12 abril 2007

Hélder e Ruben rumo à Lagos Sport?

Ainda que sem confirmação por parte dos pilotos, o MOTOR apurou que a Lagos Sport é uma das fortes possibilidades para o futuro desportivo de Hélder Rodrigues e Ruben Faria, com vista à participação no Lisboa-Dakar 2008. A formação de João Lagos, responsável pela inscrição de Carlos Sousa na última edição a prova, deverá contar com mais elementos, todos nacionais, sendo Bernardo Villar o provável director de desportivo da formação. Para já, ainda nada está confirmado, mas há a certeza de existirem presentemente negociações nesse sentido, que devem ficar concluídas nos próximos dias.
Entretanto, as possibilidades de ambos os pilotos não se esgotam por aqui, já que tanto um como outro têm mais perspectivas. Hélder Rodrigues pode msmo vir a integrar a equipa oficial KTM Repsol, enquanto Ruben Faria analisa, para além da continuidade na Spedakar, outras propostas.


fonte: motor

11 abril 2007

Dakar regressa à Taça do Mundo de TT

Segundo a imprensa internacional, o Lisboa-Dakar de 2008 deverá integrar a Taça do Mundo de Todo-o-Terreno da próxima época. A Amaury Sport Organizatio (responsável pela organização da prova) e a FIA já terão chegado a acordo na semana passada.
Para além da «Grande Aventura Africana», também deverão fazer parte da Taça do Mundo o Rali Transibérico, o Rally Por las Pampas na Argentina e o UAE Desert Challenge no Dubai.


Fonte: autohoje.com

Elisabete com bom desempenho na Tunísia

Com uma boa participação no Rallye da Tunísia, vencendo três das oito etapas da prova, Elisabete Jacinto foi uma notável protagonista da competição destinada aos camiões. A piloto da equipa Trifene 200 / MAN Portugal, esteve a um passo da vitória, que apenas um furo a impediu de concretizar, tendo terminado, esta importante competição africana, à frente do vencedor da edição de 2006, das 24 Horas TT de Paris.

Acompanhada apenas de Álvaro Velhinho e aos comandos de um excelente MAN M2000, a piloto portuguesa está cada vez mais confiante em melhorar substancialmente a sua performance no próximo Lisboa Dakar onde promete lutar por um lugar no pódio entre os camiões de série.

“Ter alcançado três vitórias absolutas em etapas foi um excelente prémio e creio que provámos que poderíamos ter vencido a corrida. É certo que furar faz parte da competição mas ficou claro, nas últimas etapas, que éramos os mais rápidos. Aprendi muito nesta competição e o que me dá mais alegria é saber que, não só consolidei o andamento evidenciado no Dakar, em especial nas pistas mais técnicas e rápidas, como o meu entrosamento com o Álvaro evoluiu de uma forma notável, ao longo desta semana. Por mim a prova podia continuar por mais uma ou duas semanas. A resistência é uma das minhas grandes vantagens, a que consigo agora juntar um bom andamento nas pistas mais técnicas. Também adquiri algumas noções de estratégia, que me faltavam. Sinto-me com uma grande capacidade para enfrentar o próximo Dakar onde, mais do que um lugar nos quinze ou vinte primeiros, quero é lutar pelo pódio entre os camiões de série”, salienta Elisabete Jacinto.

Depois desta excelente participação no Rallye da Tunísia, o regresso às competições de Elisabete Jacinto e da equipa Trifene 200/MAN Portugal está previsto para Setembro, no Rallye de Marrocos, a quarta etapa da Taça do Mundo de Todo o Terreno.

