31 maio 2006

Rali de Marrocos (I)

Carlos Sousa sexto na primeira etapa

O português Carlos Sousa terminou hoje no sexto lugar a primeira etapa do rali todo-o-terreno de Marrocos, em Erfoud, na estreia em competição do Volkswagen Touareg do Team Lagos Sport.
Na especial da etapa de hoje, com partida e chegada em Erfoud, Sousa gastou mais 3.14 minutos do que o sul-africano Giniel de Viliers, da equipa oficial Volkswagen, enquanto o francês Jean-Louis Schlesser (Buggy Ford) foi o segundo, a três segundos.
O espanhol Carlos Sainz, também em Volkswagen, foi terceiro, a 37 segundos.

Nas motos Helder Rodrigues foi decimo.
Um excelente começo para a armada lusa.

Fonte: Lusa - infodesporto.pt e RTP

30 maio 2006

A partir de quarta-feira vai ser assim (III)

Plantel de luxo em Marrocos

Rali Orpi Maroc, quarta prova da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, começa amanhã em Erfoud. Para esta edição a organização conseguiu reunir um verdadeiro plantel de luxo. Do lado da Mitsubishi os Pajero Evolution serão guiados por Stephane Peterhansel, Juan Roma e Hiroshi Masuoka, sendo de notar a ausência de Luc Alphand, vencedor do Lisboa-Dakar e recente terceiro classificado no Rali Transibérico. Aliás a marca dos «três diamantes» vai procurar vingar a derrota em Portugal, que aconteceu ao cair do pano. Com a saída de Jutta Kleinschmidt para a BMW, as cores da Volkswagen vão ser defendidas por Giniel de Villiers, o piloto que bateu a Mitsubishi na jornada do Clube Aventura, Carlos Sainz e o português Carlos Sousa, que assim se estreia na equipa dirigida por Kris Nissen. Destaque ainda para a presença de Jean-Louis Schlesser, com o Buggy Schlesser, e para Sergey Shmakov.
A armada lusa, para além de Carlos Sousa, vai contar com Pedro Grancha, o melhor português no Transibérico, Francisco Inocêncio, em mais uma etapa de preparação para o Lisboa-Dakar de 2007, tal como Madalena Antas, que estreia um novo navegador, José Marques, e Elisabete Jacinto, que regressa aos comandos de um jeep, uma vez que o MAN com irá alinhar no Dakar ainda não está pronto. A «camionista» irá conduzir o Bowler Wildcat de Lino Carapeta.
A quarta prova da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno será composta por seis etapas e 1679 quilómetros cronometrados, de um total de 2268. O arranque é amanhã em Erfoud, com uma tirada com partida e chegada ao mesmo local. Quinta-feira os pilotos voltam a largar de Erfoud rumo a Ain Benimathar, naquela que é a etapa com a especial mais longa, 357 quilómetros. Dia 2 de Junho regresso a Erfoud, para sábado se chegar a Zagora. No penúltimo dia os concorrentes rumam a Ouarzazate, onde segunda-feira decorre a derradeira jornada.


FONTE: motor

A partir de quarta-feira vai ser assim (II)

Rallye Orpi Maroc
Organizador: NPO
Data: de 30 de Maio a 5 de Junho 2006

Pontuável para as taças do Mundo FIA e FIM


A edição deste ano, a 7ª desde que a equipa da NPO liderada por Cyril Neveu e Jean Christophe Pelletier ficaram responsáveis por esta clássica africana, volta a ser pontuável para a Taça do Mundo FIA e do Campeonato do Mundo FIM.
Desde 2000 que se tem vindo a verificar um aumento de interesse junto de participantes estreantes atendendo a que se trata de uma prova com menos dias do que o Rallye Optic 2000.
Com um percurso inédito desenhado por entre paisagens magnificas ao longo da costa Atlantica do extremo sul marroquino, a edição de 2004 reuniu a unanimidade entre os concorrentes e permitiu cortar definitivamente com a imagem de que em Marrocos só havia pistas demolidoras.
Para este ano o percurso desenrolar-se-á na mesma região mas, novidade, todas as etapas serão efectuadas sem o recurso a coordenadas GPS trazendo de volta o espririto e valores que deram inicio a esta modalidade.(...)

