Após toda a experiência adquirida nesta primeira participação, a equipa Spedakar já começou a preparar a próxima edição da mais importante e mediática prova de desporto motorizado do mundo.
O Off Road Racing Team Spedakar, que no Euromilhões Lisboa-Dakar 2006 contou com três homens no terreno - Ruben Faria, Nuno Matteus e Ricardo Pina, todos em motos KTM - já começou a preparar a próxima edição da mais importante e mediática prova de desporto motorizado do mundo.
«Para nós, esta primeira participação iria servir de teste para o futuro, não só dos patrocinadores, que tiveram um retorno e um grau de satisfação pelo investimento realizado a um nível surpreendente, mas também ao nível da competição, o que proporcionou um nível de aprendizagem muito elevado e que nos facilitou todo o trabalho de preparação para 2007», referiu fonte da equipa. Para o grupo, a Spedakar pôs em prática um projecto ambicioso só comparável aos das equipas de fábricas. «Não podemos falhar. Os nossos objectivos já não passam por só chegar ao Dakar. Temos outras ambições e, por isso, necessitamos de condições que apoiem este novo projecto.»
Meios técnicos já existem. O jipe de assistência usado este ano superou as expectativas ao atravessar as mais adversas condições, sempre no seu melhor, e por isso mesmo será presença garantida no próximo ano. Também em 2007, um camião de assistência dará todas as condições para que nada falte aos pilotos do Spedakar
25 fevereiro 2006
21 fevereiro 2006
A primeira noticia do Dakar 2007
Volkswagen competirá no Rally Dakar 2007
Com um Race Touareg 2 melhorado
Volkswagen voltará ao Dakar em 2007
A Volkswagen seguirá envolvida nos ralis cross country e competirá o Dakar 2007. A equipe de fábrica da VW, liderada pelo seu diretor Kris Nissen participará da 29ª edição da clássica prova no deserto com um "Race Touareg 2" melhorado. No "Dakar" deste ano, o sul-africano Giniel de Villiers e sua navegadora sueca Tina Thörner acabaram numa impressionante segunda posição.
"Com o projeto do 'Dakar', a Volkswagen se firmou no automobilismo profissional num espaço de tempo relativamente curto. Queremos seguir com este desenvolvimento e portanto decidimos anunciar nossa participação no Rally Dakar 2007," explica o Dr. Wolfgang Bernhard, presidente do conselho da Volkswagen. "O Rally Dakar é uma plataforma excelente para apresentar a confiabilidade , inovação técnica e a dinâmica da Volkswagen em uma das competições mais duras."
Já imediatamente, o diretor da Volkswagen Motorsport Kris Nissen, que foi responsável pelas atividades da VW no automobilismo desde junho de 2004, informará diretamente ao Dr. Wolfgang Bernhard. Kris Nissen coordenará as atividades do dia junto a Hans-Joachim Rothenpieler, o diretor da Linha de Produtos E1.
"Durante o último Rally Dakar demonstramos que o Race Touareg 2 tem potencial enorme. Agora seguiremos com seu desenvolvimento de forma lógica ", disse dijo Kris Nissen. "Realizamos progressos significativos antes do 'Dakar' em Janeiro. Nos próximos 11 meses, melhorar será nossa prioridade, não somente quanto à engenharia , como também a logística, preparação e organização da equipe. "
Além de um amplo programa de provas, a Volkswagen competirá em várias provas selecionadas da Copa do Mundo de Rally Cross Country da FIA e a Copa MUndial de Rali Baja da FIA durante a temporada de 2006
"Os pilotos e co-pilotos serão anunciados nas próximas semanas ou meses ",declarou Kris Nissen.
Ao acabar na segunda posição no Rally Dakar deste ano, que finalizou em 15 de Janeiro na capital senegalesa após percorridos 9043 Km, com o Race Touareg 2 pilotado por Giniel de Villiers/Tina Thörner (Sudáfrica/Suecia), a Volkswagen conseguiu o melhor resultado de um veículo a diesel nessa prova e o melhor de um fabricante alemão desde a vitória da Porsche em 1986. a Volkswagen conseguiu ganhar 5 etapas –quatro com Carlos Sainz/Andy Schulz (España/Alemania) e uma com Villiers/Thörner- e se manteve na liderança da prova por 5 dias. as.
Além do programa de ralis cross country e sua participação no Dakar, o construtor alemão também organiza a Copa ADAC Volkswagen Polo que faz parte do programa de apoio da DTM (Deutsche Tourenwagen Masters).
FONTE: cronosped
Com um Race Touareg 2 melhorado
Volkswagen voltará ao Dakar em 2007
A Volkswagen seguirá envolvida nos ralis cross country e competirá o Dakar 2007. A equipe de fábrica da VW, liderada pelo seu diretor Kris Nissen participará da 29ª edição da clássica prova no deserto com um "Race Touareg 2" melhorado. No "Dakar" deste ano, o sul-africano Giniel de Villiers e sua navegadora sueca Tina Thörner acabaram numa impressionante segunda posição.
"Com o projeto do 'Dakar', a Volkswagen se firmou no automobilismo profissional num espaço de tempo relativamente curto. Queremos seguir com este desenvolvimento e portanto decidimos anunciar nossa participação no Rally Dakar 2007," explica o Dr. Wolfgang Bernhard, presidente do conselho da Volkswagen. "O Rally Dakar é uma plataforma excelente para apresentar a confiabilidade , inovação técnica e a dinâmica da Volkswagen em uma das competições mais duras."
Já imediatamente, o diretor da Volkswagen Motorsport Kris Nissen, que foi responsável pelas atividades da VW no automobilismo desde junho de 2004, informará diretamente ao Dr. Wolfgang Bernhard. Kris Nissen coordenará as atividades do dia junto a Hans-Joachim Rothenpieler, o diretor da Linha de Produtos E1.
"Durante o último Rally Dakar demonstramos que o Race Touareg 2 tem potencial enorme. Agora seguiremos com seu desenvolvimento de forma lógica ", disse dijo Kris Nissen. "Realizamos progressos significativos antes do 'Dakar' em Janeiro. Nos próximos 11 meses, melhorar será nossa prioridade, não somente quanto à engenharia , como também a logística, preparação e organização da equipe. "
Além de um amplo programa de provas, a Volkswagen competirá em várias provas selecionadas da Copa do Mundo de Rally Cross Country da FIA e a Copa MUndial de Rali Baja da FIA durante a temporada de 2006
"Os pilotos e co-pilotos serão anunciados nas próximas semanas ou meses ",declarou Kris Nissen.
Ao acabar na segunda posição no Rally Dakar deste ano, que finalizou em 15 de Janeiro na capital senegalesa após percorridos 9043 Km, com o Race Touareg 2 pilotado por Giniel de Villiers/Tina Thörner (Sudáfrica/Suecia), a Volkswagen conseguiu o melhor resultado de um veículo a diesel nessa prova e o melhor de um fabricante alemão desde a vitória da Porsche em 1986. a Volkswagen conseguiu ganhar 5 etapas –quatro com Carlos Sainz/Andy Schulz (España/Alemania) e uma com Villiers/Thörner- e se manteve na liderança da prova por 5 dias. as.
Além do programa de ralis cross country e sua participação no Dakar, o construtor alemão também organiza a Copa ADAC Volkswagen Polo que faz parte do programa de apoio da DTM (Deutsche Tourenwagen Masters).
FONTE: cronosped
23 janeiro 2006
O Lisboa Dakar na RTP
No dia um de Janeiro deste ano tropecei neste post (link) do blogue Jornalismo e Comunicação.
Achei alguma piada ao facto de alguém que estuda jornalismo (?) escrever que o jornalista da RTP João Fernando Ramos é “um dos jornalistas que mais sabe falar de automobilismo”.
Aproveitei para tecer alguns comentários (aqui no Lisboa Dakar – link) nada abonatórios em relação ao trabalho de João Fernando Ramos, que reproduzo infra:
“Com o devido respeito João Fernando Ramos nada sabe nem de automobilismo nem de desporto motorizado, sendo que um e outro são coisa diferente e o Dakar não é o primeiro mas sim o segundo porque engloba automóveis, motos e camiões..., logo não é automobilismo mas sim desporto motorizado.
Voltando à vaca fria João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.”
Apenas hoje reparei que tinha na minha caixa de correio electrónico, desde o passado dia dezanove, uma mensagem do jornalista da RTP que passo a reproduzir na íntegra (embora para tal não tenha tido o consentimento do seu autor)
“caro Pedro
lendo o seu comentario não resisti a responder, com todo o respeito.
é claro que nenhum de nos é dono da verdade ou de todo o conhecimento.
procuro aprender todos os dias para fazer sempre melhor o meu trabalho.
Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai...
nasci na Lousã, terra de Ralis que comecei a ver , a conhcecer e a
aplaudir desde que me lembro.
como jornalista cobri provas de Ralis e TT desde os mues 16 anos. tenho
agora 40.
conheco pessoalmente praticamente todos os pilotos que participam nos
nacionais de TT e Ralis, e alguns dos mais importantes da Taça do Mundo e
do Dakar.
sou assinante de cerca de uma duzia de revistas e jornais portugueses e
estrangeiros sobre a modalidade.
foi e sou piloto de ralis, participando no campeonato nacional de ralis e
já alinhei em varias provas de TT Karting, rali Cross etc.
Vou com muita regularidade ver e acompanhar grandes provas no estrangeiro
mantendo contacto muito proximo com pilotos, marcas e organizadores.
No ano passado estive no Dakar a realizar a reportagem para a RTP .
este ano estive na cobertura da RTP de todas as grande provas de TT em
Portugal.
Voltei ao Dakar com uma cobertura em directo das duas especiais em
Portugal em condições inéditas no Dakar e com reportagens diarias .
Com o devido respeito, na televisão paga por todos nos , dei de novo o meu
melhor , procurei ter toda a informação e estar ao lado dos principais
pilotos portugueses e estrageiros.
Pergunte ao Carlos Sousa, ao Pedro Gameiro, ao Paulo Marques, ao Bernardo
Vilar, ao José Megre ao Herder Rodrigues, ao Rodrigo Amaral ao Bruno Faria
etc...se me conhecem e o que é que eu sei ou não sei de Dakar.
Mesmo com todo o respeito, admito que não tenha gostado do meu
trabalho...mas dizer que não sei nada do assunto... não posso aceitar.
um abraço
joão fernando ramos”
Tudo isto me merece alguns comentários rápidos.
1. Em Portugal os jornalistas comentam e criticam o trabalho dos “outros”, nalguns sectores da vida social (politica e futebol) por vezes de forma bastante leviana, mas não estão habituados a verem o seu trabalho olhado de forma critica.
2. Com o advento da Sociedade da Comunicação, maxime com a explosão da blogosfera muito mudou. Esta constitui uma “via verde” para a escrita livre e critica, podendo esta ser a “arte da política da vida”.
3. Hoje lamento o facto de não ter justificado as afirmações que fiz sobre o trabalho de João Fernando Ramos. No fundo cai no erro tantas vezes apontado ao trabalho dos jornalistas. Afirmações despidas de conteúdo e justificação.
