30 novembro 2006

Brasil terá 14 representantes no Dakar 2007


A edição 2007 do Rally Dakar será histórica para o Brasil. Tudo porque um total de 14 representantes, sendo nove pilotos, número recorde na história da prova mais importante do mundo off-road. A categoria com mais inscritos é a de motos, com Jean Azevedo, Dimas Matos, Carlos Ambrósio e Silvio de Barros.

Entre os carros, serão quatro duplas nacionais: Klever Kolberg/Eduardo Bampi, Paulo Nobre/Luiz Palu, e Riamburgo Ximenes/Lourival Roldan têm presença certa na largada prevista para 6 de janeiro, em Lisboa, capital de Portugal. A quarta dupla, composta por Ricardo Lopese e Haroldo Nogueira, fará parte de uma categoria que não soma tempo, e apenas segue o roteiro do rali.

Para fechar a caravana brasileira, há uma dupla na categoria caminhões, formada pelo piloto André Azevedo e pelo navegador Maykel Justo - o tcheco Mira Martinec é o mecânico do Tatra.

Destes, farão a estréia no Dakar Dimas Matos, Carlos Ambrósio, Silvio de Barros, Riamburgo Ximenes, Ricardo Lopese e Haroldo Nogueira. Por outro lado, há os muito experientes em matéria de Dakar. Klever Kolberg e André Azevedo competem desde 1988; na oportunidade, correram de moto.


Fonte: Estadão

Repsol-KTM apresenta as suas armas


Repsol junto con KTM y Mitsubishi han presentado hoy en Barcelona sus equipos oficiales para el Dakar 2007. La prueba, que arrancará el próximo 6 de enero en Lisboa, significará un importante reto en esta edición 2007, ya que el objetivo no es otro que repetir las victorias logradas en 2006 en ambas categorías.

En la presentación de los equipos Repsol han estado presentes, además de los pilotos, representantes de las tres compañías involucradas en este ambicioso proyecto: Isao Torii, Presidente de Mitsubishi Motor Sport, Dominique Serieys, Team Manager del equipo Repsol Mitsubishi Ralliart, Hans Trunkenpoltz, Director Técnico de KTM, y Javier Inclán, Director de Patrocinios de Repsol

En los últimos años, Repsol ha atesorado varias victorias en el raid más duro del planeta. Tras la victoria en motos en 2004 y en coches en 2005, la última edición disputada durante el presente año significó la culminación de un gran proyecto en el desierto, con la consecución de la victoria tanto en coches como en motos de la mano de Marc Coma y Luc Alphand. Para 2007, el objetivo es claro y concreto: volver a luchar por la victoria en ambas categorías.

Jordi Arcarons, Team Manager equipo Repsol KTM
“La moto de este año es totalmente nueva, completamente diferente de la que se ha utilizado en los últimos años. Aunque KTM tenía una moto ganadora, el equipo técnico ya hace dos años que trabajaba en esta moto. Se han mejorado todos los aspectos que requiere una moto para correr el Dakar, como es facilitar el comportamiento en zonas lentas y viradas, el comportamiento en zonas rápidas, la distribución de pesos, etc…".

Marc Coma
"Creo que lo que marcará la diferencia y donde se va a decidir el Rally será en Mauritania, ya que es una zona muy dura, un desierto muy exigente, y es donde va a pasar lo realmente importante este año. Por suerte para nosotros, además con la nueva moto, pese a que no es fácil arrancar proyectos nuevos, intentaremos que sea ganadora. Es una moto más pequeña, compacta, más ligera, y todo eso hace que sea más fácil de llevar y ayuda mucho más al piloto.".

28 novembro 2006

Recordar a vitória do Porsche 959 em 1986

Algarve SPEDakar Team - Pilotos algarvios prudentes até Atar

A edição de 2007 do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar afigura-se mais dura, para os pilotos da Algarve SPEDakar Team. Apresentado o percurso do rali mais famoso do Mundo, Ruben Faria, Nuno Mateus e Ricardo Pina antevêem maiores dificuldades na segunda metade da prova, pelo que pretendem ser prudentes até ao descanso em Atar, na Mauritânia.