A partir de quarta-feira vai ser assim



sitio oficial aqui (link), e em português (link)

PSL

Elisabete Jacinto em Bowler Wildcat no Rali Orpi Maroc

O Circuito Saloio, em Almargem do Bispo, próximo de Sintra, serviu de palco à estreia de Elisabete Jacinto nos comandos do Bowler Wildcat, a máquina com a qual, a piloto, vai disputar o Rali Orpi Maroc, a quarta etapa da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno.


Na impossibilidade de dispor, de imediato, do MAN com o qual irá competir durante as duas próximas temporadas, Elisabete Jacinto regressa assim, temporariamente, às competições auto, por onde passou, na breve transição das motos para os camiões.

Inserido no programa Acção & Aventura, organizado pela Adventure 4 All, que disponibilizou, aos presentes, a experiência, entre outros, da pilotagem de Kartcross e Mini Moto, Elisabete Jacinto rodou largas dezenas de quilómetros aos comandos do Bowler e mostrou-se muito entusiasmada:

“É uma máquina giríssima. É bastante fácil de conduzir, mas agressiva quanto baste. Habituada que estou, agora, à pilotagem de camião, tive que me ir adaptando a dar, por exemplo, menos voltas ao volante. Parece que estou a guiar um Kart. É tudo mais leve, mais directo mas, de facto, gostei imenso. Vai ser a minha primeira experiência africana de carro, completando assim anteriores participações no Rali de Marrocos, em moto e camião”, salienta Elisabete Jacinto.

O programa Acção & Aventura levou até ao Circuito Saloio diversos convidados que quiseram partilhar com Elisabete Jacinto este dia muito especial. AS irmãs Cinha e Xenica Jardim foram das mais entusiasmadas juntamente com Pedro Reis e Barbara Elias.

O Rali de Marrocos disputa-se de 31 de Maio a 5 de Junho

Fonte: autosport

Carlos Sousa escutou segredos de Sócrates

O piloto português Carlos Sousa foi ontem recebido pelo primeiro-ministro, José Sócrates, em São Bento, confessando à saída do encontro que lhe foram dados alguns segredos para melhorar a sua prestação nas provas que vai disputar. Carlos Sousa, que nos próximos dois anos vai pilotar um Volkswagen Touareg, do Team Lagos todo-o-terreno, revelou que leva da audiência "alguns segredos na manga para melhorar a perfomance. O piloto, quarto classificado no Rali Dakar de 2003, afiançou que a audiência com José Sócrates veio "acrescer algumas responsabilidades", apesar de já estar habituado à pressão. A primeira prova em que Carlos Sousa vai participar ao volante do novo Touareg será o Rali de Marrocos, entre quinta-feira e 5 de Junho. "Partiu da Autoeuropa um pedido para que a Volkswagen libertasse um dos seus carros oficiais para um piloto nacional", frisou Sousa, salientando que o Estado "não é patrocinador", mas que "fez todas as iniciativas possíveis para sensibilizar a Volkswagen a ceder um dos seus carros oficiais

fonte: publico.pt

29 maio 2006

Madalena Antas regressa a Marrocos…

Madalena Antas e o seu novo navegador José Marques estão a caminho de Marrocos, onde na próxima semana irão disputar mais uma prova da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, aos comandos – pela última vez – da Nissan PickUp Navara da Promotech. A dupla está confiante num bom resultado.

Prosseguindo a sua preparação para o Lisboa-Dakar 2007, Madalena Antas continua em Marrocos o programa inicialmente traçado para a época de 2006, tentando esquecer um pouco tudo o que aconteceu no Transibérico e tentando de novo um bom resultado em terras africanas…

«Realmente o Transibérico não nos correu nada bem. Batemos forte numa árvore porque ficámos sem travões, que é um problema que a Promotech ainda não conseguiu resolver… Por três vezes tentei “bombear” os travões, mas o pedal foi ao fundo e não consegui evitar o acidente…Agora vamos para Marrocos em que tudo vai ser novo, incluindo o navegador…»