4. João Fernando Ramos, não gostou do que leu e deu-me a honra e o prazer de comentar as minhas afirmações. Obviamente que a minha frase assassina “ (...) João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.” (...) vale o que vale. Claro que João Fernando Ramos sabe ler e escrever, por isso terá conseguido encontrar um emprego na função pública.
5. E sinceramente..., como diz a sabedoria popular “pior a emenda que o soneto”. João Fernando Ramos depois de escrever “ (...) Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai... (...)” tenta justificar a qualidade seu trabalho com factos curiosos, como o ter nascido na Lousã, trabalhar no ramo desde os 16 anos, conhecer os pilotos, já ter alinhado em provas e ser assinante de revistas da especialidade.
6. Até admito que o trabalho de João Fernando Ramos seja o suficiente para satisfazer o espectador médio da televisão do Estado.
7. O melhor que João Fernando Ramos deu de si – e longe de mim questionar tal coisa – a mim não me satisfaz nem um pouco. O que mais critico no seu trabalho são os apontamentos de reportagem. Numa posição privilegiada de acompanhamento da prova, exige-se muito mais do que dizer, filmar e editar banalidades. Exige-se um trabalho radical no verdadeiro sentido da palavra. Mergulhar na raiz da prova, procurar a diferença na alegria e na tristeza da caravana. Procurar o sentido e valor de quem se mete ao caminho e tentar ilustrar e justificar a máxima do criador da prova, “uma aventura para quem parte, um sonho para quem fica”.
8. Uma última nota e tentando partir do particular para o geral.
Caro João, como amante do desporto motorizado que é sabe (deve saber bem melhor que eu!) que esse amante ficou mais satisfeito com o resumo do EusoSport que com o trabalho apresentado na RTP (na N, por cumulo, apresentado à mesma hora que no canal Europeu, e na 1 apresentado a desoras de clássico “serviço publico”) onde o seu se insere. Não pense que me sinto feliz por escrever isto. Bem pelo contrário, tenho pena..., muita tristeza mesmo.
Mas deixe lá João, há pior que o seu trabalho ai na casa onde trabalha. Como é que ai “na Cinco de Outubro” ainda dão trabalho a Paulo Solipa?
Pedro Soares Lourenço
Achei alguma piada ao facto de alguém que estuda jornalismo (?) escrever que o jornalista da RTP João Fernando Ramos é “um dos jornalistas que mais sabe falar de automobilismo”.
Aproveitei para tecer alguns comentários (aqui no Lisboa Dakar – link) nada abonatórios em relação ao trabalho de João Fernando Ramos, que reproduzo infra:
“Com o devido respeito João Fernando Ramos nada sabe nem de automobilismo nem de desporto motorizado, sendo que um e outro são coisa diferente e o Dakar não é o primeiro mas sim o segundo porque engloba automóveis, motos e camiões..., logo não é automobilismo mas sim desporto motorizado.
Voltando à vaca fria João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.”
Apenas hoje reparei que tinha na minha caixa de correio electrónico, desde o passado dia dezanove, uma mensagem do jornalista da RTP que passo a reproduzir na íntegra (embora para tal não tenha tido o consentimento do seu autor)
“caro Pedro
lendo o seu comentario não resisti a responder, com todo o respeito.
é claro que nenhum de nos é dono da verdade ou de todo o conhecimento.
procuro aprender todos os dias para fazer sempre melhor o meu trabalho.
Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai...
nasci na Lousã, terra de Ralis que comecei a ver , a conhcecer e a
aplaudir desde que me lembro.
como jornalista cobri provas de Ralis e TT desde os mues 16 anos. tenho
agora 40.
conheco pessoalmente praticamente todos os pilotos que participam nos
nacionais de TT e Ralis, e alguns dos mais importantes da Taça do Mundo e
do Dakar.
sou assinante de cerca de uma duzia de revistas e jornais portugueses e
estrangeiros sobre a modalidade.
foi e sou piloto de ralis, participando no campeonato nacional de ralis e
já alinhei em varias provas de TT Karting, rali Cross etc.
Vou com muita regularidade ver e acompanhar grandes provas no estrangeiro
mantendo contacto muito proximo com pilotos, marcas e organizadores.
No ano passado estive no Dakar a realizar a reportagem para a RTP .
este ano estive na cobertura da RTP de todas as grande provas de TT em
Portugal.
Voltei ao Dakar com uma cobertura em directo das duas especiais em
Portugal em condições inéditas no Dakar e com reportagens diarias .
Com o devido respeito, na televisão paga por todos nos , dei de novo o meu
melhor , procurei ter toda a informação e estar ao lado dos principais
pilotos portugueses e estrageiros.
Pergunte ao Carlos Sousa, ao Pedro Gameiro, ao Paulo Marques, ao Bernardo
Vilar, ao José Megre ao Herder Rodrigues, ao Rodrigo Amaral ao Bruno Faria
etc...se me conhecem e o que é que eu sei ou não sei de Dakar.
Mesmo com todo o respeito, admito que não tenha gostado do meu
trabalho...mas dizer que não sei nada do assunto... não posso aceitar.
um abraço
joão fernando ramos”
Tudo isto me merece alguns comentários rápidos.
1. Em Portugal os jornalistas comentam e criticam o trabalho dos “outros”, nalguns sectores da vida social (politica e futebol) por vezes de forma bastante leviana, mas não estão habituados a verem o seu trabalho olhado de forma critica.
2. Com o advento da Sociedade da Comunicação, maxime com a explosão da blogosfera muito mudou. Esta constitui uma “via verde” para a escrita livre e critica, podendo esta ser a “arte da política da vida”.
3. Hoje lamento o facto de não ter justificado as afirmações que fiz sobre o trabalho de João Fernando Ramos. No fundo cai no erro tantas vezes apontado ao trabalho dos jornalistas. Afirmações despidas de conteúdo e justificação.
4. João Fernando Ramos, não gostou do que leu e deu-me a honra e o prazer de comentar as minhas afirmações. Obviamente que a minha frase assassina “ (...) João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.” (...) vale o que vale. Claro que João Fernando Ramos sabe ler e escrever, por isso terá conseguido encontrar um emprego na função pública.
5. E sinceramente..., como diz a sabedoria popular “pior a emenda que o soneto”. João Fernando Ramos depois de escrever “ (...) Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai... (...)” tenta justificar a qualidade seu trabalho com factos curiosos, como o ter nascido na Lousã, trabalhar no ramo desde os 16 anos, conhecer os pilotos, já ter alinhado em provas e ser assinante de revistas da especialidade.
6. Até admito que o trabalho de João Fernando Ramos seja o suficiente para satisfazer o espectador médio da televisão do Estado.
7. O melhor que João Fernando Ramos deu de si – e longe de mim questionar tal coisa – a mim não me satisfaz nem um pouco. O que mais critico no seu trabalho são os apontamentos de reportagem. Numa posição privilegiada de acompanhamento da prova, exige-se muito mais do que dizer, filmar e editar banalidades. Exige-se um trabalho radical no verdadeiro sentido da palavra. Mergulhar na raiz da prova, procurar a diferença na alegria e na tristeza da caravana. Procurar o sentido e valor de quem se mete ao caminho e tentar ilustrar e justificar a máxima do criador da prova, “uma aventura para quem parte, um sonho para quem fica”.
8. Uma última nota e tentando partir do particular para o geral.
Caro João, como amante do desporto motorizado que é sabe (deve saber bem melhor que eu!) que esse amante ficou mais satisfeito com o resumo do EusoSport que com o trabalho apresentado na RTP (na N, por cumulo, apresentado à mesma hora que no canal Europeu, e na 1 apresentado a desoras de clássico “serviço publico”) onde o seu se insere. Não pense que me sinto feliz por escrever isto. Bem pelo contrário, tenho pena..., muita tristeza mesmo.
Mas deixe lá João, há pior que o seu trabalho ai na casa onde trabalha. Como é que ai “na Cinco de Outubro” ainda dão trabalho a Paulo Solipa?
Pedro Soares Lourenço
16 janeiro 2006
Editorial (IV)
Este blogue suspende aqui a sua actividade!
Quando criei este blogue, perto do final de Novembro do ano passado, fi-lo pela paixão que tenho por esta prova, singular a todos os níveis.
O balanço é misto e muito diluído.
Como blogue que pretendia ser falhou. E falhou única e exclusivamente por minha culpa. Ou melhor culpa da falta de tempo para me dedicar ao acompanhamento da prova. Reconheço que poderia ter feito muito melhor analisando e comentando a prova e suas incidências. Dando a minha opinião sobre os factos diários de um emocionante Dakar. Mas esse eterno juiz que é o Tempo não mo permitiu. Talvez numa próxima edição...
Mas nem tudo foi cinzento. Consegui manter o blogue diariamente actualizado por vezes de forma mais rápida e correcta que muito profissionais da comunicação social on-line. Sendo certo que estes têm outra responsabilidade com aquilo que oferecem aos seus leitores, também é certo, que de um modo geral, na rede, a informação pouco ou nada melhorou em relação a anteriores edições do Dakar, o que só pode ser negativo numa altura em que a prova saiu de Lisboa e apaixonou os Portugueses.
Onde considero que este “projecto” foi um sucesso foi na divulgação da informação relativa à parte Portuguesa da prova. No dia 30 de Dezembro de 2005, véspera do início da prova, este blogue recebeu mais de mil e duzentas visitas tendo sido vistas mais de 3200 páginas nesse mesmo dia. Os motores de busca para cá remeteram os muitos que procuravam no fim-de-semana seguinte ver a prova em Portugal. Ai repito a informação que se disponibilizou e como se disponibilizou funcionou a todos os níveis de forma perfeita.
Enfim, cerca de um mês e meio depois do seu arranque, este blogue conta com quase 7000 visitas, perto de 16500 pageviews e muitos “clientes habituais”.
Como ficou dito no início deste texto, este blogue suspende aqui o seu funcionamento. O que significa, por um lado, que a qualquer momento poderá voltar para dar conta de um ou outro aspecto importante relacionado com aprova deste ano, e por outro, promete voltar em força para a próxima edição do Lisboa-Dakar, tentando acompanhar ainda mais de perto a prova Rainha do TT mundial. Tudo isto sem prejuízo de por cá surgirem notícias avulsas sobre a prova, sempre, que as mesmas venham a lume.
Muito obrigado a todos que nos visitam. Até breve.
Pedro Soares Lourenço
Quando criei este blogue, perto do final de Novembro do ano passado, fi-lo pela paixão que tenho por esta prova, singular a todos os níveis.
O balanço é misto e muito diluído.
Como blogue que pretendia ser falhou. E falhou única e exclusivamente por minha culpa. Ou melhor culpa da falta de tempo para me dedicar ao acompanhamento da prova. Reconheço que poderia ter feito muito melhor analisando e comentando a prova e suas incidências. Dando a minha opinião sobre os factos diários de um emocionante Dakar. Mas esse eterno juiz que é o Tempo não mo permitiu. Talvez numa próxima edição...