Classificação Final: 1º J. Padovani/ J. Leichleiter/ C. Pardigon (GINAF), em 31h45m07s; 2º Elisabete Jacinto/ Álvaro Velhinho (MAN), a 52m55s; 3º M. Salvatore/ R. Louin (Mercedes), a 5h20m35s.


fonte: autosport

Schlesser and Coma vencem Optic 2000 Tunisia Rally

With the sand swirling in all directions, one could have thought that the competitors were in the middle of a scene from Star Wars and not just in the middle of the scenery left behind, after the making of the fourth episode of the saga by George Lucas. Jean-Louis Schlesser (Buggy Schlesser) and Marc Coma (KTM Repsol) presented themselves a remake of the film’s race. Unequalled since their arrival here in Tunisia, the Spanish biker and the charging blue buggy sealed their win on this final special here at Tozeur.

For Marc Coma the taste of victory is even sweeter, being his first win of the Optic 2000 Tunisia Rally of his career. Third on Saturday was David Casteu (France, KTM Gauloises) in front of Janis Vinters (Latvia, KTM). The World Champion has reaffirmed his position and level, since his fall in the Dakar. Behind him, David Casteu was able to judge the work that he still had to do, especially off-road navigation, before toppling Coma for the top position.

It was an emotional moment for Marc Coma and David Casteu at the finish line. When the two official KTM riders held up a KTM flag with the words "Animos Isidre", in tribute to their friend and colleague Isidre Esteve, who was badly injured a week before the rally. "I thought about him nearly every day, but i didn’t want to discuss it much" said Casteu before breaking down in tears.

Another giant of this rally is Michel Marchini (France, Yamaha 450) who confirms his growing experience along with his seventh place Dakar. Winning the 450cc catagory here on the Optic 2000 Tunisia Rally, it is his first podium here on African soil.

A big surprise is also the Austrian KTM-driver Michael Angerer, who started the first time in the Optic Tunisia Rally and the first time in a FIM Marathonrally Race ever - the Rookie reached the 5th position overall. With a burst water pipe, an angry Michael Angerer (KTM 660) crossed the last finish-line and thought that his Tunisian rally was finished now - but for an intervention by David Casteu he managed to reach the "Park Fermé".

On four wheels, Jean-Louis Schlesser fixed his fifth Tunisian win, just behind the record of Pierre Lartigue with six wins. Since his arrival in Tunisia on Monday, the blue Schlesser Ford Buggy have won six out of six specials, leaving no room for the Nissan Navara that Christian Lavieille revealed here. Third, the ex-rally driver Pascal Thomasse (Buggy Nissan) gave us a real spectacle in his battle with the SMG Buggy of Isabelle Patissier. After this Optic 2000 Tunisian Rally we can’t not notice the rising power of the Buggies in this event, with six in the top ten.

Under pressure for the last few days by team-mate Jean-Pierre Strugo (France), Laurent Rosso (Dubai, Nissan Pathfinder) managed to pull an ace card. Whilst the red and yellow Nissan was going all out, the Frenchman from Dubai just controlled his pace and his stress to keep sufficiently ahead to win the T2.

Third in the last special, behind Schlesser and Komornicki (SMG Buggy): Eric Vigouroux (Chevrolet Trophy Truck) proved once again the solidity of his impressive machine. "We hit an big rock with such force, that i was sure the tyre would blow. But no, at the finish the tyre just showed a blister where it had hit."

Winner of the Truck catagory along with Jacky Leichleiter and Claude Pardigon (GINAF) is the French Jean François Padovani. He savoured this last win so much, that, in galantry, he let the Portuguese Elisabete Jacinto (MAN) pass to win this final special, in front of Michel Salvatore (Mercedes Unimog).