Na verdade Marrocos vai também ser a prova de estreia de José Marques ao lado de Madalena Antas, ele que já tem tudo acordado com a piloto para disputar também o Lisboa – Dakar 2007. Uma experiência que agrada ao navegador…

«Fiquei muito honrado com o convite que me foi endereçado pela Madalena. Acho que tudo vai dar certo entre nós os dois e a programação da participação no Dakar também me parece bastante conseguida. Vou acompanhar de perto a construção da Nissan PickUp Navara, para a conhecer bastante bem e poder ajudar a resolver todos os problemas que nos possam acontecer durante o percurso do Dakar e das outras provas. É importante estar por dentro de tudo, pelo que me parece que esta associação tem todas as condições para ser bem sucedida. Por mim vou esforçar-me ao máximo para que consigamos chegar a Dakar sem problemas…»

Também para Madalena Antas esta nova experiência tem todas as condições para funcionar, até porque se começa em Marrocos, país bastante familiar a José Marques, que há muito organiza expedições aquele país…

«Tenho confiança no José Marques. Parece-me bem começarmos por Marrocos, já que ele conhece bem e eu estou à vontade nas pistas africanas. Poderemos ter um bom resultado… assim a mecânica ajude!»

O programa de Madalena Antas após Marrocos passa por uma série de testes a efectuar com o carro novo, a que se segue a estreia em Espanha, em meados de Julho, na Baja de Aragón que este ano se inicia em Madrid.

Para já… Marrocos! Voltaremos em breve para vos dar conta dos resultados obtidos pela equipa da Nissan PickUp Navara com as cores da Vodafone, Louropel, Precision e Lux.


fonte: autosport

26 maio 2006

João Lagos junta Carlos Sousa à Volkswagen para o Lisboa-Dakar

Acordo para duas épocas completas entre o piloto português e a marca alemã tem em vista uma participação ambiciosa na grande prova africana

"Nunca senti que estivesse tão perto de poder ganhar um Dakar", foi como resumiu ontem Carlos Sousa o acordo rubricado entre a João Lagos Sports e a Volkswagen, que proporcionará ao piloto português um carro e uma equipa exactamente iguais aos dos pilotos oficiais do construtor alemão.
Carlos Sousa, o português que melhor classificação alguma vez obteve na mítica prova de todo-o-terreno e que desde o ano passado sai de Lisboa em direcção à capital do Senegal, vai ter à sua disposição um Touareg em tudo semelhante aos da Volkswagen Motorsports, bem como uma equipa técnica própria, mas cedida pela marca germânica. Peças, infra-estruturas, breefings tudo será idêntico ao que será disponibilizado aos pilotos oficiais da Volkswagen. "A única diferença que existirá entre os carros serão os patrocinadores", explicou Carlos Sousa.

Investimento de vulto
O investimento neste projecto que tem como limite temporal o ano de 2008 atinge os seis milhões de euros. João Lagos quer atrair ainda mais gente para o Dakar e nada melhor do que dar condições ao piloto que considera ser o melhor piloto português para vencer a competição: "Uma das grandes ideias para promover ainda mais a prova é a de proporcionar ao Carlos Sousa condições sérias para disputar o Dakar. Tínhamos que resolver de uma vez por todas situações como as vividas este ano em que só na véspera da partida me subiram o acento para que pudesse ver a estrada", exemplificou João Lagos.
Para além de condições técnicas ao nível das melhores existentes, o acordo agora celebrado irá também facultar a Carlos Sousa um período relativamente longo para se habituar ao novo carro. Assim, já no final deste mês, o piloto português vai para Marrocos, onde realizará a sua primeira prova ao volante do Touareg. Seguir-se-ão a Baja Aragon, Dubai ou Baja Portalegre. Para além disso, estão também previstos várias sessões de treinos, a primeira das quais já em Setembro, na Tunísia.
Carlos Sousa fez questão de sublinhar a possibilidade que terá de fazer quilómetros com o seu novo carro antes de competir num Dakar. "Faltava este passo que foi dado. Ela vai permitir-me fazer testes com o novo carro com tempo e recuperar a diferença para os melhores pilotos do Mundial", frisou.