Mas nem tudo foi cinzento. Consegui manter o blogue diariamente actualizado por vezes de forma mais rápida e correcta que muito profissionais da comunicação social on-line. Sendo certo que estes têm outra responsabilidade com aquilo que oferecem aos seus leitores, também é certo, que de um modo geral, na rede, a informação pouco ou nada melhorou em relação a anteriores edições do Dakar, o que só pode ser negativo numa altura em que a prova saiu de Lisboa e apaixonou os Portugueses.
Onde considero que este “projecto” foi um sucesso foi na divulgação da informação relativa à parte Portuguesa da prova. No dia 30 de Dezembro de 2005, véspera do início da prova, este blogue recebeu mais de mil e duzentas visitas tendo sido vistas mais de 3200 páginas nesse mesmo dia. Os motores de busca para cá remeteram os muitos que procuravam no fim-de-semana seguinte ver a prova em Portugal. Ai repito a informação que se disponibilizou e como se disponibilizou funcionou a todos os níveis de forma perfeita.
Enfim, cerca de um mês e meio depois do seu arranque, este blogue conta com quase 7000 visitas, perto de 16500 pageviews e muitos “clientes habituais”.
Como ficou dito no início deste texto, este blogue suspende aqui o seu funcionamento. O que significa, por um lado, que a qualquer momento poderá voltar para dar conta de um ou outro aspecto importante relacionado com aprova deste ano, e por outro, promete voltar em força para a próxima edição do Lisboa-Dakar, tentando acompanhar ainda mais de perto a prova Rainha do TT mundial. Tudo isto sem prejuízo de por cá surgirem notícias avulsas sobre a prova, sempre, que as mesmas venham a lume.
Muito obrigado a todos que nos visitam. Até breve.
Pedro Soares Lourenço
Miguel Barbosa conclui o seu primeiro Dakar no 21º posto
O objectivo da dupla portuguesa Miguel Barbosa/Miguel Ramalho para o Lisboa Dakar foi totalmente cumprida ao conseguirem chegar à capital do Senegal como inicialmente previam. Mas, o resultado final viria a superar todas as expectativas, pois foram os segundos melhores portugueses e alcançaram o 21º posto final. Resultados que honram esta primeira participação e que deixam Miguel Barbosa confiante para o futuro.
“Estou muito contente por ter conseguido atingir os objectivos a que me propus inicialmente e também por conseguir honrar o nome dos meus patrocinadores até ao final da prova. Sem o apoio deles esta participação não tinha sido possível. Superei realmente as minhas próprias expectativas, pois não esperava no meu ano de estreia, conseguir ser o segundo melhor português e muito menos ter conseguido ser o melhor luso numa das etapas”, começou por dizer Miguel Barbosa que justifica esta excelente participação com: “todo o empenho meu e do Miguel Ramalho. Em situações mais criticas soubemos fazer frente aos problemas sem perdermos a cabeça. Soubemos gerir os nossos resultados e todo o material que dispúnhamos. Isso foi muito importante para o resultado final”, disse.
Em jeito de balanço, o Bi-Campeão Nacional disse: “o dia de hoje foi magnífico em termos pessoais. O sonho de qualquer piloto de Todo-o-terreno é um dia disputar o Dakar. Acho que o fiz na melhor altura e os resultados foram com saldo bastante positivo. Assim, já estou a pensar na segunda participação que espero supere a deste ano”, rematou Miguel Barbosa
“Estou muito contente por ter conseguido atingir os objectivos a que me propus inicialmente e também por conseguir honrar o nome dos meus patrocinadores até ao final da prova. Sem o apoio deles esta participação não tinha sido possível. Superei realmente as minhas próprias expectativas, pois não esperava no meu ano de estreia, conseguir ser o segundo melhor português e muito menos ter conseguido ser o melhor luso numa das etapas”, começou por dizer Miguel Barbosa que justifica esta excelente participação com: “todo o empenho meu e do Miguel Ramalho. Em situações mais criticas soubemos fazer frente aos problemas sem perdermos a cabeça. Soubemos gerir os nossos resultados e todo o material que dispúnhamos. Isso foi muito importante para o resultado final”, disse.
Em jeito de balanço, o Bi-Campeão Nacional disse: “o dia de hoje foi magnífico em termos pessoais. O sonho de qualquer piloto de Todo-o-terreno é um dia disputar o Dakar. Acho que o fiz na melhor altura e os resultados foram com saldo bastante positivo. Assim, já estou a pensar na segunda participação que espero supere a deste ano”, rematou Miguel Barbosa
Alphand e Coma ganham pela primeira vez, Tchaguine conquista a sua 5ª vitória.
Finalmente, 93 motards, 64 carros e 33 camiões chegaram ao fim do 28º Euromilhões–Lisboa-Dakar . Luc Alphand, em carro, e Marc Coma, em moto, foram pela primeira vez consagrados vencedores deste rali. Vladimir Tchaguine, ao volante de um camião Kamaz, conquistou o título pela quinta vez.
Por respeito à memória das duas crianças falecidas à passagem do rali, na Guiné e no Senegal, a especial do Lac Rose não foi hoje cronometrada. O tempo oficial considerado para a classificação final foram os registados no final da 14ª etapa, entre Tambacounda e Dakar.
A tradicional apoteose do último dia tinha, hoje, um travo amargo. A alegria dos concorrentes que fazem da volta ao Lac Rose o objectivo principal de um ano ou de uma vida, foi manchada pela tristeza ligada, por um lado, ao desaparecimento do motard Andy Caldecott e, por outro, à morte dos jovens Boubacar Diallo e Mohamed Ndaw.
Por isso, o duelo esperado entre os dois grandes favoritos da competição não chegou a acontecer na realidade. O plano escolhido por Depres, e que consistia em manter-se prudentemente ao ritmo dos melhores antes de passar ao domínio da corrida numa das etapas da Mauritânia, foi respeitado até à 6ª etapa, entre Tan-Tan e Zouerat. Mas no km 273, o detentor do título sofreu uma luxação do ombro na sequência de uma queda aparatosa. Hesitando, durante muito tempo, sobre a sua capacidade de aguentar a dor durante todo o rali, ele realizou corajosamente alguns golpes brilhantes, como na estrada para Nouakchott, onde dirigiu o seu colega de equipa, David Casteu, para uma primeira vitória de etapa, ou naquela especial de Kiffa onde roubou alguns minutos a Marc Coma. No final, Despres terminou o Dakar com quatro vitórias de etapa, mas também com algumas más escolhas em termos de navegação que, de qualquer forma, teriam comprometido uma luta de igual para igual com Coma.
Isidre Esteve Pujol poderia ter aproveitado o atraso de Despres para defender as hipóteses da equipa KTM – Gauloises. Mas depois de uma pesada queda que lhe causou uma ruptura do baço, na etapa Nouakchott-Kiffa, o trio de que ele se tinha distanciado já só tinha um nome: Marc Coma. O trabalho de Coma, nomeadamente um percurso sem faltas para conseguir a sua posição é, ao mesmo tempo, uma prova do seu valor e uma homenagem a Andy Caldecott, o seu colega de equipa falecido, a quem dedicou a sua vitória.
Se a vitória não escapou de um dos favoritos, o Dakar 2006 permitiu descobrir alguns motards, vindos de todos os horizontes, e que devem ser levados a sério nas próximas edições. Os portugueses Ruben Faria e Hélder Rodrigues, que não se contentaram em assegurar o espectáculo em casa, nas duas primeiras etapas, fizeram uma entrada notável. David Casteu que disputava o seu primeiro Dakar como piloto oficial, cumpriu verdadeiramente a sua função de “aguadeiro” e ainda ganhou uma vitória de etapa, terminando em 8º lugar da classificação geral. Alain Duclos, vencedor da categoria marathon graças ao 7º lugar da classificação geral, ganhou, em Bamako, um vitória de honra para a sua cidade natal. Os americanos Chris Blais, este ano em 4º lugar, e Jonah Street, 17º na sua primeira participação mas muito observado no final do rali, ainda darão muito que falar no futuro.
A classificação específica para os motards que concorrem sem assistência foi arrebatada por Patrice Carillon (29ª da geral). A corrida feminina, privada da detentora do título, Ludivine Puy, devido a uma queda quando estava ao comando da categoria, foi ganha por Patricia Watson Miller.
O esquema de corrida imaginado por Peterhansel seguia o mesmo traçado daquele previsto por Despres. E funcionou ainda durante mais tempo. “Peter” explorou ao máximo as possibilidades do seu Mitsubishi Pajero Evo 4 no terreno mauritano, onde as distâncias se agudizaram. Ao chegar ao Mali, o piloto da Mitsubishi tinha, pelo caminho, arrebatado o recorde absoluto de vitórias de etapa (51) e o seu confortável avanço de 40 minutos sobre Luc Alphand dava às próximas especiais o aspecto de um passeio na avenida. Mas as reviravoltas são, por vezes, cruéis. Na especial para Labé, Peterhansel cometeu um erro irreparável, ao embater numa árvore, o que obrigou a ficar parado várias horas. Parecia o remake de um mau filme, do qual já tinha sido o herói em 2003, na etapa para Sharm-El-Sheikh.
Luc Alphand, que estava constantemente a uma distância razoável, recebeu este “presente” mas encheu-se de brio para dar uns retoques finais nos últimos dias. Para controlar o perigo chamado Villiers, o antigo praticante de Sky, conquistou de seguida duas vitórias de etapa, em Labé e em Tambacounda. Ali, onde Peterhansel tinha tremido, Alphand resistiu de forma notável à pressão. A sua vantagem sobre Villiers foi de 17’53’’. Largamente suficiente.
Numa primeira fase, a atenção foi monopolizada pelos Volkswagen, e o rali foi aberto com um festival do debutante Carlos Sainz. Vencedor das duas primeiras especiais portuguesas, o duplo campeão do mundial de rali (WRC), fez igualmente valer os seus talentos de piloto em Ouarzazate, mas no dia de descanso já tinha perdido todas as hipóteses de vitória final. Alternando entre o melhor e o pior, Carlos Sainz passou, entre outros percalços, várias horas parado no km 26 da especial para Nouakchott. O espanhol tinha vindo para aprender. Por vezes a lição foi severa mas, mesmo assim, ele vai-se embora com quatro vitórias de etapa, o recorde do ano.
À imagem de Sainz, a frota dos Race Touareg II conheceu cada vez mais problemas enquanto que os Mitsubishi encontravam a estabilidade. No mesmo dia, Bruno Saby perdeu cerca de sete horas. Três etapas mais tarde, foi Jutta Kleinschmidt que saiu de corrida por causa de um choque com uma árvore. Finalmente foi Giniel de Villiers, com um 2º lugar na classificação geral, conseguido à custa de um nível mínimo de problemas, que melhor representou a marca alemã.