01 março 2007

Ambição

Red Line Off Road Team terá 4 carros no Dakar 2008
Francisco Inocêncio está a pensar em adquirir mais um Mitsubishi Pajero DiD para a prova do próximo ano.
O Red Line Off Road Team já está a preparar a temporada de 2007, que acabará por culminar na sua participação no Lisboa-Dakar de 2008. Depois de levar três carros até ao Lago Rosa na edição deste ano, esta formação pretende adquirir mais uma viatura para disputar a próxima Grande Aventura Africana.
«Fizemos um excelente trabalho neste Dakar, onde tivemos connosco o vice-campeão brasileiro. Todavia, a partir de agora, o crescimento da equipa tem de ser muito comedido e por isso, apenas estamos a perspectivar a aquisição de mais um carro para o Dakar 2008», referiu Francisco Inocêncio, o líder da equipa, disposto a não dar um passo maior que a perna nem a delinear objectivos excessivamente ambiciosos.
Este experiente piloto também revelou que o programa desportivo da sua equipa engloba passagens pela Tunísia, pelo Rally Transibérico, por Marrocos e pelo Rally dos Sertões. Os irmãos Inocêncio também se deverão deslocar aos EUA, para competir numa Baja no deserto da Califórnia.


Fonte: autohoje.com

Pedro Grancha

Conquistando, com todo o mérito, o título nacional de todo o terreno na temporada de 2006, Pedro Grancha, aos comandos de um Mitsubishi Pajero DiD, renova a sua candidatura ao campeonato nacional que, dentro de dias, se inicia no Algarve.

Com uma máquina que já demonstrou ser potencial ganhadora, a que se junta agora um Mitsubishi Pajero Proto totalmente renovado, com uma mecânica e motorização idêntica à do DiD, o piloto de Cascais amplia as suas ambições, apostando também num programa internacional, que tem em vista a participação no Lisboa Dakar 2008.
“Este ano o nosso objectivo é renovar o título nacional, conquistado no ano passado”, afirma Pedro Grancha. “Tenho consciência de que vai ser um campeonato muito competitivo, com muitos e fortes adversários, mas sei também que a nossa máquina evolui muito e conto com ela e com a sua fiabilidade para lutar sempre pelas primeiras posições, em cada corrida” refere.

Paralelamente “iremos disputar o Rallye da Tunísia e a Baja de Aragon. Um programa internacional que deverá culminar com a participação no Lisboa Dakar 2008, prova para o qual estamos já a trabalhar, tanto na preparação de todos os meios necessários, como na obtenção dos imprescindíveis apoios”, explica.

Para que todo este programa seja possível, “a VR2 Motorsport renovou o nosso Pajero Proto, de chassis tubular, que é uma viatura mais leve, mais comprida e mais larga, introduzindo-lhe uma mecânica e um motor igual ao que equipa o DiD. Estou com muita curiosidade em ver o resultado” adianta Pedro Grancha.

Para já, será o Vítor Mateus que irá testar o carro na Baja Terras d’el Rei e deverá ser com esta máquina que irei disputar as duas provas seguintes do campeonato, enquanto o DiD será o carro a levar à Tunísia. Neste, o motor é novo, bem como as suspensões e as barras estabilizadoras. Os testes que temos vindo a fazer em Arraiolos foram muito positivos e penso que vamos andar bastante mais depressa este ano” conclui o piloto de Cascais.


Fonte: desportonalinha.com

31 janeiro 2007

Obrigado a todos

A edição do Lisboa Dakar deste ano, hoje – passados poucos dias do fim da prova – mais não é do que uma excelente recordação. Foi, sem dúvida, a edição da prova vivida de forma mais intensa pelos portugueses adeptos dos desportos motorizados.
Invasões em Belém a na Península de Tróia, vitórias portuguesas em etapas, quer nas motos, quer nos carros. Um tão inédito quanto surpreendente quinto posto à geral de Hélder Rodrigues. Rapidez e focalização na vitoria como nova vida de Carlos Sousa. Uma prova mais do que digna: brilhante.
O que faltou em emoção pelo pobre cenário desportivo desta edição foi amplamente compensado pelo acompanhamento minuto a minuto dos nossos; tarefa hoje facilitada pelos novos meios de comunicação que fazem esquecer que ainda há pouco mais de dez anos ficávamos dias sem saber notícias dos concorrentes (e amigos) que andavam por Africa.
Foi mais uma vez um prazer fazer este vosso blogue. Apesar de nem todos perceberem o trabalho que dá levar esta empresa para diante, fico contente com as mais de dez mil visitas (e mais de vinte mil pageviews) conseguidas apenas no mês de Janeiro. Fico também feliz por este ano ter podido acompanhar mais de perto a prova, o que permitiu opinar mais sobre o desenrolar da mesma, ajudando a matizar um pouco o espírito copy-paste deste blogue.
E pronto, agora é tempo de hibernar; pois há mais vida (também na blogosfera) para alem do Lisboa-Dakar.