"Até ao dia de descanso, o percurso é muito semelhante ao do ano passado, mas, nas etapas seguintes, entra no interior da Mauritânia e do Mali, em zonas muito inóspitas e vistas como muito duras, longas e difíceis, onde tudo deverá ser decidido", observa Ricardo Pina, que entra em competição a 6 de Janeiro, ao volante da KTM 660 Rally Raid, tal como Nuno Mateus.

Para Ruben Faria, o único português a vencer uma etapa do rali em 2006, a Mauritânia foi cruel. Nas três etapas disputadas nesse país, o piloto enfrentou problemas mecânicos graves, que o fizeram cair na tabela classificativa. Este ano, "com a equipa mecânica reforçada, espero que as coisas corram melhor", diz, garantindo que as lacunas de 2006 não se prenderam com a navegação.

O piloto de Moncarapacho, que este ano se faz à competição na nova Yamaha WR450F Afrique, entende que o Dakar "é duro por natureza" e as dificuldades "um dos condimentos que tornam a aventura tão apaixonante". Mas diz-se confiante: "no ano passado, venci uma etapa e nem tive tempo para pensar nisso, pois era só novidades e problemas. Agora, pretendo encarar a prova etapa a etapa e não apenas pensar em chegar ao fim", refere.

Além do carro de assistência rápida, os pilotos da Algarve SPEDakar vão fazer-se acompanhar de um camião de assistência e de assistência técnica de fábrica, fornecidas pelas marcas Yamaha e KTM. Na equipa de mecânicos, reuniram Augusto Ribeiro, Fernando Pinhel e Armando Andrade (Né), alguns dos mais experientes mecânicos portugueses no Rali Dakar.

Quanto às etapas disputadas em Portugal, os pilotos pretendem disputar as primeiras posições, mas mostram-se curiosos com a primeira especial. "A maior surpresa vai ser a areia de Tróia, que é bem diferente da de África", nota Nuno Mateus.

O apoio do público, na especial disputada no Algarve, é visto como um factor motivador, até porque, com a realização da etapa a 7 de Janeiro, "muitos mais apoiantes vão poder estar presentes", faz notar Ricardo Pina.

Ruben Faria mantém o objectivo de brilhar em solo português e, apesar da prudência que pretende ter nas primeiras etapas, vai dizendo que "vou atacar como ataco os raids que faço cá e não me vou poupar ao ponto de pôr em causa uma eventual vitória".

Ninguém conhece melhor as particularidades do terreno algarvio que os pilotos da Algarve SPEDakar e isso é visto como uma vantagem. Ricardo Pina destaca, porém, o carácter específico da especial, que contrasta com as demais etapas do Rali Lisboa-Dakar por se desenrolar "num cenário onde há água, verde e terreno muito sinuoso, o que será, aliás, um excelente cartaz do Algarve e da prova de WRC que se prepara".


Fonte: infodesporto.pt

27 novembro 2006

Hélder Rodrigues

Na caixa de comentários deste post (link) podemos ler as seguintes palavras assindas por Hélder Rodrigues:

No Lisboa Dakar 2007 não participam apenas pilotos de automoveis, aliás, o mais serio candidato a andar nos lugares da frente do rali até é um motar.confira:

A quem o dizes Helder, a quem o dizes…
Infelizmente os motociclistas portugueses ainda não estão tão dinâmicos como as equipas auto, pelo menos em termos de comunicação.
Logo, quem perde são eles…, que não têm tanta atenção dos media tradicionais. Os novos media, como um simples blogue, alimentam-se do que acham nas curvas da net. Se a informação não chega à comunicação social, não chega as pessoas, não chega aos blogues. Não circula.