A escuderia Schlesser-Ford também se posicionou, momentaneamente, como uma alternativa credível aos Mitsubishi e aos Volkswagen. Os três carros da equipa chegaram a Dakar e o recrutamento de Thierry Magnaldi terá sido o achado do ano. Vencedor em Zouerat e em Nouakchott, o ex-motard conseguiu duas das três vitórias da equipa, enquanto Jean-Louis Schlesser, o patrão da equipa, ganhou a sua primeira vitória desde 2001 em Er Rachidia. O peso dos buggy azuis na classificação geral não foi tão significativo como esperavam (Schlesser em 6º e Magnaldi em 10º) mas a colheita de 2006 deve agradar ao construtor. A animação da corrida foi igualmente assegurada pelos BMW – XRaid, nomeadamente com um belo final de rali para Guerlain Chicherit, que prossegue a sua aprendizagem do Dakar com uma vitória de etapa entre Tambacounda e Dakar.
Atrás da elite, a competição dos amadores foi conquistada por Bob Ten Harkel e Herman Vaanholt, num Land Rover (19º na geral), o mesmo carro dos concorrentes Miguel Barbosa e Miguel Ramalho (22º). A competição entre os veículos de produção foi quase sempre dominada por Jean-Jacques Ratet ao volante de um Toyota HDJ 100 (18º), e a classificação dos T2 diesel foi parar às mãos do japonês Yoshio Ikemachi (23º). Uma menção especial para Florence Bourgnon e Corentine Quiniou (50º), única equipa feminina a chegar ao Lac Rose, e para o português Ricardo Leal dos Santos (46º), que começou e terminou o rali, sozinho, ao volante de um Mitsubishi Pajero.
FONTE: sitio oficial
Por respeito à memória das duas crianças falecidas à passagem do rali, na Guiné e no Senegal, a especial do Lac Rose não foi hoje cronometrada. O tempo oficial considerado para a classificação final foram os registados no final da 14ª etapa, entre Tambacounda e Dakar.
A tradicional apoteose do último dia tinha, hoje, um travo amargo. A alegria dos concorrentes que fazem da volta ao Lac Rose o objectivo principal de um ano ou de uma vida, foi manchada pela tristeza ligada, por um lado, ao desaparecimento do motard Andy Caldecott e, por outro, à morte dos jovens Boubacar Diallo e Mohamed Ndaw.
Por isso, o duelo esperado entre os dois grandes favoritos da competição não chegou a acontecer na realidade. O plano escolhido por Depres, e que consistia em manter-se prudentemente ao ritmo dos melhores antes de passar ao domínio da corrida numa das etapas da Mauritânia, foi respeitado até à 6ª etapa, entre Tan-Tan e Zouerat. Mas no km 273, o detentor do título sofreu uma luxação do ombro na sequência de uma queda aparatosa. Hesitando, durante muito tempo, sobre a sua capacidade de aguentar a dor durante todo o rali, ele realizou corajosamente alguns golpes brilhantes, como na estrada para Nouakchott, onde dirigiu o seu colega de equipa, David Casteu, para uma primeira vitória de etapa, ou naquela especial de Kiffa onde roubou alguns minutos a Marc Coma. No final, Despres terminou o Dakar com quatro vitórias de etapa, mas também com algumas más escolhas em termos de navegação que, de qualquer forma, teriam comprometido uma luta de igual para igual com Coma.
Isidre Esteve Pujol poderia ter aproveitado o atraso de Despres para defender as hipóteses da equipa KTM – Gauloises. Mas depois de uma pesada queda que lhe causou uma ruptura do baço, na etapa Nouakchott-Kiffa, o trio de que ele se tinha distanciado já só tinha um nome: Marc Coma. O trabalho de Coma, nomeadamente um percurso sem faltas para conseguir a sua posição é, ao mesmo tempo, uma prova do seu valor e uma homenagem a Andy Caldecott, o seu colega de equipa falecido, a quem dedicou a sua vitória.
Se a vitória não escapou de um dos favoritos, o Dakar 2006 permitiu descobrir alguns motards, vindos de todos os horizontes, e que devem ser levados a sério nas próximas edições. Os portugueses Ruben Faria e Hélder Rodrigues, que não se contentaram em assegurar o espectáculo em casa, nas duas primeiras etapas, fizeram uma entrada notável. David Casteu que disputava o seu primeiro Dakar como piloto oficial, cumpriu verdadeiramente a sua função de “aguadeiro” e ainda ganhou uma vitória de etapa, terminando em 8º lugar da classificação geral. Alain Duclos, vencedor da categoria marathon graças ao 7º lugar da classificação geral, ganhou, em Bamako, um vitória de honra para a sua cidade natal. Os americanos Chris Blais, este ano em 4º lugar, e Jonah Street, 17º na sua primeira participação mas muito observado no final do rali, ainda darão muito que falar no futuro.
A classificação específica para os motards que concorrem sem assistência foi arrebatada por Patrice Carillon (29ª da geral). A corrida feminina, privada da detentora do título, Ludivine Puy, devido a uma queda quando estava ao comando da categoria, foi ganha por Patricia Watson Miller.
O esquema de corrida imaginado por Peterhansel seguia o mesmo traçado daquele previsto por Despres. E funcionou ainda durante mais tempo. “Peter” explorou ao máximo as possibilidades do seu Mitsubishi Pajero Evo 4 no terreno mauritano, onde as distâncias se agudizaram. Ao chegar ao Mali, o piloto da Mitsubishi tinha, pelo caminho, arrebatado o recorde absoluto de vitórias de etapa (51) e o seu confortável avanço de 40 minutos sobre Luc Alphand dava às próximas especiais o aspecto de um passeio na avenida. Mas as reviravoltas são, por vezes, cruéis. Na especial para Labé, Peterhansel cometeu um erro irreparável, ao embater numa árvore, o que obrigou a ficar parado várias horas. Parecia o remake de um mau filme, do qual já tinha sido o herói em 2003, na etapa para Sharm-El-Sheikh.
Luc Alphand, que estava constantemente a uma distância razoável, recebeu este “presente” mas encheu-se de brio para dar uns retoques finais nos últimos dias. Para controlar o perigo chamado Villiers, o antigo praticante de Sky, conquistou de seguida duas vitórias de etapa, em Labé e em Tambacounda. Ali, onde Peterhansel tinha tremido, Alphand resistiu de forma notável à pressão. A sua vantagem sobre Villiers foi de 17’53’’. Largamente suficiente.
Numa primeira fase, a atenção foi monopolizada pelos Volkswagen, e o rali foi aberto com um festival do debutante Carlos Sainz. Vencedor das duas primeiras especiais portuguesas, o duplo campeão do mundial de rali (WRC), fez igualmente valer os seus talentos de piloto em Ouarzazate, mas no dia de descanso já tinha perdido todas as hipóteses de vitória final. Alternando entre o melhor e o pior, Carlos Sainz passou, entre outros percalços, várias horas parado no km 26 da especial para Nouakchott. O espanhol tinha vindo para aprender. Por vezes a lição foi severa mas, mesmo assim, ele vai-se embora com quatro vitórias de etapa, o recorde do ano.
À imagem de Sainz, a frota dos Race Touareg II conheceu cada vez mais problemas enquanto que os Mitsubishi encontravam a estabilidade. No mesmo dia, Bruno Saby perdeu cerca de sete horas. Três etapas mais tarde, foi Jutta Kleinschmidt que saiu de corrida por causa de um choque com uma árvore. Finalmente foi Giniel de Villiers, com um 2º lugar na classificação geral, conseguido à custa de um nível mínimo de problemas, que melhor representou a marca alemã.
A escuderia Schlesser-Ford também se posicionou, momentaneamente, como uma alternativa credível aos Mitsubishi e aos Volkswagen. Os três carros da equipa chegaram a Dakar e o recrutamento de Thierry Magnaldi terá sido o achado do ano. Vencedor em Zouerat e em Nouakchott, o ex-motard conseguiu duas das três vitórias da equipa, enquanto Jean-Louis Schlesser, o patrão da equipa, ganhou a sua primeira vitória desde 2001 em Er Rachidia. O peso dos buggy azuis na classificação geral não foi tão significativo como esperavam (Schlesser em 6º e Magnaldi em 10º) mas a colheita de 2006 deve agradar ao construtor. A animação da corrida foi igualmente assegurada pelos BMW – XRaid, nomeadamente com um belo final de rali para Guerlain Chicherit, que prossegue a sua aprendizagem do Dakar com uma vitória de etapa entre Tambacounda e Dakar.
Atrás da elite, a competição dos amadores foi conquistada por Bob Ten Harkel e Herman Vaanholt, num Land Rover (19º na geral), o mesmo carro dos concorrentes Miguel Barbosa e Miguel Ramalho (22º). A competição entre os veículos de produção foi quase sempre dominada por Jean-Jacques Ratet ao volante de um Toyota HDJ 100 (18º), e a classificação dos T2 diesel foi parar às mãos do japonês Yoshio Ikemachi (23º). Uma menção especial para Florence Bourgnon e Corentine Quiniou (50º), única equipa feminina a chegar ao Lac Rose, e para o português Ricardo Leal dos Santos (46º), que começou e terminou o rali, sozinho, ao volante de um Mitsubishi Pajero.
FONTE: sitio oficial
15 janeiro 2006
Terminou o Lisboa Dakar 2006
Parabens aos vencedores, Honra aos vencidos, Gloria para todos os que embarcaram na Aventura...
Escreve assim o sitio oficial
"Filme da etapa
Mais uma morte no Dakar.
No dia seguinte ao drama que custou a vida a uma criança, mais um rapaz encontrou a morte no percurso do rali.
Antes da tradicional etapa do Lac Rose, Marc Coma tirou partido dos erros de navegação de Cyril Despres para alcançar uma margem largamente suficiente para assegurar a vitória final. David Frétigné conquistou a sua primeira especial do ano. Nos carros, Guerlain Chicherit confirmou os inícios prometedores ao registar o melhor tempo, enquanto que Luc Alphand conseguiu gerir a sua vantagem na classificação geral em relação a Giniel de Villiers. Nos camiões, Firdaus Kabirov ganha a etapa enquanto Vladimir Tchaguine continua a liderar a classificação geral da categoria.
Será que há melhor altura para ganhar vantagem do que a da chegada a Dakar, porta de entrada de África para o Oceano Atlântico? Talvez não tenha sido este o cálculo de Marc Coma ao partir esta manhã de Tambacounda, mas o resultado está à vista. Habitualmente, o charme da penúltima etapa reside mais no que a travessia do Senegal oferece do que no interesse puramente desportivo. Finalmente, as dificuldades de navegação foram bem reais, especialmente entre o CP1 e o CP2, onde tanto os motards como os automobilistas seguiram a pista errada. Foi cerca de 30 quilómetros após a passagem do CP1 que Cyril Despres andou às voltas durante 20 minutos. O mesmo não aconteceu a Coma nem a Blais, Street e Sala, que se encarregaram de fazer o traçado correcto.