Pedro Soares Lourenço

Chegou a ser assustador!!

Afirmam os pilotos Mário Ferreira e José Carlos Sousa no balanço da sua primeira participação no maior rali do mundo

O Euromilhões Lisboa-Dakar 2007 chegou ao fim. Com ele, os sonhos concretizados de uns e as desilusões de muitos que ficaram pelo caminho. Para a equipa laranjinha, constituída pelos empresários nortenhos Mário Ferreira e José Carlos Sousa, a sua participação foi coroada de êxito, meticulosamente gerida como se das respectivas empresas se tratasse, mas sem nunca perder o verdadeiro sentido de aventura com que desenvolveram o projecto, desde o primeiro minuto.
A exploração do prazer nas mais diversas situações levou-os, mesmo, a trocar de posições na condução e na navegação, ao longo da prova, de modo a que ambos pudessem fruir novas experiências no todo o terreno de alta competição, sem que isso afectasse as suas prestações ou o espírito com que encararam a corrida. Mas foram mais longe: foram recolhendo imagens por onde passavam, um olhar de dentro para fora, reunindo assim mais um interessante acervo fotográfico, a juntar ao já imenso e valioso que Mário Ferreira possui.

Após cerca de oito mil quilómetros, a equipa tem sobejos motivos de orgulho na sua 106ª posição final, sobretudo ao verificar que cerca de 200 equipas auto, ainda em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, tinham feito votos para terem estado na grande festa do Lac Rose, o que veio a acontecer para quase metade delas. Isto, sem falarmos nas motos e nos camiões, para além de diversos veículos de assistência(!) que também ficaram pelo caminho.

Numa breve análise global à prova, lado a lado com José Carlos Sousa, Mário Ferreira considera:
- O Lisboa-Dakar é uma prova muito dura, muito para além do que se imagina antes de participar. Ocorrem, permanentemente, situações de perigo para as máquinas e para as pessoas que as tripulam. Mas há também o perigo dos sítios hostis, das pistas difíceis e cheias de armadilhas, dos animais, a pressão das horas que nos podem levar a cometer os pequenos grandes erros, a condução rápida no meio do pó, a pressão da noite, da escuridão total, do isolamento, do receio de nos perdermos…
- E a viagem, a tal aventura?
- Fabulosa! Percorrer África é sempre um mistério. Paisagens muito diferentes, apesar de alguns elementos comuns, ora em plena areia de múltiplas tonalidades, ora num cenário caracterizadamente lunar, seguido de um deserto pedregoso e logo, a savana e a floresta. Depois da travessia de Portugal para Marrocos, e da breve passagem em Tan Tan, é necessário chegar a Dakar para voltar a ver o mar. Uma viagem muito rica em experiências para os sentidos.

- Uma boa experiência enquanto equipa?
- Foi excelente. Uma equipa que se complementou muito bem, a todos os níveis, que soube gerir as características de cada um em benefício da eficácia. Para duas pessoas que se tinham conhecido pouco tempo antes, não poderia ter corrido melhor!