No entanto a notícia em destaque no teu sítio está publicada neste blogue desde o dia 10 de Novembro, aqui (link).
Confere?
Bom esforço, boa sorte, votos de um enorme resultado par ti e para as cores lusas, e obrigado pela visita e comentário.

Robby Gordon em entrevista sobre a ultima Baja 1000 e o próximo Dakar


On winning Baja 2000: "Thank you. I am glad we finally won this thing again. It has been a long time since we won the 1000. We have sponsorship over there from Red Bull, Chevrolet and Toyo Tires and it the first time Toyo has ever one the Baja 1000, in fact it is the first time that any one other than B.F. Goodrich has won the Baja 1000, or at least for about 20 years. We are really, really happy with the progress we have made with our off road program and we are obviously working hard on our Nextel Cup cars as well. Obviously we are here for the Ford NASCAR weekend, our car is decent. I think we were 28th in practice qualifying trim. The field is just so tight right now, fractions of a second make a big difference."

On size of the field in the Baja 1000: "I think that every since they came out with that movie "Dust to Glory", everybody and their Mom is racing off road now. The sport has gotten a lot more popular. With that many entries, it was pretty impressive. Actually I think there was 36 or 38 trophy trucks, which is quite amazing when you look at a trophy truck being a vehicle that costs about $750,000, you have to wonder where all this money is coming from to buy these trucks."

On how much if Baja 1000 he ran: "I drove from the start to a town called B, 725 miles, then Andy (McMillin) drove from there, about 275 miles or something like that."

On plans for the Dakar Rally: "Andy Grider, who navigated with me for the first half of the Baja Race, is going to be my navigator. He was actually in the movie "Dust to Glory" as well. He is a motorcycle racer, he actually raced the Dakar Rally last year and broke his pelvis on a motorcycle. This year he is going to navigate, which the reason why I thought he could navigate, is because if you could ride the motorcycle and basically look at your Mapquest directions at the same time at the same time you are riding your motorcycle at 100 mph, you should be able to look at the directions and point us in the right way. Plus he has a lot off-road experience over the years.

"This is the part we have been working on really hard is our GPS systems. Basically, we flew IRF for the first 400 miles. A couple times we would pass two and three trophy trucks at a time and they would be in the dust of a quad, and because we had our notes down so good, it will tell you if you are two or three feet off of centerline, and there were times we couldn't see the front bumper at 100 mph. Basically, imagine being in a fog, then we could see their lights and we would catch them, and we passed like three of them at a time, and they would be in line of like a quad running 70 or 80 mph. We would be able to leap by all of them. That is how we got past the guys, was basically by having good navigation tools and a navigator that could keep me on course. Think about these airplanes, they land them in the fog all the time, we have the same technology with the off-road cars in the dust."

Any good stories from the race: "This one was pretty uneventful. We didn't have any real issues. When you win, you really don't have any issues, you dotted all of your 'i's' and crossed all of your 't's'. We started 31st, and the luck of the draw, it is like the Tour de France, you carry your time with you. Because I started 31st, I only had to be within 15 minutes of the leader to still be leading because of I started 15 ½ minutes behind them, one car every 30 seconds. I think we took over the lead on time by about the 400-mile marker. Then we physically took over the lead on the road, which then we knew we had at least a 15-minute cushion for a flat tire or something like that, which does happen. You guys would be amazed if you saw, how fast these cars actually go through the rocks. It is amazing that the tires even stay on the vehicle."

On when actually took over lead: "We beat Herbst and Roeseler by 47 minutes and when I handed the car to Andy, we were first on the road and I stuck around there for at least 30 minutes and they never came by. I think we them by 47 minutes and the next trophy truck by almost an hour and 15 minutes or something like that.

"Andy did do a great job and it has been fun having the McMillins as a part of our program. They have purchased the other truck that I built. I built two of these truck side-by-side and they have the sister truck to the race truck and they are going to campaign their own truck next year."