Mas vinte quilómetros mais à frente, uma outra falsa pista atraiu o comando da corrida. Desta vez, quase todos os líderes se deixaram convencer. Mas, mais uma vez, não foi caso de Coma nem de Frétigné, os quais, com o seu “faro”, puderam, depois de percorridos os últimos quilómetros, saborear a amplitude da vantagem sobre os seus perseguidores. David Frétigné, vencedor de três especiais no ano passado, ganhou agora a primeira vitória de etapa, entre Tambacounda e Dakar, 8’’ à frente de Coma mas, sobretudo com 16’59’’ de vantagem sobre o seu primeiro perseguidor, o espanhol Guell Farres. Marc Coma, que aproveita o duplo erro de navegação de Cyril Despres, vê o seu rival relegado para 1h13’29’’ de distância. Quase que dava para dar a volta ao Lac Rose em marcha atrás.
As personalidades da corrida de quatro rodas não resistiram muito melhor que os motards à complexidade da navegação entre o CP1 e o CP2. No local onde Cyril Despres andou às voltas, Alphand cometeu o mesmo erro. Nesta sua falha de apreciação, o líder da classificação geral, teve a sorte de ser acompanhado por Carlos Sainz e, sobretudo por Giniel de Villiers, o seu mais próximo rival da classificação geral. Num primeiro tempo, só Nani Roma e Bruno Saby estiveram mais inspirados. Mas, seguidamente, este duo improvisado não teve melhor sorte.
Enquanto Luc Alphand e Giniel de Villiers recuperavam o percurso da especial, Carlos Sainz e, também, Roma e Saby, caiam na segunda armadilha do dia. A falta custou-lhes, a cada um, entre vinte a trinta minutos à chegada da etapa. Guerlain Chicherit, que é sempre o primeiro a honrar as competências do seu navegador, Mathieu Baumel, pode felicitar-se mais uma vez pelo bom entendimento e complementaridade que existe no habitáculo do seu BMW – X3, com o número 322. Depois de ter falhado uma vitória de etapa em Labé, esta equipa que tinha, no ano passado, descoberto o rali e ganho o “Volante Dakar”, conseguiu hoje o seu melhor tempo. Quando a pilotagem de Guerlain e o bom senso de Mathieu se juntam só se podem esperar grandes coisas. Dois talentos a seguir de perto…..
Na corrida de camiões, Firdaus Kabirov pôs fim à série de vitórias de Hans Stacey, ganhando a etapa com 2’57’’ de vantagem sobre o seu rival holandês, 4’13’’ sobre André de Azevedo e 12’20’’ sobre Vladimir Tchaguine. Stacey, que está em 2º lugar da classificação geral nesta categoria, reduziu bastante o seu atraso em relação a Vladimir Tcheguine, o qual, está ainda a 2h21’09’’.
**********
Comunicado especial
Comunicado da Direcção do Dakar.
A Federação Senegalesa do Desporto Automóvel e a organização do rali foram informados pela brigada a esquadra de Kaffrine, que tinha ocorrido um acidente de viação na estrada RN1 ao final da manhã.
Neste itinerário seguido pelos veículos de assistência, entre Tamabacounda e Dakar, ao km 200, o referido acidente envolveu um camião de assistência e, infelizmente, custou a vida a um rapaz de 12 anos.
Está em curso, um inquérito de esquadra, dirigido pelo Ajudante do Chefe do DIOP, para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o acidente.
*******
Notícias
Comunicado da Direcção do Dakar.
Em virtude dos acontecimentos dramáticos ocorridos nos últimos dois dias, a última etapa, Dakar-Dakar, que conduz os concorrentes ao pódio do Lac Rose, não será cronometrada.
Escreve assim o sitio oficial
"Filme da etapa
Mais uma morte no Dakar.
No dia seguinte ao drama que custou a vida a uma criança, mais um rapaz encontrou a morte no percurso do rali.
Antes da tradicional etapa do Lac Rose, Marc Coma tirou partido dos erros de navegação de Cyril Despres para alcançar uma margem largamente suficiente para assegurar a vitória final. David Frétigné conquistou a sua primeira especial do ano. Nos carros, Guerlain Chicherit confirmou os inícios prometedores ao registar o melhor tempo, enquanto que Luc Alphand conseguiu gerir a sua vantagem na classificação geral em relação a Giniel de Villiers. Nos camiões, Firdaus Kabirov ganha a etapa enquanto Vladimir Tchaguine continua a liderar a classificação geral da categoria.
Será que há melhor altura para ganhar vantagem do que a da chegada a Dakar, porta de entrada de África para o Oceano Atlântico? Talvez não tenha sido este o cálculo de Marc Coma ao partir esta manhã de Tambacounda, mas o resultado está à vista. Habitualmente, o charme da penúltima etapa reside mais no que a travessia do Senegal oferece do que no interesse puramente desportivo. Finalmente, as dificuldades de navegação foram bem reais, especialmente entre o CP1 e o CP2, onde tanto os motards como os automobilistas seguiram a pista errada. Foi cerca de 30 quilómetros após a passagem do CP1 que Cyril Despres andou às voltas durante 20 minutos. O mesmo não aconteceu a Coma nem a Blais, Street e Sala, que se encarregaram de fazer o traçado correcto.
Mas vinte quilómetros mais à frente, uma outra falsa pista atraiu o comando da corrida. Desta vez, quase todos os líderes se deixaram convencer. Mas, mais uma vez, não foi caso de Coma nem de Frétigné, os quais, com o seu “faro”, puderam, depois de percorridos os últimos quilómetros, saborear a amplitude da vantagem sobre os seus perseguidores. David Frétigné, vencedor de três especiais no ano passado, ganhou agora a primeira vitória de etapa, entre Tambacounda e Dakar, 8’’ à frente de Coma mas, sobretudo com 16’59’’ de vantagem sobre o seu primeiro perseguidor, o espanhol Guell Farres. Marc Coma, que aproveita o duplo erro de navegação de Cyril Despres, vê o seu rival relegado para 1h13’29’’ de distância. Quase que dava para dar a volta ao Lac Rose em marcha atrás.
As personalidades da corrida de quatro rodas não resistiram muito melhor que os motards à complexidade da navegação entre o CP1 e o CP2. No local onde Cyril Despres andou às voltas, Alphand cometeu o mesmo erro. Nesta sua falha de apreciação, o líder da classificação geral, teve a sorte de ser acompanhado por Carlos Sainz e, sobretudo por Giniel de Villiers, o seu mais próximo rival da classificação geral. Num primeiro tempo, só Nani Roma e Bruno Saby estiveram mais inspirados. Mas, seguidamente, este duo improvisado não teve melhor sorte.
Enquanto Luc Alphand e Giniel de Villiers recuperavam o percurso da especial, Carlos Sainz e, também, Roma e Saby, caiam na segunda armadilha do dia. A falta custou-lhes, a cada um, entre vinte a trinta minutos à chegada da etapa. Guerlain Chicherit, que é sempre o primeiro a honrar as competências do seu navegador, Mathieu Baumel, pode felicitar-se mais uma vez pelo bom entendimento e complementaridade que existe no habitáculo do seu BMW – X3, com o número 322. Depois de ter falhado uma vitória de etapa em Labé, esta equipa que tinha, no ano passado, descoberto o rali e ganho o “Volante Dakar”, conseguiu hoje o seu melhor tempo. Quando a pilotagem de Guerlain e o bom senso de Mathieu se juntam só se podem esperar grandes coisas. Dois talentos a seguir de perto…..
Na corrida de camiões, Firdaus Kabirov pôs fim à série de vitórias de Hans Stacey, ganhando a etapa com 2’57’’ de vantagem sobre o seu rival holandês, 4’13’’ sobre André de Azevedo e 12’20’’ sobre Vladimir Tchaguine. Stacey, que está em 2º lugar da classificação geral nesta categoria, reduziu bastante o seu atraso em relação a Vladimir Tcheguine, o qual, está ainda a 2h21’09’’.
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Comunicado especial
Comunicado da Direcção do Dakar.
A Federação Senegalesa do Desporto Automóvel e a organização do rali foram informados pela brigada a esquadra de Kaffrine, que tinha ocorrido um acidente de viação na estrada RN1 ao final da manhã.
Neste itinerário seguido pelos veículos de assistência, entre Tamabacounda e Dakar, ao km 200, o referido acidente envolveu um camião de assistência e, infelizmente, custou a vida a um rapaz de 12 anos.
Está em curso, um inquérito de esquadra, dirigido pelo Ajudante do Chefe do DIOP, para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o acidente.
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Notícias
Comunicado da Direcção do Dakar.
Em virtude dos acontecimentos dramáticos ocorridos nos últimos dois dias, a última etapa, Dakar-Dakar, que conduz os concorrentes ao pódio do Lac Rose, não será cronometrada.
13 janeiro 2006
Decima terceira etapa - classificação autos
ETAPA
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 04:30:15 00:00:00
2 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:31:05 00:00:50
3 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 04:31:57 00:01:42
4 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 04:40:34 00:10:19
5 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 04:42:00 00:11:45
6 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:44:43 00:14:28
7 300 PETERHANSEL (FRA)
COTTRET (FRA) MITSUBISHI 04:47:05 00:16:50
8 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 04:49:10 00:18:55
9 346 VIGOUROUX (FRA)
WINOCQ (FRA) CHEVROLET 04:58:34 00:28:19
10 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:59:52 00:29:37
GERAL
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 50:56:07 00:00:00
2 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 51:18:20 00:22:13
3 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 52:28:38 01:32:31
4 300 PETERHANSEL (FRA)
COTTRET (FRA) MITSUBISHI 54:04:02 03:07:55
5 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 54:29:17 03:33:10
6 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 55:10:37 04:14:30
7 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 56:20:08 05:24:01
8 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 59:05:54 08:09:47
9 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 59:23:00 08:26:53 01:00:00
10 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 59:36:12 08:40:05
...em principio está o Dakar feito!
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 04:30:15 00:00:00
2 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:31:05 00:00:50
3 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 04:31:57 00:01:42
4 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 04:40:34 00:10:19
5 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 04:42:00 00:11:45
6 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:44:43 00:14:28
7 300 PETERHANSEL (FRA)
COTTRET (FRA) MITSUBISHI 04:47:05 00:16:50
8 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 04:49:10 00:18:55
9 346 VIGOUROUX (FRA)
WINOCQ (FRA) CHEVROLET 04:58:34 00:28:19
10 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:59:52 00:29:37
GERAL
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 50:56:07 00:00:00
2 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 51:18:20 00:22:13
3 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 52:28:38 01:32:31
4 300 PETERHANSEL (FRA)
COTTRET (FRA) MITSUBISHI 54:04:02 03:07:55
5 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 54:29:17 03:33:10
6 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 55:10:37 04:14:30
7 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 56:20:08 05:24:01
8 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 59:05:54 08:09:47
9 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 59:23:00 08:26:53 01:00:00
10 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 59:36:12 08:40:05
...em principio está o Dakar feito!