- A eficácia aconteceu, também, com a assistência da Toyota France, a avaliar pelos poucos problemas verificados…
- Há que dizê-lo, tivemos uma assistência irrepreensível. Foi contratado um mecânico português, o Francisco, da Moletto Sport, para integrar a assistência da Toyota France, tendo sido ajudado por outro português, o Rodrigues, que dava apoio a outra equipa portuguesa e que também acompanhou a nossa. Tudo o que foi necessário fazer ao carro, antes de haver qualquer problema, foi feito. A caixa de velocidades foi substituída no meio das dunas, aproveitou-se para substituir a embraiagem e nas assistências de final de etapa, a atenção técnica era total.

- Tudo isso significa que correu conforme as expectativas…
- Correspondeu integralmente. Por isso nos preparámos o melhor possível e definimos o projecto de participação ao pormenor.

Investimento
totalmente coberto

- Um investimento cujos números terão ido além do que fora inicialmente previsto?
- É tudo muito relativo. Como tive oportunidade de dizer publicamente, a nossa equipa terá sido das poucas, sobretudo entre os portugueses, que partiu para o Dakar já com todos os custos cobertos, incluindo o carro! Naturalmente, temos a agradecer aos nossos patrocinadores, que acreditaram na filosofia do nosso projecto de participação, numa prova em que geralmente, só as equipas da frente é que têm o máximo retorno e visibilidade. Julgamos que os nossos apoiantes financeiros e outros se sentirão, hoje, recompensados. Concluímos o Dakar, esta, a nossa grande vitória e fomos os únicos rookies na categoria T2 a chegar ao fim.


- A pergunta inevitável: como é que uma equipa rookie gere a sua participação no maior rali do mundo?
- Tal como já o dissemos algumas vezes: como gerimos as nossas empresas. Todos os investimentos a efectuar têm de ser analisados, tal como é preciso gerir cada situação, perspectivá-las sob diferentes ângulos, A ponderação é essencial para não se entrar em loucuras e chegar ao fim. Uma vez mais, há que saber gerir os recursos técnicos e humanos para que tudo corra bem.

- Quais as situações de maior dificuldade?
- Em abono da verdade, foi conduzir ou navegar à noite, praticamente sem luz, nem das estrelas e no meio do pó…Chega a ser assustador!
- Poder-se-á dizer que partiram rookies e regressam profs?...
- Não, de todo! Regressamos rookies, com uma importante experiência assimilada mas, ainda, com muita coisa para aprender!!
Os conselhos do prof Luís Costa foram recordados nas situações de maior apuro?
Inevitavelmente. Sobretudo as aulas de condução em areia e diversas situações práticas que treinámos com ele. Valeu a pena.

- Quer dizer que valerá a pena voltar?
- Foi muito interessante mas, para já, vamos digerir tudo isto. Adiante se verá. Agora, é o “caminho das estrelas”.

- Quais as principais imagens a reter?
- São três: a escuridão, o nevoeiro, o travar a fundo; o pôr do sol entre as dunas; o espírito lusitano de vencer todas as dificuldades!


Fontes: matosinhoshoje.com e infordesporto.pt

25 janeiro 2007

Sabor "agri-doce" para Miguel Barbosa

A segunda participação da dupla portuguesa, Miguel Barbosa/Miguel Ramalho, no Lisboa-Dakar 2007, apesar de ter tido um desfecho positivo, não foi aquele que a dupla da Vodafone Liberty Seguros Team desejou à saída da capital portuguesa. O 24º lugar da geral, não espelha as prestações da dupla Bi-Campeã Nacional ao longo da prova.

O desfecho acabou por não ser o ambicionado, já que os objectivos da dupla passavam por terminar perto dos dez primeiros lugares. A realidade é que Miguel Barbosa, em alturas que o Proto Dessoude permitiu, andou ao seu nível: "Tivemos de fazer frente a muitos problemas mecânicos que condicionaram a nossa prestação em determinadas etapas. Problemas mecânicos que passaram por transmissões partidas, a falhas de motor e ainda a problemas no macaco hidráulico, que simplesmente não funcionava nos momentos em que mais precisávamos dele: quando estávamos atascados", começou por explicar o piloto lisboeta.