Novo navegador
Por enquanto, Carlos Sousa terá ao seu lado o navegador alemão Andreas Schulz, que ganhou um Dakar com o japonês Masuoka. Mas em cima da mesa está a ideia de encontrar um navegador português, de forma que toda a equipa seja portuguesa. Essa foi a ideia expressa por João Lagos, mas Carlos Sousa foi mais cauteloso: "Toda a gente quer que tenha um navegador português. Eu também preferia, até por uma questão de facilidade de comunicação. Resta saber se compensa arriscar, dada a pouca experiência da maioria dos navegadores do nosso país."


fonte: publico.pt

16 maio 2006

Rali Transibérico: De Villiers dá a vitória à VW

Pedro Grancha foi o melhor português, enquanto Rui Sousa colocou a Isuzu na liderança da Taça do Mundo de TT na categoria T2.
Giniel de Villiers foi o grande vencedor do Rali Transibérico, conseguindo assim o seu primeiro triunfo numa prova da Taça do Mundo ao serviço da Volkswagen. Num final de corrida emocionante, o sul-africano conseguiu destronar o espanhol Nani Roma da liderança, passando para a frente nos último sector selectivo, à chegada a Castelo Branco. O vencedor do Lisboa-Dakar 2006, Luc Alphand, subiu ao último lugar do pódio.
Entre os portugueses, o melhor classificado acabou por ser Pedro Grancha (Mitsubishi Pajero), que terminou na quinta posição da geral, superando Filipe Campos (Renault Mégane) que ficou no sexto lugar.
Rui Sousa (Isuzu Rodeo) também teve uma prestação positiva, garantindo o 10º posto da geral, um resultado que permite à sua equipa ascender à liderança da Taça do Mundo de TT (categoria T2), na classificação destinada às marcas.


Fomte: autohoje

10 maio 2006

Lisboa-Dakar 2007 arranca uma semana mais tarde

Ligação marítima entre Portimão e Marrocos pode
ser uma realidade em 2007


Novas datas, a possibilidade de ligar Portugal a Marrocos, sem necessidade de passagem por Espanha, e a exclusão da Guiné-Conacri do percurso são as grandes novidades da 29.ª edição do Rali Lisboa - Dakar, que incluirá Portugal, Marrocos, Mauritânia, Mali e Senegal. A prova, que pelo segundo ano consecutivo partirá de Lisboa, foi ontem oficialmente apresentada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e por definir apenas ficaram os percursos, que terão "novas pistas e desafios" e a entrada em África.
Com a presença de João Lagos, presidente da João Lagos Sport, de Etienne Lavigne, director da prova, Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desporto, Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Luís Carito, vice-presidente da Câmara Municipal de Portimão, além de inúmeros pilotos que não quiseram perder a oportunidade de saber quais as novidades propostas pela organização, o Rali Dakar foi pela primeira vez apresentado mundialmente em Lisboa e não em Paris como é hábito.




Depois do sucesso que a primeira edição da prova realizada em Portugal alcançou, com "cerca de 8000 pessoas por dia durante as verificações", como sublinhou Lavigne, a organização decidiu este ano fazer algumas inovações. Destas, a mais notória é as datas. Desta feita, e apesar de não ser uma novidade na história da prova - em 2000, por exemplo, ano em que a prova terminou no Cairo, decorreu entre 6 e 23 de Janeiro - o rali sai para a estrada apenas a 6 de Janeiro para chegar a Dakar, quinze dias depois, a 21.
"As datas foram alteradas por uma questão de calendário e para não prejudicar o Natal dos pilotos", justificou João Lagos, frisando que esta mudança até pode ter alguns aspectos menos positivos. "É que com as datas anteriores apanhávamos o período das festas de Natal em que as crianças estão de férias e as pessoas têm maior disponibilidade. Com as verificações a começarem só a 3 de Janeiro, ainda não consigo perceber muito bem como é que isso vai resultar em Lisboa", referiu Lagos, admitindo que no que ao Algarve diz respeito a situação já é diferente. "A região tem sempre muita procura no final do ano e esta mudança de datas faz com que essa procura se prolongue."
E é no Algarve que as atenções estarão centradas logo após a partida de Lisboa. É que Portimão receberá este ano uma etapa, a segunda, com início e fim na localidade, como referiu o vice-presidente da edilidade de Portimão, Luís Carito. "No dia 7 teremos uma etapa Portimão-Portimão e logo na passagem de ano vamos fazer uma espécie de warm up da prova", referiu o edil.