Decima terceira etapa - classificação motos
ETAPA
1 006 SALA (ITA) KTM 05:03:49 00:00:00
2 001 DESPRES (FRA) KTM 05:07:01 00:03:12
3 014 DUCLOS (FRA) KTM 05:07:21 00:03:32
4 002 COMA (ESP) KTM 05:08:24 00:04:35
5 042 STREET (USA) KTM 05:10:17 00:06:28
6 021 VILADOMS (ESP) KTM 05:11:54 00:08:05
7 012 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 05:11:56 00:08:07
8 009 BLAIS (USA) KTM 05:13:48 00:09:59
9 055 RODRIGUES (POR) YAMAHA 05:15:04 00:11:15
10 080 GONCALVES (POR) HONDA 05:16:29 00:12:40
11 011 GAU (FRA) KTM 05:19:58 00:16:09
12 095 AGRA CARRERA (ESP) YAMAHA 05:20:06 00:16:17
13 020 MARCHINI (FRA) YAMAHA 05:20:53 00:17:04
14 008 CASTEU (FRA) KTM 05:23:54 00:20:05
15 005 ULLEVALSETER (NOR) KTM 05:27:03 00:23:14
16 004 DE GAVARDO (CHI) KTM 05:31:45 00:27:56
17 032 ALGAY (FRA) YAMAHA 05:32:48 00:28:59
18 160 FARIA (POR) KTM 05:35:52 00:32:03
GERAL
1 002 COMA (ESP) KTM 52:09:45 00:00:00
2 001 DESPRES (FRA) KTM 52:41:01 00:31:16
3 006 SALA (ITA) KTM 53:50:25 01:40:40
4 009 BLAIS (USA) KTM 54:21:59 02:12:14
5 004 DE GAVARDO (CHI) KTM 55:00:01 02:50:16 01:00:00
6 005 ULLEVALSETER (NOR) KTM 55:33:13 03:23:28
7 014 DUCLOS (FRA) KTM 56:07:17 03:57:32
8 008 CASTEU (FRA) KTM 57:55:21 05:45:36
9 055 RODRIGUES (POR) YAMAHA 58:28:53 06:19:08 02:00:00
10 011 GAU (FRA) KTM 59:27:45 07:18:00
11 021 VILADOMS (ESP) KTM 59:31:01 07:21:16 40:00
12 034 VINTERS (LET) KTM 59:40:35 07:30:50
13 058 KNUIMAN (HOL) YAMAHA 60:12:44 08:02:59
14 032 ALGAY (FRA) YAMAHA 60:17:49 08:08:04
15 019 CZACHOR (POL) KTM 60:25:53 08:16:08
16 012 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 60:56:14 08:46:29
17 042 STREET (USA) KTM 61:40:00 09:30:15
18 085 BETHYS (FRA) HONDA 61:47:37 09:37:52
19 020 MARCHINI (FRA) YAMAHA 62:33:38 10:23:53 02:00:00
20 095 AGRA CARRERA (ESP) YAMAHA 63:12:50 11:03:05 13:00
21 028 CROQUELOIS (FRA) YAMAHA 64:02:28 11:52:43
22 029 PIROUD (FRA) YAMAHA 64:04:47 11:55:02
23 016 STANOVNIK (SLO) KTM 65:23:47 13:14:02 02:30:00
24 080 GONCALVES (POR) HONDA 67:03:12 14:53:27 01:05:00
A infantil penalização de duas horas sofrida por Rodrigues ontem, não lhe permite melhor que o nono lugar na geral. Ainda assim bem bom!
1 006 SALA (ITA) KTM 05:03:49 00:00:00
2 001 DESPRES (FRA) KTM 05:07:01 00:03:12
3 014 DUCLOS (FRA) KTM 05:07:21 00:03:32
4 002 COMA (ESP) KTM 05:08:24 00:04:35
5 042 STREET (USA) KTM 05:10:17 00:06:28
6 021 VILADOMS (ESP) KTM 05:11:54 00:08:05
7 012 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 05:11:56 00:08:07
8 009 BLAIS (USA) KTM 05:13:48 00:09:59
9 055 RODRIGUES (POR) YAMAHA 05:15:04 00:11:15
10 080 GONCALVES (POR) HONDA 05:16:29 00:12:40
11 011 GAU (FRA) KTM 05:19:58 00:16:09
12 095 AGRA CARRERA (ESP) YAMAHA 05:20:06 00:16:17
13 020 MARCHINI (FRA) YAMAHA 05:20:53 00:17:04
14 008 CASTEU (FRA) KTM 05:23:54 00:20:05
15 005 ULLEVALSETER (NOR) KTM 05:27:03 00:23:14
16 004 DE GAVARDO (CHI) KTM 05:31:45 00:27:56
17 032 ALGAY (FRA) YAMAHA 05:32:48 00:28:59
18 160 FARIA (POR) KTM 05:35:52 00:32:03
GERAL
1 002 COMA (ESP) KTM 52:09:45 00:00:00
2 001 DESPRES (FRA) KTM 52:41:01 00:31:16
3 006 SALA (ITA) KTM 53:50:25 01:40:40
4 009 BLAIS (USA) KTM 54:21:59 02:12:14
5 004 DE GAVARDO (CHI) KTM 55:00:01 02:50:16 01:00:00
6 005 ULLEVALSETER (NOR) KTM 55:33:13 03:23:28
7 014 DUCLOS (FRA) KTM 56:07:17 03:57:32
8 008 CASTEU (FRA) KTM 57:55:21 05:45:36
9 055 RODRIGUES (POR) YAMAHA 58:28:53 06:19:08 02:00:00
10 011 GAU (FRA) KTM 59:27:45 07:18:00
11 021 VILADOMS (ESP) KTM 59:31:01 07:21:16 40:00
12 034 VINTERS (LET) KTM 59:40:35 07:30:50
13 058 KNUIMAN (HOL) YAMAHA 60:12:44 08:02:59
14 032 ALGAY (FRA) YAMAHA 60:17:49 08:08:04
15 019 CZACHOR (POL) KTM 60:25:53 08:16:08
16 012 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 60:56:14 08:46:29
17 042 STREET (USA) KTM 61:40:00 09:30:15
18 085 BETHYS (FRA) HONDA 61:47:37 09:37:52
19 020 MARCHINI (FRA) YAMAHA 62:33:38 10:23:53 02:00:00
20 095 AGRA CARRERA (ESP) YAMAHA 63:12:50 11:03:05 13:00
21 028 CROQUELOIS (FRA) YAMAHA 64:02:28 11:52:43
22 029 PIROUD (FRA) YAMAHA 64:04:47 11:55:02
23 016 STANOVNIK (SLO) KTM 65:23:47 13:14:02 02:30:00
24 080 GONCALVES (POR) HONDA 67:03:12 14:53:27 01:05:00
A infantil penalização de duas horas sofrida por Rodrigues ontem, não lhe permite melhor que o nono lugar na geral. Ainda assim bem bom!
Rodrigues pode subir na geral...
Abandono de Jean de Azevedo
O brasileiro Jean de Azevedo, que estava no 8º lugar da classificação geral, caiu algumas centenas de metros depois da partida da especial. Azevedo sofreu alguns ferimentos sem gravidade e está já sob os cuidados da equipa médica do rali.
Fonte: dakar.com
O brasileiro Jean de Azevedo, que estava no 8º lugar da classificação geral, caiu algumas centenas de metros depois da partida da especial. Azevedo sofreu alguns ferimentos sem gravidade e está já sob os cuidados da equipa médica do rali.
Fonte: dakar.com
"O Dakar é mais uma aventura que uma prova de todo-o-terreno”
Uma das grandes curiosidades desta Lisboa Dakar (inevitavelmente os balanços começam a ser feitos...) era ver a reacção que a maioria dos pilotos Lusos teria a sua primeira experiência na prova.
É que o Dakar não é para meninos(as)...
Lembro-me que antes da prova Jacinto dizia que mais de metade dos Portugueses que embarcavam pela primeira vez não voltariam á prova. Fiquei um pouco surpreendido com a afirmação mas penssando um pouco faz todo o sentido.
Deixo-vos aqui as primeiras impressões de Luís Costa enviadas pela sua equipa a Moletto Sport. Vale a pena ler para Conhecer um pouco melhor a Rainha do TT.

A amadurecer para o futuro…
O Dakar é mais uma aventura que uma competição
- considera Luís Costa, “regressado” ao convívio,
quase dois dias depois do acidente
Luís Costa/Pedro Lima chegaram a Kiffa cerca de 30 horas depois de terem sofrido um acidente, ao quilómetro 250 do sector cronometrado da 9ª etapa do Lisboa/Dakar. Exausto, com inúmeros pensamentos à espera de serem direccionados, o piloto quer, para já, deixar arrefecer ideias antes de tomar decisões definitivas.
Abalado com o acidente que o deixou fora de prova e, apesar de tudo, carregado com uma experiência que nunca esquecerá, Luís Costa relembra como tudo se passou:
“À partida para a etapa, teoricamente, a mais dura do Dakar, eu e o Pedro Lima já estávamos preocupados com a embraiagem do Toyota, admitindo que seria muito complicado fazer frente a tanta areia naquelas circunstâncias. Passámos o primeiro cordão de dunas sempre sobre pressão, com visibilidade reduzida, devido ao pó levantado por concorrentes mais lentos e pelos muitos camiões que tivemos de ultrapassar. Foi uma situação difícil de gerir, pois com os problemas na embraiagem, era quase impensável parar”.
Na opinião de Luís Costa o acidente ocorreu devido a um conjunto de factores, que passou obviamente, pela pressão, a que estavam sujeitos, mas também pela falta de experiência naquele tipo de prova, como o próprio piloto admitiu.
“A minha inexperiência terá estado na origem do que aconteceu. Qualquer distracção paga-se cara!”, referiu o piloto, que explica como tudo sucedeu:
“Tivemos um ligeiro desvio de percurso e em plena planície, quando rolávamos a cerca de 120 Km/hora, não reparei num monte de areia oculto por vegetação e o carro voou cerca de 16 metros, tendo embatido primeiro de frente e depois de traseira ao fim de duas ou três voltas. Infelizmente ficou muito danificado e foi impossível prosseguir”. Piloto e navegador não sofreram qualquer dano físico e Luís Costa graceja: “Não senti rigorosamente nada. Acho mesmo que as minhas costas até ficaram melhor”...
A 9ª etapa ficará, por certo, na memória de muitos. De referir que Caldecott perdeu a vida, a cerca de 20 quilómetros do local onde Luís Costa ficou acidentado. Quem ficou pelo caminho esperou horas para ser recolhido pelos dois “camiões vassoura”. Um autêntico calvário...
“Demorámos 24 horas para fazer 450 Km”, referiu Luís Costa, que adiantou algumas das peripécias vividas após o acidente: “Quando os camiões chegaram ao local, já lá iam nove motos. Uma viatura de assistência médica cruzou-se connosco, quilómetros mais tarde e um dos médicos, sentiu-se mal. Após mais uma paragem, fui eu que tive de levar o carro dos médicos durante cerca de quatrocentos quilómetros. Foi mais uma longa aventura, pois as dificuldades do terreno eram tais, que tive de ser rebocado pelos camiões, para aí, umas dez vezes. Demorámos cinco horas para fazer cem quilómetros!”
