobre Al-Attiyah, segundo melhor, e 1m25s sobre Krzysztof Holowczyc (BMW), terceiro. Ricardo Leal dos Santos ficou com o 11º melhor tempo, assim garantindo o sétimo da geral.

À partida deste Dakar, Al-Attiyah era um dos favoritos ao triunfo final, mas sabia que para o conseguir teria que, primeiro, bater os seus oponentes - internamente e de outras equipas - e, depois, esperar por uma prova sem azares ou problemas mecânicos. Com efeito, se a mecânica do Race Touareg 3 pouco atormentou o versátil desportista do Qatar, acabou por ser mesmo a sua constância e regularidade a fazer dele mais do que um favorito, um forte candidato ao triunfo final.

Com a concorrência a ficar irremediavelmente atrasada, inicialmente Stéphane Peterhansel (BMW) e posteriormente Carlos Sainz, Al-Attiyah sabia que precisava de manter a concentração e levar o seu carro até final sem grandes sobressaltos para conquistar um tão ansiado triunfo. E foi o que conseguiu hoje, em Buenos Aires, ponto final da edição 2011 do Dakar: "Conseguimos, estou bastante satisfeito, foi um grande resultado. Já esperava este momento há muito tempo", afirmou Al-Attiyah pouco após o final da tirada, lembrando ainda que este triunfo "significa muito para mim, para as pessoas do meu país e para a minha equipa".

Sem hipóteses de lutar pelo triunfo nestes últimos dias, Carlos Sainz mostrou que não perdeu a competitividade e continuou a 'colecionar' triunfos em etapas, que o próprio espanhol considera como "prémios de consolação". De facto, o espanhol esteve na luta pelo triunfo até meados da segunda semana, momento em que problemas de várias índoles acabaram por condená-lo para o terceiro posto, atrás mesmo de Giniel de Villiers (VW). O sul-africano levou a cabo uma prova discreta e cautelosa, acabando por lucrar com os problemas de Sainz para ascender a segundo, depois trabalhando para não perder muito tempo face ao espanhol. Foi já neste processo que acabou, mesmo, por conquistar um triunfo em etapas, segurando assim um segundo lugar com grande vantagem para Sainz.

O quarto lugar da geral foi para Stéphane Peterhansel. O experiente piloto francês mostrou na primeira metade da prova que o BMW X3 CC estava mais competitivo, lutando com os BMW quase taco-a-taco, mas acabou por ser afetado por vários tipos de dificuldades, como furos ou ligeiros problemas mecânicos - além de erros de navegação - que o impediram de disputar os primeiros lugares de forma mais veemente. No quinto lugar final classificou-se outro BMW da X-Raid, neste caso o tripulado por Krzysztof Holowczyc, com o polaco a levar a cabo uma grande prova para conseguir ficar à frente do quarto VW da prova, o de Mark Miller, apenas sexto.

Atrás deste aparece o português Ricardo Leal dos Santos, que efetuou uma grande prestação nesta sua primeira participação no Dakar como piloto oficial. Ainda que o início não tenha sido fácil, em virtude de uma fase de adaptação ainda prolongada e de alguns pequenos percalços, Leal dos Santos e o seu navegador Paulo Fiúza mostraram nos últimos dias da prova um ritmo constantemente entre os oito primeiros. Com o objetivo confesso inicial de ficar dentro dos dez primeiros, o sétimo posto da geral tem de ser encarado como um sinal bastante positivo da dupla lusa.

Christian Lavieille (Nissan), Guilherme Spinelli (Mitsubishi) e Matthias Kahle (SMG) completaram o lote dos dez melhores desta edição do Dakar.


Fonte: autosport

Parabéns Hélder Rodrigues


Pela primeira vez encontramos um português no pódio de um Dakar.

Um amortecedor partido a cerca de vinte quilómetros do fim da especial de hoje e problemas eléctricos a cerca de uma dezena de quilómetros da meta, atiraram o Chileno Lopez para o quarto lugar da geral.