Ligar o Algarve a Marrocos
A outra grande novidade da prova, que manterá a aposta na navegação e a "obsessão pela segurança", nas palavras de Lavigne, é a possibilidade de ligar Portimão a Marrocos. Nesse sentido "o concurso para as obras do porto está em fase de adjudicação" e o secretário de Estado da Juventude e Desporto, garantiu que "o Governo tudo fará para tornar essa possibilidade uma realidade". A ideia é que as obras estejam prontas em Outubro, mas como "só há poucos dias ficou decidido onde se iniciará a primeira etapa marroquina, só agora é que a análise dos custos vai começar", admitiu Lagos, que por isso diz que a transição para África a partir de Portimão "ainda não é uma certeza para 2007." "Mas como somos teimosos mesmo que não seja este ano continuaremos a insistir", disse.


A mim parece-me muito interessante esta mudança de datas. Deslocar a prova um pouco alem das festas é excelente para pilotos e organização e permite uma exploração mediática muito maior, maxime, alem fronteiras.
E não esqueçamos que dia 1 de Janeiro é feriado e será uma segunda-feira.
Os amantes do desporto motorizado em geral que tirarem uns dias de ferias terão uma semana em grande!!!



Fonte: publico.pt

Carlos Sousa (quase) na Volkswagen para o Lisboa-Dakar 2007

As negociações entre Carlos Sousa e a Volkswagen (VW) estão bem encaminhadas e ainda durante este mês poderá ficar a saber-se se o "casamento" entre o piloto de Almada e a marca alemã se concretiza.
Para que as negociações sejam bem sucedidas "falta que toda a gente esteja de acordo", afirmou o piloto, que no Rali de Marrocos (30 de Maio a 6 de Junho) e na Baja de Espanha (20 a 23 de Julho) já gostaria de estar em competição. "Tenho de recuperar os seis meses sem treinar e sem competir", admitiu Sousa, que considera que a "Volkswagen é a única que pode bater a Mitsubishi."




A não renovação da alemã Jutta Kleinschmidt e Bruno Saby com a VW não tiveram influência nas negociações - "nessa altura elas já estavam a decorrer", justifica Sousa -, que podem terminar com a conquista do tão desejado projecto a longo prazo que Carlos há tanto deseja. "Estamos a trabalhar num projecto de dois anos que passa por fazer o Dakar e outras provas", frisou o piloto. O bom andamento das conversações entre Sousa e a VW foi confirmado por Kris Nissen, director da VW Motorsport, que em declarações à Lusa afirmou que o piloto português "está no topo e não na base" da lista de possibilidades de contratação da equipa.
Igualmente a iniciar uma nova fase na sua carreira está Elisabete Jacinto, que assinou contrato com a MAN Portugal, de quem será piloto oficial, até 2008. "Fiquei a ganhar com esta troca, mas infelizmente só terei o camião em Setembro e só vou conseguir fazer uma prova antes do Dakar", lamentou Elisabete, explicando que "este projecto é mais competitivo e o camião MAN tem um motor mais elástico e é mais fácil de conduzir que o Renault."


FONTE: publico.pt

25 fevereiro 2006

Lisboa-Dakar 2007 já começou para o Off Road Racing Team Spedakar

Após toda a experiência adquirida nesta primeira participação, a equipa Spedakar já começou a preparar a próxima edição da mais importante e mediática prova de desporto motorizado do mundo.

O Off Road Racing Team Spedakar, que no Euromilhões Lisboa-Dakar 2006 contou com três homens no terreno - Ruben Faria, Nuno Matteus e Ricardo Pina, todos em motos KTM - já começou a preparar a próxima edição da mais importante e mediática prova de desporto motorizado do mundo.