Com as forças a faltar e o ânimo em baixo, o grupo acabou por chegar a Kiffa, depois de ter saciado a fome num bivouac da Mitsubishi, onde foram todos acolhidos com simpatia e camaradagem.
Agora, para Luís Costa, é tempo de balanço e de amadurecer ideias. “É impossível ter um raciocínio claro, com a cabeça quente. O Dakar é uma prova de alguns riscos. Muito difícil e muito dura, exigindo alta concentração, muita resistência física e emocional. Eu sou um piloto que gosta de acelerar. Falei muito com o espanhol Blazquez e ambos chegámos à conclusão que somos pilotos de Bajas. A contenção para uma prova deste género é tão grande, que não sei se isto é de facto adequado à minha maneira de estar na competição. O Dakar é mais uma aventura que uma prova de todo-o-terreno”.
Luís Costa e a Moletto Sport participaram na edição deste ano do Lisboa/Dakar com o intuito de ganhar experiência para futuras edições. O líder da equipa marca bem a diferença entre os objectivos que o levaram até África.

“Existe a parte comercial e a pessoal. A evolução da estrutura da Moletto Sport leva a que, no futuro, seja possível proporcionar a diversos pilotos participações calculadas, em provas internacionais. Por essa razão, foi muito importante a nossa deslocação até aqui. Neste momento, em termos pessoais, estou algo dividido. Ou o Dakar não foi mesmo feito para um piloto com as minhas características, ou terei de cá voltar com um carro homologado em T2, que seja muito competitivo. O Toyota Land Cruiser mostrou-se um carro extremamente resistente, mas é necessário dosear o andamento. Perder tempo atrás de concorrentes atrasados é um teste psicotécnico demasiado forte”.
Luís Costa e Pedro Lima tiveram sempre uma excelente ligação durante os nove dias de prova. Os dois tripulantes do Toyota formaram uma equipa perfeita. Ainda na Mauritânia, para resolver o destino a dar ao Land Cruiser, Luís Costa pensa ir até ao Senegal para assistir às duas últimas etapas, e esperar pelos resistentes Adélio Machado/Laurent Flamant e Céu Pires de Lima/Arnaldo Marques, que tentam levar as cores da Moletto Sport até Dakar.
PSL
É que o Dakar não é para meninos(as)...
Lembro-me que antes da prova Jacinto dizia que mais de metade dos Portugueses que embarcavam pela primeira vez não voltariam á prova. Fiquei um pouco surpreendido com a afirmação mas penssando um pouco faz todo o sentido.
Deixo-vos aqui as primeiras impressões de Luís Costa enviadas pela sua equipa a Moletto Sport. Vale a pena ler para Conhecer um pouco melhor a Rainha do TT.
A amadurecer para o futuro…
O Dakar é mais uma aventura que uma competição
- considera Luís Costa, “regressado” ao convívio,
quase dois dias depois do acidente
Luís Costa/Pedro Lima chegaram a Kiffa cerca de 30 horas depois de terem sofrido um acidente, ao quilómetro 250 do sector cronometrado da 9ª etapa do Lisboa/Dakar. Exausto, com inúmeros pensamentos à espera de serem direccionados, o piloto quer, para já, deixar arrefecer ideias antes de tomar decisões definitivas.
Abalado com o acidente que o deixou fora de prova e, apesar de tudo, carregado com uma experiência que nunca esquecerá, Luís Costa relembra como tudo se passou:
“À partida para a etapa, teoricamente, a mais dura do Dakar, eu e o Pedro Lima já estávamos preocupados com a embraiagem do Toyota, admitindo que seria muito complicado fazer frente a tanta areia naquelas circunstâncias. Passámos o primeiro cordão de dunas sempre sobre pressão, com visibilidade reduzida, devido ao pó levantado por concorrentes mais lentos e pelos muitos camiões que tivemos de ultrapassar. Foi uma situação difícil de gerir, pois com os problemas na embraiagem, era quase impensável parar”.
Na opinião de Luís Costa o acidente ocorreu devido a um conjunto de factores, que passou obviamente, pela pressão, a que estavam sujeitos, mas também pela falta de experiência naquele tipo de prova, como o próprio piloto admitiu.
“A minha inexperiência terá estado na origem do que aconteceu. Qualquer distracção paga-se cara!”, referiu o piloto, que explica como tudo sucedeu:
“Tivemos um ligeiro desvio de percurso e em plena planície, quando rolávamos a cerca de 120 Km/hora, não reparei num monte de areia oculto por vegetação e o carro voou cerca de 16 metros, tendo embatido primeiro de frente e depois de traseira ao fim de duas ou três voltas. Infelizmente ficou muito danificado e foi impossível prosseguir”. Piloto e navegador não sofreram qualquer dano físico e Luís Costa graceja: “Não senti rigorosamente nada. Acho mesmo que as minhas costas até ficaram melhor”...
A 9ª etapa ficará, por certo, na memória de muitos. De referir que Caldecott perdeu a vida, a cerca de 20 quilómetros do local onde Luís Costa ficou acidentado. Quem ficou pelo caminho esperou horas para ser recolhido pelos dois “camiões vassoura”. Um autêntico calvário...
“Demorámos 24 horas para fazer 450 Km”, referiu Luís Costa, que adiantou algumas das peripécias vividas após o acidente: “Quando os camiões chegaram ao local, já lá iam nove motos. Uma viatura de assistência médica cruzou-se connosco, quilómetros mais tarde e um dos médicos, sentiu-se mal. Após mais uma paragem, fui eu que tive de levar o carro dos médicos durante cerca de quatrocentos quilómetros. Foi mais uma longa aventura, pois as dificuldades do terreno eram tais, que tive de ser rebocado pelos camiões, para aí, umas dez vezes. Demorámos cinco horas para fazer cem quilómetros!”
Com as forças a faltar e o ânimo em baixo, o grupo acabou por chegar a Kiffa, depois de ter saciado a fome num bivouac da Mitsubishi, onde foram todos acolhidos com simpatia e camaradagem.
Agora, para Luís Costa, é tempo de balanço e de amadurecer ideias. “É impossível ter um raciocínio claro, com a cabeça quente. O Dakar é uma prova de alguns riscos. Muito difícil e muito dura, exigindo alta concentração, muita resistência física e emocional. Eu sou um piloto que gosta de acelerar. Falei muito com o espanhol Blazquez e ambos chegámos à conclusão que somos pilotos de Bajas. A contenção para uma prova deste género é tão grande, que não sei se isto é de facto adequado à minha maneira de estar na competição. O Dakar é mais uma aventura que uma prova de todo-o-terreno”.
Luís Costa e a Moletto Sport participaram na edição deste ano do Lisboa/Dakar com o intuito de ganhar experiência para futuras edições. O líder da equipa marca bem a diferença entre os objectivos que o levaram até África.
“Existe a parte comercial e a pessoal. A evolução da estrutura da Moletto Sport leva a que, no futuro, seja possível proporcionar a diversos pilotos participações calculadas, em provas internacionais. Por essa razão, foi muito importante a nossa deslocação até aqui. Neste momento, em termos pessoais, estou algo dividido. Ou o Dakar não foi mesmo feito para um piloto com as minhas características, ou terei de cá voltar com um carro homologado em T2, que seja muito competitivo. O Toyota Land Cruiser mostrou-se um carro extremamente resistente, mas é necessário dosear o andamento. Perder tempo atrás de concorrentes atrasados é um teste psicotécnico demasiado forte”.
Luís Costa e Pedro Lima tiveram sempre uma excelente ligação durante os nove dias de prova. Os dois tripulantes do Toyota formaram uma equipa perfeita. Ainda na Mauritânia, para resolver o destino a dar ao Land Cruiser, Luís Costa pensa ir até ao Senegal para assistir às duas últimas etapas, e esperar pelos resistentes Adélio Machado/Laurent Flamant e Céu Pires de Lima/Arnaldo Marques, que tentam levar as cores da Moletto Sport até Dakar.
PSL
A etapa de hoje...
...ou a ultima dificuldade da prova deste ano.
Em post anterior tínhamos sublinhado a importância das etapas de ontem e..., de hoje. Serão estas que verdadeiramente decidirão as coisas em termos de geral. Nos autos, ontem foi o que se viu e hoje será por certo o ultimo fôlego da De Viliers na luta pelo comando. Nas motos tudo está mais pacífico..., mas um azar ainda pode roubar a vitória a Coma. Veremos se haverá drama.
Quanto aos Portugueses, passado que está o nosso Cabo das Tormentas (leia-se as areias do Deserto da Mauritânia) tudo está normalizado. As especiais sub-saharianas são bem ao jeito dos pilotos Lusos - não são muito diferentes do que podemos por cá encontrar – e assim podem consolidar as suas posições ou mesmo ganhar tempo e lugares com um pouco de engenho ou sorte dos demais
Graficos: www.dakar.com
Ainda a etapa de ontem,...os Lusos
Num dia em que Carlos Sousa chegou a pensar que poderia ter deitado tudo a perder, com um toque numa pedra, a sorte esteve com o piloto português que terminou em 11º. No Top 30 classificaram-se ainda Miguel Barbosa, Nuno Inocêncio e Ricardo Leal dos Santos, sendo que este último não pára de surpreender na sua épica participação a Solo.
Com os onze pilotos portugueses a terminarem a etapa à frente do infeliz ex-lider Stephane Peterhansel Carlos Sousa voltou a ser naturalmente o mais rápido mas pela primeira vez a comitiva portuguesa “chegou-se” um pouco à frente em termos de classificação da etapa.
Para Carlos Sousa “o dia foi estafante e começou bem cedo. Saímos eram 5H30 da manhã para fazer 200km de ligação. Depois, na especial tive de optar por um compromisso de andamento regular, porque como é uma etapa “Maratona” não temos assistência dos camiões. Só podemos contar com os mecânicos que vêm como concorrentes atrás de nós no percurso, mesmo assim, estamos limitados, porque temos de pôr o carro em parque fechado dentro do tempo limite. Estamos dentro das expectativas, preparados para aproveitar qualquer oportunidade para ganhar mais um lugar. O facto da etapa de hoje ter sido “maratona” ainda pode ter consequências para algumas equipas, já que são quase quatrocentos quilómetros de prova especial”
Miguel Barbosa nos vinte primeiros
A calma e serenidade que caracterizam Miguel Barbosa têm sido fundamentais para os resultados finais e segundo o piloto “temos procurado não entrar em excessos nem arriscar em demasia pois sabemos que temos nas mãos um carro frágil. Esse modo de encarar a prova tem sido vantajoso, mas existem alturas que gostava de impor um ritmo mais forte. O piso que encontrámos nos primeiros 170 Kms foi o mais difícil até agora. Muito mau e duro. Tivemos que andar em ritmo lento para não corrermos riscos. Depois, nos restantes cerca de 200 Kms andámos de forma mais rápida mas sem forçar. Apanhámos muito pó mas conseguimos ir andando sem perder demasiado tempo”, referiu o estreante no Dakar.