24 Horas TT Vodafone/Vila de Fronteira

Equipa francesa triunfa em Buggy Fouquet BMW M3

A formação francesa composta por Yves Morize, Philippe Letang, Pascal Thomasse e Yves Tartarin, em Buggy Fouquet BMW M3, garantiram hoje a vitória em mais uma edição das 24 Horas TT Vodafone/Vila de Fronteira, a prova de resistência de Todo-o-Terreno daquela vila antejana que uma vez mais encerrou a temporada no nacional da modalidade. Na segunda posição ficou a formação luso-francesa de Mário Andrade, fechando-se o pódio com uma equipa inteiramente lusa, fomada por Adélio Machado, Maria do Céu Pires de Lima, José Mendonça e Rui Lopes, aos comandos de um Toyota Land Cruiser.

Depois de uma luta intensa pela primeira posição, com a formação de Mário Andrade, em Renault Clio V6, a andar mais de 16 horas na frente, desde que saiu da pole position, e a quem apenas um problema na caixa de velocidades impediu um melhor lugar, os franceses do Buggy Fouquet passaram para a liderança da prova à 17ª hora, numa altura em que os melhores portugueses eram os homens do Team Vodafone, com Miguel Barbosa, Pedro Fontes, António Bayona e Bianchi Prata, a rodarem em Nissan Navara na terceira posição.

Decorridas 19 horas de prova, o Team Vodafone chegou mesmo a rodar na segunda posição, o que fez por mais duas horas, até cair inicialmente para a quarta posição. Afinal, esta era uma prova de resistência, e o facto de rodar numa determinada posição quando ainda faltavam algumas horas para o final não permitia descansos. Aliás, por esta altura, a única formação que parecia já rodar sem problemas e com a vitória garantida era mesmo a equipa do Buggy Fouquet BMW M3 com o número "3", que rodava na frente e que viria a concluir a prova no lugar mais alto do pódio.

Luta pelo pódio até ao final

A luta pelos melhores lugares acabava assim por acontecer entre os portugueses, com a formação luso-francesa liderada por Mário Andrade a intrometer-se num duelo em que apareciam nomes bem conhecidos do Todo-o-Terreno nacional, como José Ruas, Rui Leitão ou Lino Carapeta no Team VR Motor, que viriam a terminar na quinta posição, ainda o ex-campeão nacional de TT Miguel Barbosa, Pedro Fontes, António Bayona e Bianchi Prata, do Team Vodafone, ou a formação liderada por Adélio Machado, com Maria do Céu Pires de Lima, José Mendonça e Rui Lopes, a equipa inteiramente portuguesa que acabaria por conseguir a melhor classificação final no terceiro lugar do pódio.

Curiosamente, este duelo entre os portugueses durou até quase à linha de meta, o que é impressionante se nos lembrarmos que estamos perante uma prova de resistência de 24 horas. A verdade é que as três formações mais rápidas em prova mantiveram uma distância muito curta entre si quase até à meta, acabando por ser a formação de Adélio Machado a levar a melhor.

Notas de reportagem para as declassificações de equipas que andaram até muito tarde entre os lugares da frente, como o Pro Polsion número 7 de Michel Salvatore, Philippe Wambergue e Thierry Charbonier, desclassificados após 67 voltas em pouco mais de 23 horas de corrida, também o Nissan Terrano da formação Ramalho Couto Prolama Team (Aníbal Mendonça, José Miguel Dias, Rui Gonçalves e Carlos Silva), desclassificado após 60 voltas em 23h17m de prova, ainda o Toyota Land Cruiser da Moletto Sport (Fernando Rito, Pedro Alves, Filipe Campos e Nelson Clemente), fora de prova após 55 voltas em 19h19m, ou ainda a Nissan Pick-up do Team Motivo (Pedro Gameiro, Pedro Grancha, Pedro Nunes e Manuel Russo), desclassificada após 54 voltas completadas em 15h40m.