«Para nós, esta primeira participação iria servir de teste para o futuro, não só dos patrocinadores, que tiveram um retorno e um grau de satisfação pelo investimento realizado a um nível surpreendente, mas também ao nível da competição, o que proporcionou um nível de aprendizagem muito elevado e que nos facilitou todo o trabalho de preparação para 2007», referiu fonte da equipa. Para o grupo, a Spedakar pôs em prática um projecto ambicioso só comparável aos das equipas de fábricas. «Não podemos falhar. Os nossos objectivos já não passam por só chegar ao Dakar. Temos outras ambições e, por isso, necessitamos de condições que apoiem este novo projecto.»

Meios técnicos já existem. O jipe de assistência usado este ano superou as expectativas ao atravessar as mais adversas condições, sempre no seu melhor, e por isso mesmo será presença garantida no próximo ano. Também em 2007, um camião de assistência dará todas as condições para que nada falte aos pilotos do Spedakar

21 fevereiro 2006

A primeira noticia do Dakar 2007

Volkswagen competirá no Rally Dakar 2007

Com um Race Touareg 2 melhorado

Volkswagen voltará ao Dakar em 2007
A Volkswagen seguirá envolvida nos ralis cross country e competirá o Dakar 2007. A equipe de fábrica da VW, liderada pelo seu diretor Kris Nissen participará da 29ª edição da clássica prova no deserto com um "Race Touareg 2" melhorado. No "Dakar" deste ano, o sul-africano Giniel de Villiers e sua navegadora sueca Tina Thörner acabaram numa impressionante segunda posição.

"Com o projeto do 'Dakar', a Volkswagen se firmou no automobilismo profissional num espaço de tempo relativamente curto. Queremos seguir com este desenvolvimento e portanto decidimos anunciar nossa participação no Rally Dakar 2007," explica o Dr. Wolfgang Bernhard, presidente do conselho da Volkswagen. "O Rally Dakar é uma plataforma excelente para apresentar a confiabilidade , inovação técnica e a dinâmica da Volkswagen em uma das competições mais duras."

Já imediatamente, o diretor da Volkswagen Motorsport Kris Nissen, que foi responsável pelas atividades da VW no automobilismo desde junho de 2004, informará diretamente ao Dr. Wolfgang Bernhard. Kris Nissen coordenará as atividades do dia junto a Hans-Joachim Rothenpieler, o diretor da Linha de Produtos E1.

"Durante o último Rally Dakar demonstramos que o Race Touareg 2 tem potencial enorme. Agora seguiremos com seu desenvolvimento de forma lógica ", disse dijo Kris Nissen. "Realizamos progressos significativos antes do 'Dakar' em Janeiro. Nos próximos 11 meses, melhorar será nossa prioridade, não somente quanto à engenharia , como também a logística, preparação e organização da equipe. "

Além de um amplo programa de provas, a Volkswagen competirá em várias provas selecionadas da Copa do Mundo de Rally Cross Country da FIA e a Copa MUndial de Rali Baja da FIA durante a temporada de 2006

"Os pilotos e co-pilotos serão anunciados nas próximas semanas ou meses ",declarou Kris Nissen.

Ao acabar na segunda posição no Rally Dakar deste ano, que finalizou em 15 de Janeiro na capital senegalesa após percorridos 9043 Km, com o Race Touareg 2 pilotado por Giniel de Villiers/Tina Thörner (Sudáfrica/Suecia), a Volkswagen conseguiu o melhor resultado de um veículo a diesel nessa prova e o melhor de um fabricante alemão desde a vitória da Porsche em 1986. a Volkswagen conseguiu ganhar 5 etapas –quatro com Carlos Sainz/Andy Schulz (España/Alemania) e uma com Villiers/Thörner- e se manteve na liderança da prova por 5 dias. as.

Além do programa de ralis cross country e sua participação no Dakar, o construtor alemão também organiza a Copa ADAC Volkswagen Polo que faz parte do programa de apoio da DTM (Deutsche Tourenwagen Masters).


FONTE: cronosped

23 janeiro 2006

O Lisboa Dakar na RTP

No dia um de Janeiro deste ano tropecei neste post (link) do blogue Jornalismo e Comunicação.

Achei alguma piada ao facto de alguém que estuda jornalismo (?) escrever que o jornalista da RTP João Fernando Ramos é “um dos jornalistas que mais sabe falar de automobilismo”.