Sem assistência prevista no final da etapa, todos os cuidados foram poucos. “Não tivemos problemas com o carro, mas também limitámos o andamento pois estamos conscientes das limitações da máquina. Ainda assim, estou muito contente com o resultado. O Miguel Ramalho tem estado, como sempre, em grande nível e tem sido uma peça fundamental para dia a dia atingirmos os nossos objectivos. Já só faltam três especiais e só desejo que continuem a correr como estas últimas”, rematou Miguel Barbosa no final da etapa.
Ricardo Leal dos Santos lutou contra os Kamaz
Para Ricardo Leal dos Santos “esta etapa foi aquela que, até à data, me correu melhor, ou seja, onde pude quase sempre andar ao meu ritmo e de facto os resultados estão à vista. Acho que é esta a minha posição relativa para a restante caravana, embora compreenda que nas etapas de dunas, o facto de estar sozinho, seja justificação para baixar alguns lugares na classificação. Nesta etapa tive de novo de fazer algumas ultrapassagens, mas elas aconteceram quase todas na primeira metade do dia. Depois tive de fazer uma paragem porque o vidro da frente se estava a soltar. Tive de colocar uns bocados de “tape”, porque as borrachas já não estão em condições. No final da etapa, fui “tapado” pelos dois Kamaz. Eles vinham bastante depressa, mas eu estava com um andamento superior, só que o pó que eles levantavam criava uma parede intransponível. Mesmo assim, estou bastante satisfeito com o resultado. Poucos foram os minutos que gastei a mais que o Nuno Inocêncio, e ele partiu para esta etapa bem mais à frente. Foi muito bom!”.
Fonte:Infodesporto.pt
Com os onze pilotos portugueses a terminarem a etapa à frente do infeliz ex-lider Stephane Peterhansel Carlos Sousa voltou a ser naturalmente o mais rápido mas pela primeira vez a comitiva portuguesa “chegou-se” um pouco à frente em termos de classificação da etapa.
Para Carlos Sousa “o dia foi estafante e começou bem cedo. Saímos eram 5H30 da manhã para fazer 200km de ligação. Depois, na especial tive de optar por um compromisso de andamento regular, porque como é uma etapa “Maratona” não temos assistência dos camiões. Só podemos contar com os mecânicos que vêm como concorrentes atrás de nós no percurso, mesmo assim, estamos limitados, porque temos de pôr o carro em parque fechado dentro do tempo limite. Estamos dentro das expectativas, preparados para aproveitar qualquer oportunidade para ganhar mais um lugar. O facto da etapa de hoje ter sido “maratona” ainda pode ter consequências para algumas equipas, já que são quase quatrocentos quilómetros de prova especial”
Miguel Barbosa nos vinte primeiros
A calma e serenidade que caracterizam Miguel Barbosa têm sido fundamentais para os resultados finais e segundo o piloto “temos procurado não entrar em excessos nem arriscar em demasia pois sabemos que temos nas mãos um carro frágil. Esse modo de encarar a prova tem sido vantajoso, mas existem alturas que gostava de impor um ritmo mais forte. O piso que encontrámos nos primeiros 170 Kms foi o mais difícil até agora. Muito mau e duro. Tivemos que andar em ritmo lento para não corrermos riscos. Depois, nos restantes cerca de 200 Kms andámos de forma mais rápida mas sem forçar. Apanhámos muito pó mas conseguimos ir andando sem perder demasiado tempo”, referiu o estreante no Dakar.
Sem assistência prevista no final da etapa, todos os cuidados foram poucos. “Não tivemos problemas com o carro, mas também limitámos o andamento pois estamos conscientes das limitações da máquina. Ainda assim, estou muito contente com o resultado. O Miguel Ramalho tem estado, como sempre, em grande nível e tem sido uma peça fundamental para dia a dia atingirmos os nossos objectivos. Já só faltam três especiais e só desejo que continuem a correr como estas últimas”, rematou Miguel Barbosa no final da etapa.
Ricardo Leal dos Santos lutou contra os Kamaz
Para Ricardo Leal dos Santos “esta etapa foi aquela que, até à data, me correu melhor, ou seja, onde pude quase sempre andar ao meu ritmo e de facto os resultados estão à vista. Acho que é esta a minha posição relativa para a restante caravana, embora compreenda que nas etapas de dunas, o facto de estar sozinho, seja justificação para baixar alguns lugares na classificação. Nesta etapa tive de novo de fazer algumas ultrapassagens, mas elas aconteceram quase todas na primeira metade do dia. Depois tive de fazer uma paragem porque o vidro da frente se estava a soltar. Tive de colocar uns bocados de “tape”, porque as borrachas já não estão em condições. No final da etapa, fui “tapado” pelos dois Kamaz. Eles vinham bastante depressa, mas eu estava com um andamento superior, só que o pó que eles levantavam criava uma parede intransponível. Mesmo assim, estou bastante satisfeito com o resultado. Poucos foram os minutos que gastei a mais que o Nuno Inocêncio, e ele partiu para esta etapa bem mais à frente. Foi muito bom!”.
Fonte:Infodesporto.pt
12 janeiro 2006
Decima segunda etapa - classificação autos
ETAPA
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 04:22:46 00:00:00
2 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 04:23:42 00:00:56
3 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 04:26:07 00:03:21
4 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 04:27:18 00:04:32
5 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:29:42 00:06:56
6 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 04:30:50 00:08:04
7 346 VIGOUROUX (FRA)
WINOCQ (FRA) CHEVROLET 04:31:04 00:08:18
8 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:31:17 00:08:31
9 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:33:34 00:10:48
10 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:34:54 00:12:08
11 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 04:47:44 00:24:58
12 316 SERVIA (ESP)
ALCARAZ (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:48:36 00:25:50
13 361 SPERRER (AUT)
FLOENE (NOR) BUGGY 04:52:49 00:30:03
14 312 MONTERDE (ESP)
SIVIERO (ITA) BMW 04:54:49 00:32:03
15 334 GUINOT (FRA)
KROISS (FRA) VOLKSWAGEN 05:04:42 00:41:56
16 420 SAUKANS (LET)
DAMBIS (LET) OSC 05:13:07 00:50:21
17 438 TOLLEFSEN (NOR)
EVANS (UK) BOWLER 05:18:11 00:55:25
18 368 LAVIEILLE (FRA)
BARTHOLOME (BEL) NISSAN 05:19:43 00:56:57
19 329 BARBOSA (POR)
RAMALHO (POR) NISSAN 05:20:55 00:58:09
20 317 GACHE (FRA)
GARCIN (FRA) BUGGY 05:29:05 01:06:19
21 389 FOJ (ESP)
PUJOLAR (ESP) TOYOTA 05:32:03 01:09:17
22 344 IKEMACHI (JAP)
ARAKAWA (JAP) TOYOTA 05:32:51 01:10:05
23 363 INOCENCO (POR)
BARREIROS (POR) MITSUBISHI 05:35:07 01:12:21
...boa etapa para Barbosa e Inocencio. Grandes licções que levam deste dakar 2006.
GERAL
...e Sousa já é sexto. Depois do dia de descanso tem subido à razão de um furo dia na Geral..., a continuar assim..., ainda tinhamos podium em Dakar! ;)
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 46:25:52 00:00:00
2 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 46:46:23 00:20:31
3 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 47:46:38 01:20:46
4 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 49:25:45 02:59:53
5 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 50:10:45 03:44:53
6 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 51:30:58 05:05:06
7 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 54:25:20 07:59:28
8 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 54:31:02 08:05:10
9 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 54:38:17 08:12:25 01:00:00
10 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 56:12:55 09:47:03
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 04:22:46 00:00:00
2 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 04:23:42 00:00:56
3 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 04:26:07 00:03:21
4 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 04:27:18 00:04:32
5 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:29:42 00:06:56
6 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 04:30:50 00:08:04
7 346 VIGOUROUX (FRA)
WINOCQ (FRA) CHEVROLET 04:31:04 00:08:18
8 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:31:17 00:08:31
9 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 04:33:34 00:10:48
10 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:34:54 00:12:08
11 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 04:47:44 00:24:58
12 316 SERVIA (ESP)
ALCARAZ (FRA) SCHLES-FORD-RAID 04:48:36 00:25:50
13 361 SPERRER (AUT)
FLOENE (NOR) BUGGY 04:52:49 00:30:03
14 312 MONTERDE (ESP)
SIVIERO (ITA) BMW 04:54:49 00:32:03
15 334 GUINOT (FRA)
KROISS (FRA) VOLKSWAGEN 05:04:42 00:41:56
16 420 SAUKANS (LET)
DAMBIS (LET) OSC 05:13:07 00:50:21
17 438 TOLLEFSEN (NOR)
EVANS (UK) BOWLER 05:18:11 00:55:25
18 368 LAVIEILLE (FRA)
BARTHOLOME (BEL) NISSAN 05:19:43 00:56:57
19 329 BARBOSA (POR)
RAMALHO (POR) NISSAN 05:20:55 00:58:09
20 317 GACHE (FRA)
GARCIN (FRA) BUGGY 05:29:05 01:06:19
21 389 FOJ (ESP)
PUJOLAR (ESP) TOYOTA 05:32:03 01:09:17
22 344 IKEMACHI (JAP)
ARAKAWA (JAP) TOYOTA 05:32:51 01:10:05
23 363 INOCENCO (POR)
BARREIROS (POR) MITSUBISHI 05:35:07 01:12:21
...boa etapa para Barbosa e Inocencio. Grandes licções que levam deste dakar 2006.
GERAL
...e Sousa já é sexto. Depois do dia de descanso tem subido à razão de um furo dia na Geral..., a continuar assim..., ainda tinhamos podium em Dakar! ;)
1 302 ALPHAND (FRA)
PICARD (FRA) MITSUBISHI 46:25:52 00:00:00
2 305 DE VILLIERS (AFS)
THORNER (SUE) VOLKSWAGEN 46:46:23 00:20:31
3 304 ROMA (ESP)
MAGNE (FRA) MITSUBISHI 47:46:38 01:20:46
4 309 MILLER (USA)
VON ZITZEWITZ (ALL) VOLKSWAGEN 49:25:45 02:59:53
5 314 SCHLESSER (FRA)
BORSOTTO (FRA) SCHLES-FORD-RAID 50:10:45 03:44:53
6 311 SOUSA (POR)
LURQUIN (BEL) NISSAN 51:30:58 05:05:06
7 301 SABY (FRA)
PERIN (FRA) VOLKSWAGEN 54:25:20 07:59:28
8 322 CHICHERIT (FRA)
BAUMEL (FRA) BMW 54:31:02 08:05:10
9 315 MAGNALDI (FRA)
DEBRON (FRA) SCHLES-FORD-RAID 54:38:17 08:12:25 01:00:00
10 307 SAINZ (ESP)
SCHULZ (ALL) VOLKSWAGEN 56:12:55 09:47:03
Enfim..., uma noticia!!!
Peterhansel perde o comando do Lisboa Dakar
Pedroem-me: Yuuupppiiiii, digo eu!!!
PSL
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