Problemas estes que depois de definitivamente solucionados, mesmo que tarde, permitiram a Miguel Barbosa ser protagonistas de alguns brilharetes: "As últimas etapas correram realmente muito bem. Para além do carro ter tido o comportamento que sempre desejei, desde o início, o Miguel Ramalho, o meu navegador, fez um trabalho excepcional nas etapas que eram especialmente complicadas em termos de navegação. Sempre que todos os aspectos a funcionavam bem, os resultados começavam a aparecer", considerou.

Finalmente, Miguel Barbosa mostrava que as suas ambições de rodar entre os dez primeiros lugares tinham razão de ser: "Nunca coloquei em causa o meu profissionalismo. Mas o certo é que, como em qualquer caso, é difícil combater estas falhas mecânicas. Em etapas tão longas como as do Dakar, o mínimo problema em termos de resultado, passava a ser um grande problema, em termos de geral. Já sem falar que a organização me penalizou por duas vezes, colocando-me a partir para a especial de uma posição que não correspondia à verdadeira", continuou a explicar o piloto português.

"Sempre que o carro permitiu, dei o máximo e apresentei resultados. Mostrei que em condições normais teria mesmo rodado entre os dez primeiros. Fica apenas o consolo porque não posso mudar o resultado final", disse.

Miguel Barbosa, ficou ciente que esta sua segunda participação lhe trouxe ainda mais experiência e isso é muito positivo para o futuro: "Senti-me adaptado, no entanto, acho que as classificativas de Marrocos eram as mais exigentes. E penso que no futuro, serão essas que teremos de trabalhar melhor. Teremos mais um ano de preparação, porque conto, uma vez mais estar à partida de Lisboa em 2008", concluiu Miguel Barbosa satisfeito com todo o trabalho que desenvolveu ao longo da mais dura e mítica prova do Todo-o-terreno.


Fonte: infordesporto.pt

24 janeiro 2007

21 janeiro 2007

Tuga dixit


MOTOS

7º Paulo Gonçalves (HONDA) em 2h49m13s / 23º da geral em 60h46m13s

"Como tinha previsto ontem, o facto de ter partido em 31º acabou por ser vantajoso, pois, com os muitos trilhos que já havia no percurso, acabei por ter a tarefa de navegação facilitada. Isso permitiu-me concentrar-me mais na pilotagem e apresentar um ritmo um pouco mais elevado."

AUTOMÓVEIS

3º Carlos Sousa/Andreas Schulz (Volkswagen Race Touareg) em 2h21m47s/ 7º da geral em 50h56m07s

"Andar rápido e vencer. Mas, perdemos muito tempo até conseguir ultrapassar o Miller, quando estávamos a cerca de 50 quilómetros do final. Ficou assim arredada qualquer hipótese de vencer uma etapa em solo africano. Apesar de amanhã ainda haver uma classificativa, a realidade é que 16 quilómetros são muito poucos e não teria o mesmo significado."

10º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (Proto Dessoude) em 2h29m02s/ 24º da geral em 60h07m02s

"Houve um problema com o "terra trip", que é o sistema de contagem de quilómetros, pelo qual o co-piloto se segue para dar notas relativamente à navegação. Numa etapa tão exigente como a de hoje em termos de navegação, sem essa ferramenta a funcionar, o trabalho do Miguel Ramalho ficou muito prejudicado. Mas, mesmo não podendo contar com essa ajuda preciosa, esteve implacável e apesar de termos, obviamente perdido tempo, conseguimos novamente terminar no 'top 10'."

23º Francisco Inocêncio/Paulo Fiuza (Mitsubishi Pajero DiD) em 2h42m46s/ 44º da geral em 67h36m22s

"Foi uma etapa engraçada. Rápida e técnica. Bastante mais próxima das que encontramos nas nossas bajas do que as puras etapas de deserto. Senti-me bem e tentei andar depressa sem correr riscos. O Nuno ficou cedo para trás e passámos o Riamburgo já na segunda metade da especial. Mais do que o resultado foi enorme a alegria de chegar a Dakar. Bem sei que ainda temos a especial do Lac Rose, mas agora só uma calamidade nos impediria de terminar a prova."