Aproveitei para tecer alguns comentários (aqui no Lisboa Dakar – link) nada abonatórios em relação ao trabalho de João Fernando Ramos, que reproduzo infra:

“Com o devido respeito João Fernando Ramos nada sabe nem de automobilismo nem de desporto motorizado, sendo que um e outro são coisa diferente e o Dakar não é o primeiro mas sim o segundo porque engloba automóveis, motos e camiões..., logo não é automobilismo mas sim desporto motorizado.
Voltando à vaca fria João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.”

Apenas hoje reparei que tinha na minha caixa de correio electrónico, desde o passado dia dezanove, uma mensagem do jornalista da RTP que passo a reproduzir na íntegra (embora para tal não tenha tido o consentimento do seu autor)

“caro Pedro
lendo o seu comentario não resisti a responder, com todo o respeito.
é claro que nenhum de nos é dono da verdade ou de todo o conhecimento.
procuro aprender todos os dias para fazer sempre melhor o meu trabalho.
Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai...
nasci na Lousã, terra de Ralis que comecei a ver , a conhcecer e a
aplaudir desde que me lembro.
como jornalista cobri provas de Ralis e TT desde os mues 16 anos. tenho
agora 40.
conheco pessoalmente praticamente todos os pilotos que participam nos
nacionais de TT e Ralis, e alguns dos mais importantes da Taça do Mundo e
do Dakar.
sou assinante de cerca de uma duzia de revistas e jornais portugueses e
estrangeiros sobre a modalidade.
foi e sou piloto de ralis, participando no campeonato nacional de ralis e
já alinhei em varias provas de TT Karting, rali Cross etc.
Vou com muita regularidade ver e acompanhar grandes provas no estrangeiro
mantendo contacto muito proximo com pilotos, marcas e organizadores.
No ano passado estive no Dakar a realizar a reportagem para a RTP .
este ano estive na cobertura da RTP de todas as grande provas de TT em
Portugal.
Voltei ao Dakar com uma cobertura em directo das duas especiais em
Portugal em condições inéditas no Dakar e com reportagens diarias .
Com o devido respeito, na televisão paga por todos nos , dei de novo o meu
melhor , procurei ter toda a informação e estar ao lado dos principais
pilotos portugueses e estrageiros.
Pergunte ao Carlos Sousa, ao Pedro Gameiro, ao Paulo Marques, ao Bernardo
Vilar, ao José Megre ao Herder Rodrigues, ao Rodrigo Amaral ao Bruno Faria
etc...se me conhecem e o que é que eu sei ou não sei de Dakar.
Mesmo com todo o respeito, admito que não tenha gostado do meu
trabalho...mas dizer que não sei nada do assunto... não posso aceitar.

um abraço

joão fernando ramos”


Tudo isto me merece alguns comentários rápidos.

1. Em Portugal os jornalistas comentam e criticam o trabalho dos “outros”, nalguns sectores da vida social (politica e futebol) por vezes de forma bastante leviana, mas não estão habituados a verem o seu trabalho olhado de forma critica.

2. Com o advento da Sociedade da Comunicação, maxime com a explosão da blogosfera muito mudou. Esta constitui uma “via verde” para a escrita livre e critica, podendo esta ser a “arte da política da vida”.

3. Hoje lamento o facto de não ter justificado as afirmações que fiz sobre o trabalho de João Fernando Ramos. No fundo cai no erro tantas vezes apontado ao trabalho dos jornalistas. Afirmações despidas de conteúdo e justificação.

4. João Fernando Ramos, não gostou do que leu e deu-me a honra e o prazer de comentar as minhas afirmações. Obviamente que a minha frase assassina “ (...) João Fernando Ramos nada entende de nada e prova-o todos os dias na antena paga por nós todos. É amador.” (...) vale o que vale. Claro que João Fernando Ramos sabe ler e escrever, por isso terá conseguido encontrar um emprego na função pública.

5. E sinceramente..., como diz a sabedoria popular “pior a emenda que o soneto”. João Fernando Ramos depois de escrever “ (...) Não me fica bem falar do que sei ou não sei...mas cá vai... (...)” tenta justificar a qualidade seu trabalho com factos curiosos, como o ter nascido na Lousã, trabalhar no ramo desde os 16 anos, conhecer os pilotos, já ter alinhado em provas e ser assinante de revistas da especialidade.