Conheça agora com o Lusomotores a classificação final de mais esta edição das 24 Horas TT Vodafone/Vila de Fronteira, no que diz respeito aos 10 primeiros...

1 - (3) Y.Morize/P.Letang/P.Thomasse/Y.Tartarin - Buggy Fouquet BMW - 81 voltas
2 - (22) M.Andrade/G.Monce/S.Barbry/A.Andrade - Renault Clio V6 - 77v
3 - (17) A.Machado/M.P.Lima/J.Mendonça/R.Lopes - Toyota Land Cruiser - 72v
4 - (5) M.Barbosa/P.Fontes/A.Bayona/B.Prata - Nissan Navara - 72v
5 - (30) J.Ruas/R.Leitão/L.Carapeta - Nissan Navara - 71v
6 - (34) P.Prochazka/P.Studeny/B.Studeny - Suzuki Jimny - 71v
7 - (60) E.Antunes/F.Teixeira/A.Antunes/P.Simões - Nissan Navara - 69v
8 - (2) A.Dambis/I.Skoks/J.Azis - OSC Oscar - 67v
9 - (28) P.Martins/N.Marques/R.Almeida - Nissan Pick-up - 66v
10 - (50) R.Neves/N.Alves/C.Caseiro/J.Vicente - Toyota Hilux Tsport - 66v


Fonte: lusomotores.com

24 novembro 2006

Dakar 2007 e os portugueses: do enjoo às noites sem dormir

Muita areia, dificuldades acrescidas e até algumas noites sem dormir são as previsões da grande maioria dos pilotos portugueses que, esta manhã de quinta-feira, conheceram, em Lisboa, as 15 etapas que compõem a edição de 2007 do Rali Euromilhões Lisboa-Dakar. Ou, conforme desabafava Bernardo Vilar, «até já me sinto enjoado, com tanta areia!».
«Agora que já conhecemos o percurso, penso que a edição de 2007 não irá ser muito diferente daquilo a que estamos habituados», começou por comentar, ao Diário Digital, o piloto do Nissan Promotech, recordando que «não existe nenhum sítio por onde não tenhamos já passado, pelo que, basicamente, será igual à edição do ano passado.»
Quanto ao resto, «só de ouvir falar em tanta areia, até fiquei enjoado!», brincou o ex-motard.
Igualmente na apresentação nacional do Dakar 2007, Carlos Sousa, o mais forte candidato entre os portugueses a andar na frente da prova, afirmou, também ao DD, sentir-se «optimista», uma vez que «as coisas correram bem no Dubai, penso que recuperei parte do atraso resultante do facto de ter andado a marcar passo nos últimos anos, e acredito que é possível fazer um resultado melhor do que o do ano passado».
Para o piloto de Almada, tudo aponta para que «o rali volte a decidir-se na Mauritânia», onde «podem surgir surpresas».
Quanto as possibilidade da Volkswagen e, nomeadamente, do Team João Lagos, Carlos Sousa defende que esta vai ser uma edição «muito disputada», com a Mitsubishi «a partir em vantagem, mas com a Volkswagen cheia de vontade de vencer. Por outro lado, a BMW também mostrou, no Dubai, estar muito forte».
Unica mulher portuguesa envolvida na competição dos automóveis, Madalena Antas revela, no entanto, uma opinião bem diferente dos homens quanto à predominância dos pisos de areia, por se tratar de uma superfície «que gosto muito», isto apesar de, em 2006, «só ter chegado a Nouakchott».
«No entanto, tenho treinado muito em areia, ainda vou treinar mais e gosto bastante», afirma a piloto do Nissan Team Dessoude, em declarações ao DD.
Também presente nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Elisabete Jacinto, única mulher portuguesa a participar ao volante de um camião, considerou, igualmente em declarações ao DD, que «a primeira parte da prova de 2007 é praticamente igual à do ano passado».
Já no que se refere à segunda metade da prova, que terá início após o dia de descanso em Atar (dia 13 de Janeiro), a piloto da equipa Trifene 200/MAN Portugal acredita que «vai ser bem mais complicado», com as duas etapas sem possibilidade de assistência, «sendo que eu prevejo que, face às dificuldades, nos esperem duas noites sem dormir».
Finalmente, Adélio Machado, piloto da equipa Toyota Challenge, revelou ao DD esperar um Dakar «mais duro do que no ano passado», «com mais areia», mas, no fundo, «exactamente como o Dakar deve ser». Difícil, portanto…