O Dakar é assim, imprevisível até ao quilómetro final. Hélder Rodrigues estará com todo o mérito no pódio de Buenos Aires.

Resumo do dia...

14 janeiro 2011

Resumo do dia...

Ruben Faria: "É um erro meu, fui penalizado por isso e agora só penso em chegar a Buenos Aires"

A 11 ª especial do Dakar Argentina-Chile 2011, ficou marcada pela penalização de Ruben Faria, que vê averbado ao seu tempo mais duas horas, descendo dessa forma para o oitavo posto no Dakar.

Depois de ontem ter sido terceiro classificado na chegada a Chilecito, a má noticia chegou já ía longa a noite em Portugal quando Ruben Faria foi penalizado pela organização com duas horas extra pela falha na passagem por um dos 'waypoint' do dia.

"Nem sei o que senti na altura. Depois de uma especial tão dura foi duro demais, mas estava claro no relatório de passagens que tinha falhado um dos pontos." Afirma Ruben Faria depois de recebida a noticia. "É um erro meu, que infelizmente cometi e fui penalizado por isso." Comentou ainda o piloto de Olhão que assim desceu para o oitavo posto da classificação geral da prova.

Mas nem por isso Ruben Faria deixou de se concentrar na longa jornada de hoje, que levou os sobreviventes deste Dakar até San Juan depois de uma especial de 370 quilómetros com uma secção de neutralização sensívelmente a meio. Partindo da 15ª posição o piloto algarvio fez uma etapa regular por força da posição de partida mais atrasada e numa fase onde a navegação não é tão solicitada foi complicado fazer a diferença para os seus adversários mais directos.

"Deixei de pensar na classificação geral. Fiz a minha etapa mas com pistas mais estreitas é complicado ultrapassar. Consegui mesmo assim ser 11º no final de um dia longo onde tentei acima de tudo não cometer erros, especialmente na primeira parte onde andámos entre montanhas e onde podíamos errar uma pista mais facilmente. A segunda metade do dia era mais a meu gosto e segurei a minha posição."

Ruben Faria ocupa agora a 8ª posição da classificação geral, um lugar que não espelha em nada a excelente prova feita pelo olhanense ao longo das anteriores dez etapas. "Mas são situações de corrida, temos que as deixar para trás e seguir em frente." Ruben enfrenta amanhã a penúltima etapa da prova, que terá uma especial com 555 quilómetros.


Classificação Geral (após a 11ª etapa)
1º Marc Coma - KTM com 43h14m55s
2º Cyril Després - KTM a 15m59s
3º Francisco Lopez - Aprilia a 49m24s
4º Hélder Rodrigues - Yamaha a 01h35m10s
8º Ruben Faria - KTM a 03h49m46
s

Fonte: autosport

13 janeiro 2011

Paisaegm e veiculo lunares (III)

A ultima grande etapa...

MOTOS
WP7 Chaleco, Despres +1'29'', Coma +3'00, Rodrigues +6'24'', Cody +6'47'', Garcia 8'31'', Viladoms +8'40'', Azevedo 9'31'', Faria +9'53''

AUTOS
WP4 Sainz, Peterhansel +21'', Al-attiyah +1'33'', De Villiers +3'32'', Holowczyc +11'37

Resumo do dia...

12 janeiro 2011

Coma mais líder

Se ontem os pilotos viveram um dia complicado na nona etapa ao redor de Copiapo, hoje, no regresso a solo argentino, as dunas brancas de Fiambala mostraram que as dores de cabeça só vão mesmo parar no palanque de chegada em Buenos Aires, no final da prova no fim-de-semana.

O dia começou bem cedo, pelas quatro e meia da manhã, com os ainda resistentes a partirem para uma longa ligação que os levou novamente para a encosta Atlântica dos Andes, á semelhança do que tinha acontecido na passada semana quando a caravana se dirigiu ao Chile. A especial do dia era por isso mesmo curta, apenas 172 quilómetros, mas que se revelaram muito duros para a grande maioria dos pilotos, incluindo os homens da frente.