6. Até admito que o trabalho de João Fernando Ramos seja o suficiente para satisfazer o espectador médio da televisão do Estado.

7. O melhor que João Fernando Ramos deu de si – e longe de mim questionar tal coisa – a mim não me satisfaz nem um pouco. O que mais critico no seu trabalho são os apontamentos de reportagem. Numa posição privilegiada de acompanhamento da prova, exige-se muito mais do que dizer, filmar e editar banalidades. Exige-se um trabalho radical no verdadeiro sentido da palavra. Mergulhar na raiz da prova, procurar a diferença na alegria e na tristeza da caravana. Procurar o sentido e valor de quem se mete ao caminho e tentar ilustrar e justificar a máxima do criador da prova, “uma aventura para quem parte, um sonho para quem fica”.

8. Uma última nota e tentando partir do particular para o geral.
Caro João, como amante do desporto motorizado que é sabe (deve saber bem melhor que eu!) que esse amante ficou mais satisfeito com o resumo do EusoSport que com o trabalho apresentado na RTP (na N, por cumulo, apresentado à mesma hora que no canal Europeu, e na 1 apresentado a desoras de clássico “serviço publico”) onde o seu se insere. Não pense que me sinto feliz por escrever isto. Bem pelo contrário, tenho pena..., muita tristeza mesmo.
Mas deixe lá João, há pior que o seu trabalho ai na casa onde trabalha. Como é que ai “na Cinco de Outubro” ainda dão trabalho a Paulo Solipa?

Pedro Soares Lourenço

16 janeiro 2006

Editorial (IV)

Este blogue suspende aqui a sua actividade!
Quando criei este blogue, perto do final de Novembro do ano passado, fi-lo pela paixão que tenho por esta prova, singular a todos os níveis.
O balanço é misto e muito diluído.
Como blogue que pretendia ser falhou. E falhou única e exclusivamente por minha culpa. Ou melhor culpa da falta de tempo para me dedicar ao acompanhamento da prova. Reconheço que poderia ter feito muito melhor analisando e comentando a prova e suas incidências. Dando a minha opinião sobre os factos diários de um emocionante Dakar. Mas esse eterno juiz que é o Tempo não mo permitiu. Talvez numa próxima edição...
Mas nem tudo foi cinzento. Consegui manter o blogue diariamente actualizado por vezes de forma mais rápida e correcta que muito profissionais da comunicação social on-line. Sendo certo que estes têm outra responsabilidade com aquilo que oferecem aos seus leitores, também é certo, que de um modo geral, na rede, a informação pouco ou nada melhorou em relação a anteriores edições do Dakar, o que só pode ser negativo numa altura em que a prova saiu de Lisboa e apaixonou os Portugueses.
Onde considero que este “projecto” foi um sucesso foi na divulgação da informação relativa à parte Portuguesa da prova. No dia 30 de Dezembro de 2005, véspera do início da prova, este blogue recebeu mais de mil e duzentas visitas tendo sido vistas mais de 3200 páginas nesse mesmo dia. Os motores de busca para cá remeteram os muitos que procuravam no fim-de-semana seguinte ver a prova em Portugal. Ai repito a informação que se disponibilizou e como se disponibilizou funcionou a todos os níveis de forma perfeita.
Enfim, cerca de um mês e meio depois do seu arranque, este blogue conta com quase 7000 visitas, perto de 16500 pageviews e muitos “clientes habituais”.
Como ficou dito no início deste texto, este blogue suspende aqui o seu funcionamento. O que significa, por um lado, que a qualquer momento poderá voltar para dar conta de um ou outro aspecto importante relacionado com aprova deste ano, e por outro, promete voltar em força para a próxima edição do Lisboa-Dakar, tentando acompanhar ainda mais de perto a prova Rainha do TT mundial. Tudo isto sem prejuízo de por cá surgirem notícias avulsas sobre a prova, sempre, que as mesmas venham a lume.
Muito obrigado a todos que nos visitam. Até breve.

Pedro Soares Lourenço