Fonte: Diário digital

23 novembro 2006

Pormenores do percurso em Portugal


Ver reportagem no Jornal da Tarde da RTP1!!!

Portugal - O grande regresso

A primeira experiência Portuguesa do Lisboa-Dakar foi largamente apreciada pelos concorrentes, organizadores e telespectadores do rali. Após consulta das diferentes entidades envolvidas, ficou unanimemente decidido o regresso a Lisboa do Lisboa-Dakar. Se a Cidade Branca soube reunir as condições de acolhimento correspondendo aos parâmetros de qualidade do Dakar, foi sobretudo pelo estado de espírito dos seus habitantes que seduziu. Os dias passados em Portugal serão uma vez mais um “ pré-aquecimento” ou “ aperitivo” ideal antes da grande partida para África.
Foi também com este registo que Portugal e os seus representantes na pista impressionaram nos primeiros dias do rali Lisboa–Dakar 2006. Carlos Sousa em automóveis, Ruben Faria e Hélder Rodrigues nas motos, associaram o espectáculo aos resultados em verdadeiras especiais de rali-raid. Todo o Mundo quer mais.

Marrocos – Mauritânia, Areia, muita areia

Transição ideal para uma introdução progressiva em África, Marrocos oferece aos concorrentes todas as configurações de terreno que os espera no seguimento do rali. Explorando mais em detalhe o potencial do deserto Marroquino, as especiais programadas exigirão desde logo às equipas qualidades de resistência importantes. A passagem na Mauritânia, que será mais extensa que em 2006, aumentará as dificuldades das etapas. As novas regras impostas em 2006 permitirão de novo que os mais astuciosos amadores possam impor-se aos profissionais, com uma boa navegação.

Mali – Senegal Atenção, desenham-se posições

A entrada na África negra é aliada ao prazer da pilotagem dos concorrentes e ao reencontro com a população. Em etapas de ligação, na corrida ou no “bivouac”, a atmosfera geral muda ao mesmo tempo que mudam as pistas. Se a areia faz parte do passado, as dificuldades de navegação persistem em razão das numerosas mudanças de direcção. Sobre o plano visual, o contraste é bastante notório: Estamos agora na grandeza da floresta tropical, com as habituais armadilhas e “ slaloms “ entre as árvores.

22 novembro 2006

Onde ver o Lisboa-Dakar 2007?

Informação retirada do blogue ideias nómadas (link):

A nós [Ideias nómadas] têm sido inumeras as pessoas que nos têm abordado, todos com a mesma pergunta.Onde posso ir ver o rali?
Ideias nómadas o que possa ter ouvido sobre o trajecto, que é secreto, não o pode divulgar.
Vamos lá, no entanto, analisar o que já foi divulgado na imprensa.

1ª Etapa
Saída de Belém, em Lisboa, de madrugada, para sul claro, com a primeira classificativa a iniciar-se a 115 Km.do Centro Cultural de Belém.
Sabemos que nessa especial o Dakar passa em areia na zona da Comporta, sabemos também que essa especial acaba a 260Km. de Portimão e como a etapa vai ter 495Km. a parte cronometrada terá120Km.
Vão ao mapa e façam mais do que imaginar o trajecto, desenhem-no.
Ao assistirem à prova, portem-se também como no ano passado, pois para o ano queremos ter mais classificativas em Portugal e queremos, a bem do desporto automóvel, que o director da prova Etienne Lavigne volte a elogiar Portugal, com a segunda melhor partida que a prova já alguma vez teve.