30º Ricardo Leal dos Santos (Mitsubishi Pajero DiD) em 2h46m45s/ 70º da geral em 78h59m21s

"Estou certo de que alcancei um bom resultado, mas gostaria de ter feito melhor. Tive de passar por 13 carros e pelos seis camiões que estão na frente da corrida. Não foi nada fácil. Parei, inúmeras vezes, para deixar o pó assentar, caso contrário não sabia por onde era a pista. Em duas situações, quando parei, estava mesmo defronte de uma árvore. Corri alguns riscos, mas estou contente. Esta é que deveria ser a minha posição."

55º Paulo Marques/ Rui Benedi (TOYOTA) em 3h02m45s/ 80º da geral em 83h12m53s

"Foi uma Especial sem problemas, isto apesar da muita navegação da fase final. Voltámos a apresentar um resultado regular e estamos muito contentes por termos chegado a Dakar. Esta penúltima Etapa do Dakar acaba sempre por ser a mais desejada de todas, pois significa que estamos quase no fim. Quem chega até dificilmente não termina e chegar ao Lago Rosa é o objectivo principal de todos os que participam nesta prova."

57º Nuno Inocêncio/Jaime Santos (Mitsubishi Pajero DiD), em 3h05m19s / 76º da geral em 81h40m29s

"Era uma especial rápida igual á do ano passado. Infelizmente senti o carro um pouco instável e achei por bem não correr riscos. O objectivo era chegar a Dakar e cá estou pelo segundo ano consecutivo."

88º Mário Ferreira/ José Carlos Sousa (TOYOTA) em 3h28m27s/ 106º da geral em 98h19m56s

"Tudo correu bem, rolou-se com prazer, até com alguma diversão, embora os perigos dos últimos dias permanecessem. Muitas árvores, buracos, pó muitas pessoas, afinal, os mesmos riscos que encontrámos nas ligações até chegar a Dakar."

CAMIÕES

16º Elisabete Jacinto / Álvaro Velhinho / Rui Pôrelo (MAN), em 3h24m17s
21º da geral em 74h33m50s

"Ontem tentaram ferir o meu orgulho, pondo em causa a minha prestação desportiva neste Dakar. A melhor resposta é a que consigo dar na pista. Hoje atirei para trás das costas a prudência e a cautela e fui completamente ao ataque. Ultrapassei vários carros e um camião. Nunca tinha testado o MAN desta forma e deu para perceber que o tenho como grande aliado. Terminei a especial com uma enorme felicidade e com a alegria de estar a fazer um Dakar quase perfeito. Evoluindo e conhecendo melhor a minha máquina, poderei encarar o Dakar 2008 com uma ainda maior ambição desportiva. O deste ano ainda não acabou, mas amanhã será difícil ganhar três minutos, em apenas 16 quilómetros. Vamos estudar a melhor maneira de terminar este Dakar em beleza".


Fonte: infordesporto.pt

20 janeiro 2007

E agora, Lago Rosa!

Mais um bom dia para os portugueses que sobreviveram até ao Senegal: Sousa terceiro, Barbosa décimo. Nas motos setimo tempo para Gonçalves que vence o dia nas quatro e meio. Jacinto foi décima sexta nos pesados.
À geral, tal como venho defendendo, pouco mudou desde segunda-feira passada. Não tivesse sido o azar de Coma a catapultar Despres para o topo da geral e a prova, nesta segunda semana, teria sido um enorme bocejo.
O facto mais relevante tera sido o dominio, em etapas, da VW; que no entanto não retira o brilhantismo da vitória da Mitsubishi
Gloria aos vencedores, nobreza aos vencidos!