A etapa do dia acabou por se revelar nefasta para Cyril Després, ainda com algumas possibilidades de poder tentar a quarta vitória na prova, primeiro quando ao quilómetro 97, e quando tentava manter vantagem sobre Marc Coma, se enganou no rumo a seguir, entrando numa zona de muita pedra que o dificultou na procura pelo caminho correcto. Mas o pior estava para chegar quando perto do final, a cerca de 15 quilómetros da linha de meta, ficou preso numa zona de lama junto ao rio seco que todos tinham que percorrer e encontrar a saída, perdendo aí mais de dez minutos e porventura todas as suas possibilidades de conseguir discutir a vitória. Marc Coma acabou por conseguir mais uma vitória neste Dakar 2011 e detem agora mais de 18 minutos de vantagem no topo da classificação geral.

Mas não foi apenas Cyril Després a sentir problemas, também Hélder Rodrigues o sentiu, pelo segundo dia consecutivo e depois de ser o mais rápido numa primeira fase da prova mais uma vez a sorte não quis nada com o piloto de Almargem do Bispo e voltou a ficar parado tal como tinha acontecido no dia de ontem. Isto num dia em que também Francisco Lopez, o seu principal adversário na luta pelo terceiro lugar, teve problemas com a bomba de combustível da sua moto e perder igualmente algum tempo. Com todos os contratempos da concorrência foi Ruben Faria quem acabou por assinar a terceira posição do dia, depois de partir na 23ª posição, recuperando muito tempo a Hélder Rodrigues para ficar agora a apenas cinco minutos do quarto lugar.

O Dakar está no entanto longe de estar definido, já que amanhã os concorrentes enfrentam mais uma longa especial, que ligará Chilecito a San Juan, com uma especial com 622 quilómetros, onde as dunas dão lugar à montanha num cenário digno dos filmes de ‘cowboys’ com os seus ‘canyons’ e dificuldades inerentes. Amanhã ainda pode acontecer muita coisa.

A comitiva portuguesa ainda em prova continua a manter todos os seus elementos, depois do abandono de Paulo Gonçalves e João Rosa, e a exigente jornada permitiu mesmo a recuperação e subida de posições na classificação geral, como foi o caso de Pedro Oliveira, o terceiro melhor luso na classificação geral que hoje subiu duas posições e está agora no 24º posto da geral. Bianchi Prata também gahou lugares, mais precisamente cinco, para ser agora o 35º, o mesmo se passando com Rui Oliveira que ascendeu cinco posições na tabela e é agora o 56º, dois lugares na frente de Fausto Mota, aquele que mais lugares ganhou hoje, sete posições, para fechar a ronda em 58º.


fonte: hype

De regresso à Argentina...

...com Hélder Rodrigues na frente da etapa em WP1 seguido por: Despres +14'', Faria +40'', Chaleco +50'', Cody +1'01'', Coma 1'02''.

WP2: Coma, Despres +19'', Chaleco +24'', Rodrigues +31'', Faria +3'00'' Ullevalseter +3'10''.

WP3: Rodrigues, Coma +40'', Chaleco +41'', Cody +6'31'', Ullevalseter +6'54'', Faria 8'53'', Despres +9'02''.

WP4: Rodrigues, Coma +2'14'', Cody +6'08'', Ullevalseter +7'12'', Despres +7'37'', Chaleco +7'56''.

WP5: Rodrigues, Coma +3'10'', Despres +7'22'', Ullevalseter +9'30'', Cody 11'38'', Chaleco 12'13''.

WP6: Rodrigues, Coma +2'39'', Despres +5'10''(, Ullevalseter +9'30'', Cody 11'38'', Chaleco 12'13'')

Nos autos:

WP2 Peterhansel, Al-attiyah +11'', De Villiers +2'30'', Miller +2'46'', Holowczyc +2'47'', Sainz +8'29'', Leal dos Santos 11'05''.