2ª Etapa
Prova com um traçado típico WRC, em montanha, com abismos e com partida a 15 km do parque fechado de Portimão.
São 120km. de especial, que por ser muito sinuosa e apertada não terá e pela primeira vez numa prova do Dakar, camiões.
Termina a 425 Km. de Málaga, onde a caravana passa de Ferry para Marrocos.
Onde há uma serra perto de Portimão? A sul não há, mas a norte há uma bastante bonita.

São 28 os portugueses inscritos, divididos em 15 Autos, 9 motos, 2 Quads e 2 camiões.
Auto (15)
Carlos Sousa (VW Touareg)
Miguel Barbosa/Miguel Ramalho (Proto)
Paulo Marques/Rui Benedi (Toyota Land Cruiser)
Bernardo Vilar/José Lucas (Nissan Patrol)
Francisco Inocêncio/Paulo Fiuza (Mitsubishi Pajero)
Nuno Inocêncio/Jaime Santos (Mitsubishi Pajero)
Ricardo Leal dos Santos - a solo (Mitsubishi Pajero)
Adélio Machado (Toyota Land Cruiser)
Lino Carapeta/Ricardo Cortiçadas (Bowler)
Rodrigo Amaral/Duarte Amaral (Bowler)
Madalena Antas (Nissan Pathfinder)
Luís Ferreira - a solo (Toyota Land Cruiser)
Nuno Ferreira/Ferreira da Costa (Land Rover)
António Sousa/Manuel Santana (Land Rover)
Mário Ferreira//José Carlos Sousa (Toyota Land Cruiser)

Motos (9)
Hélder Rodrigues (Yamaha)
Pedro Bianchi Prata (Yamaha)
Pedro Oliveira (Yamaha)
Rúben Faria (KTM)
Carlos Ala (KTM)
Paulo Gonçalves (Honda)
Nuno Mateus (KTM)
Ricardo Pina (KTM)
José Henrique Carvalho (KTM)

Quads (2)
António Ventura (Yamaha)
João Nazaré (Yamaha)

Camiões (2)
Elisabete Jacinto/Filipe Palmeiro/Rui Porêlo (MAN)
Manuel Jesus (Mercedes)

A segurança da caravana continua sob cuidado

Podemos ler hoje no sitio oficial do rali:

En réponse à une série d’articles faisant état de menaces présumées sur la sécurité de l’épreuve, les organisateurs tiennent à préciser que les informations officielles fournies par le Ministère des Affaires étrangères français d’une part, et par les autorités des pays concernés d’autre part, ne suggèrent en aucun cas l’annulation ou la modification d’une ou plusieurs étapes.

D’une manière générale, le parcours du rallye est soumis pour avis et accord aux administrations compétentes à la fois en France et dans les pays concernés. Des réunions de travail régulières avec les responsables des questions de sécurité internationale permettent aux organisateurs d’avoir une vision claire de la situation et de son évolution. Selon les informations qui pourraient être transmises ultérieurement, les mesures appropriées seraient naturellement prises pour préserver la sécurité du rallye et des concurrents.

21 novembro 2006

Anonymous said...

O leitor assíduo e atento que assina “Da-lhe gás” tem de forma generosa contribuído com muito e boa informação nas caixas de comentários deste vosso blogue.
A ultima nota por ele deixada, é bem o exemplo de como este tipo de contribuições fazem da metáfora da mão invisível que Adam Smith descreveu há mais de 200 anos estar viva e bem viva.
Anonymous, continue a dar-lhe gás…

