01 fevereiro 2012

"Só continuo na Great Wall se houver evolução!"

Após o sétimo lugar no último Dakar, Carlos Sousa não tem ainda definido o seu futuro.

Para o primeiro ano de experiência com a Great Wall o resultado foi positivo, admitindo também o piloto que "com o carro que tinha era impossível fazer melhor". Daí que esteja agora na hora de olhar para a frente e evoluir. Sem reservas e a título pessoal, o piloto considera que "só me interessa continuar na equipa se houver evolução para outros moldes pois caso contrário perderei a motivação por não ter hipóteses de aspirar a bater o meu melhor resultado no Dakar. Se for para continuar na linha do que o projeto foi neste primeiro ano não faz sentido continuar. Este ano fizemos um bom trabalho e estivemos à altura do projeto que nos foi confiado, mas agora é hora de evoluir e o futuro está nas mãos da Great Wall".

Para este segundo ano com a marca chinesa, Sousa admite que os responsáveis da marca "terão que tomar a decisão até ao final do mês de fevereiro, se quiserem investir forte na luta pelos primeiros lugares. Caso queiram apenas manter o investimento inicial aí podem tomar as decisões até ao final de agosto ou mesmo setembro". Para o mais internacional piloto português de TT, a verdade é também que "eles tem consciência da importância dos mercados da América do Sul pelo que, pelo potencial desses mercados, o reforço na aposta do Dakar parece ser o passo mais lógico. O Dakar é um excelente meio de promoção e para uma marca ganhar prestígio e só por isso valerá um investimento maior. Foi isso que lhes transmiti com a minha experiência, mas, como é óbvio, a decisão final é deles e não minha já que, da minha parte, pouco mais posso fazer do que esperar".

Quanto ao potencial do Haval, Sousa refere que "no seu estado de desenvolvimento atual, o carro não se bate com os carros mais rápidos do Dakar". Para que isso aconteça será necessário que "a Great Wall invista num departamento de competição próprio e tenha os seus próprios engenheiros a trabalhar no desenvolvimento do carro".


fonte: autosport