WP3 Peterhansel, Al-attiyah +1'43'', De Villiers +4'24'', Holowczyc +7'35'', Miller +10'38'', Sainz +15'43''.

Quase tudo decidido no Dakar

Artigo de opinião escrito por Filipe Campos e publicado no Público (link).

Apesar de ainda estarmos longe de ver novamente Buenos Aires, ou seja, a meta deste Dakar 2011, as coisas parecem agora mais perto de estar decididas em termos de classificação, cenário “triste” quando há ainda tanto para percorrer. Esta constatação serve para a classificação dos automóveis, mas também para a das motos, sendo que a esta altura já ninguém estranhará se uma KTM vier a vencer, o mesmo se passando em relação aos Race Touaregue.

Centrado a minha análise nos automóveis, Stéphane Peterhansel poderá ter colocado um ponto final nas suas aspirações em relação à vitória nos automóveis. As perdas de tempo que tem acumulado já somam mais de hora e meia de fosso para o líder, situação que me leva a uma reflexão um pouco mais profunda. Tratando-se de um dos mais experientes pilotos dos que actualmente disputam a prova – além de ostentar um currículo invejável – Stéphane Peterhansel dispõe de um carro absolutamente inigualável e com provas dadas, mas este conjunto ainda não conseguiu produzir os resultados que todos esperavam. Para mim, apostar no binómio Peterhansel/BMW X3 era não apenas natural, mas também lógico.

Uma série de imprevistos – e o dia de ontem foi particularmente difícil - têm progressivamente afastado Peterhansel do topo da corrida, o que me deixa naturalmente triste e sem uma justificação para que tal suceda. Ainda assim, satisfaz-me verificar que Leal dos Santos não só está esta a cumprir a sua missão, como se prepara para garantir a sua melhor classificação de sempre na prova, ele que, como é sabido, nunca teve como obrigação atingir os lugares da frente, mas, acima de tudo tentar ajudar Peterhansel a ganhar a prova.

Falando dos portugueses em prova, destaco, naturalmente, o sétimo lugar da geral de Leal dos Santos.

Enquanto nas motos lamento a desistência do Paulo Gonçalves (BMW), nome não tão falado mas que deu muito que falar ao ser o primeiro português a ganhar uma etapa neste Dakar. Quanto a Hélder Rodrigues e Ruben Faria (com uma prova cheia de peripécias), vão garantindo uma dupla presença portuguesa no “top five”. Muito positivo!


11 janeiro 2011

Resumo do dia...

Hélder Rodrigues: "É terrível mas as corridas são assim"

Hélder Rodrigues não teve a sorte do seu lado na etapa de hoje do Dakar 2011. O motard luso, que rodou nas posições da frente ao longo de quase toda a tirada, acabou por ficar sem gasolina na fase final, perdendo imenso tempo e as possibilidades de chegar ao terceiro posto da Geral, a qual é ocupada por 'Chaleco' Lopez, agora quase 40 minutos à sua frente.

Depois de se ter perdido no percurso, o piloto luso viu a gasolina terminar no depósito da sua Yamaha, valendo-lhe a ajuda de Felipe Prohens que parou e cedeu alguma da sua gasolina a Rodrigues de forma a que este terminasse.

"Foi um dia em que comecei bem, sempre na frente. Andei sempre muito bem até ao km 215, ponto em que me perdi um pouco da estrada. Fiz nove quilómetros a mais, depois tive de voltar atrás e a gasolina acabou. Felizmente, o Felipe Prohens deu-me um pouco de gasolina e pude chegar aqui", começou por dizer no final da etapa.

"Foi um dia verdadeiramente terrível, porque a 15 quilómetros daqui estava na frente da especial e com muito tempo para o segundo, mas as corridas são assim", completou.


Fonte: autosport

Sainz vence...

...e recupera tempo para Al-Attiyah +1'56'.
De Villiers +9'02'', Peterhansel +11'14'', Miller +14'52'', Holowczyc + 17'05.