Filme da décima quarta etapa

Era necessário passar a etapa que liga Tambacounda a Dakar sem problemas para poder imaginar com mais certeza a vitoria final. E Cyril Despres consegui-o, ao assinar o quinto melhor de hoje, mas que arrancará do Lago Rosa com 36 minutos de avanço sobre o seu colega de equipa David Casteu. A especial foi ganha pelo brasileiro Jean De Azevedo, que compensa um rali difícil desde o início devido a várias avarias.
Nos carros quinta vitória do ano para Carlos Sainz que em nada altera a classificação geral, que continua a ser dominada por Peterhansel.
Hans Stacey está quanto a ele bem protegido na liderança dos camiões. O vencedor de hoje tem por nome Philippe Jacquot.

Consciente que um incidente pode ocorrer de um momento para o outro n Dakar, tal como aconteceu ontem com o abandono de Coma, Cyril Despres não correu o mínimo risco no trajecto até Dakar. Tendo partido em primeiro nesta penúltima etapa, o francês percorreu o trajecto em primeiro, acompanhado de Chris Blais, sem obrigar a sua KTM a dar o máximo KTM. À chegada, o líder ada geral assina o 5° melhor tempo, a 7’03 do vencedor do dia Jean De Azevedo. O brasileiro ganhou a segunda especial da sua carreira, após uma vitória em Tambacounda em 2005. Fica à frente do polaco Jacek Czachor com mais 2’, e do letão Janis Vinters com mais de 5’.

O susto do dia aconteceu com David Casteu. Vítima de problemas de chegada de gasolina na longa ligação até à zona de partida da especial, o francês pensou ter perdido o seu 2° lugar na geral, ameaçado pelo americano Chris Blais. A providência e a densidade de trânsito na estrada, quis que a especial fosse adiado por meia hora. Tempo suficiente para que o piloto de Nice resolver a avaria na sua KTM e partir à hora prevista. Casteau termina em 5°, perdendo apenas 5’ para Blais, que terminou em 3°. Na geral, A Despres conta agora com 36’09 sobre Casteu e 53’01 sobre Blais. Com apenas 16km até à meta final, Despres já pode prever a sua segunda vitória no Dakar depois da primeira em 2005.
Nos carros, os dias passam e são todos idênticos para a equipa Volkswagen. Carlos Sainz, vencedor das duas últimas especiais, completa o «hat-trick» em Dakar e eleva o total das suas vitórias para 5. A colecção do espanhol tem agora nove êxitos em duas edições. Na especial, Sainz termina à cabeça do trio VW, seguido de De Villiers a 7’’ e de Sousa a 45’’.

A caminho de uma 3ª vitória nos carros, a que se juntam seis outras de moto, Stéphane Peterhansel geriu, tal como Cyril Despres, a situação. O líder da geral termina a 8’21 do vencedor de hoje, cedendo apenas 4’ para o seu delfim, Luc Alphand. Se não sofrer nenhum acidente amanhã durante a especial, Jean-Louis Schlesser não terá grandes problemas em chegar ao terceiro lugar do pódio. O francês só perdeu 4’ para Al Attiyah e ainda tem 27’ de avanço.
Pela 4ª vez nesta edição, um camionista ganha a sua primeira etapa especial no Dakar. Foi um francês, espécie rara em camião no Dakar, que se impôs após os 225 km. Philippe Jacquot ultrapassa o vencedor da véspera, Ales Loprais em 4’33. O brasileiro André De Azevedo termina o dia na terceira posição a mais de 9’. Na geral o impressionante avanço de Hans Stacey sobre Ilgizar Mardeev é agora de 3h08


Fonte: dakar.com

Sousa lidera em CP 1!!!

Nem mais.

Já está!

Rodrigues é para já nono na etapa e conserva o melhor posto de sempre de um motard Luso no Dakar. Parabens Hélder.
Gonçalves está hoje a fazer uma etapa de grande nivel, sendo candidato aos lugares do podium...