Adelio Machado prepara o Dakar em Fronteira

O Terródromo da vila alentejana de Fronteira acolhe mais uma edição das 24 horas TT Vodafone.
Pelo nono ano consecutivo, a grande festa de encerramento da temporada de Todo-o-Terreno festeja-se no alto Alentejo, em mais uma iniciativa do Clube Aventura. A mais importante prova de resistência que se disputa em Portugal permite o reencontro de pilotos de várias gerações e de diversas modalidades. Por essas razões, Adélio Machado formou um "quarteto" que cumpre na íntegra todos os itens de uma equipa com espírito de camaradagem, divertimento e muito profissionalismo. A experiência do líder da Paddock Competições e de Maria do Céu Pires Lima ao volante do Toyota Land Cruiser, juntou-se o melhor conhecedor do carro nipónico – José Mendonça, que será ainda tripulado por Rui Lopes, um experimentado piloto de ralis e velocidade.

As 24 Horas TT de Fronteira servirão para Adélio Machado preparar o Lisboa Dakar que arranca a 6 de Janeiro na capital lusa, para além de fazer parte da grande festa final, com grande parte do pelotão da temporada de Todo-o-Terreno que findou em Portalegre. Depois de concluir a época de TT em Portugal e algumas provas além fronteira, o piloto de Famalicão não poderia faltar a mais uma prova de resistência em final de ano "era praticamente uma obrigação estar presente. Esta é sem duvida uma das principais provas da especialidade que se disputa em toda a Europa. Para além de preparar o Dakar esta nossa participação vai servir para testar a nossa nova estrutura "Paddock Competições" que me irá acompanhar na próxima temporada", referiu o piloto que formou para esta edição uma equipa de "amigos com grande espírito de TT".

Adélio Machado é um repetente e o conhecimento dos 17 quilómetros do traçado de Fronteira podem "jogar" a seu favor "acima de tudo é importante estar muito concentrado e não cometer erros. Esta prova dura 24 horas e o carro para terminar tem que ser bem tratado, não podemos exigir dele o que ele não nos pode dar. O Toyota está muito fiável é bem preparado pelos homens da "Paddock Competições". Desta forma vamos com grande espírito de equipa sabendo o papel que cada um terá que desempenhar".

A piloto da Louropel – Maria do Céu Pires Lima, regressa assim ao Toyota com que disputou o nacional de TT da temporada passada "O Adelio adquiriu o carro e convidou-me para fazer parte da sua equipa, e eu não recusei. É sempre bom voltar a estar presente nesta festa, numa equipa muito simpática em que a boa disposição vai imperar. Vamos fazer uma boa gestão da corrida para alcançar os nossos objectivos, terminar" afirmou Céu Pires Lima que não estará este ano à partida do Lisboa Dakar.

Quatro anos depois da última presença em fronteira, José Mendonça regressa ao volante "é um novo desafio que não podia recusar. É sempre bom estar deste lado partilhando por dentro a habitual animação que envolve esta prova com características de uma maratona. Uma condução cuidada e muito regular será o nosso trunfo para chegar na caravana dos resistentes".

Rui Lopes, é o menos experiente ao volante de um 4x4. O piloto que já passou pelos ralis, velocidade e quads espera estar ao nível dos seus colegas "primeiro quero conhecer o carro e a pista, tudo será novo para mim. Só o facto de poder participar nesta grande festa é já uma vitória. Tenho algum contacto com as pistas de velocidade e da terra somente uma passagem por Portalegre e Telecel 1000 em quads. Vou tentar estar o mais próximo dos mais eficazes e contribuir para os objectivos da equipa".

O arranque da 9ª edição das 24 Horas de Fronteira está marcado para as 12 horas de Sábado, terminando à mesma hora do dia de Domingo. Os habituais treinos de "reconhecimento" estão agendados para a tarde de Sexta-feira.

PROGRAMA 24 HORAS TT VILA DE FRONTEIRA
23 Novembro – 5ª feira
17H30/20H30 Verificações Administrativas e Técnicas
24 Novembro – 6ª feira
8H00/11h00 Verificações Administrativas e Técnicas
14H00/18h30 Treinos Cronometrados
19H30 Briefing
25 Novembro – Sábado
8H30/9H30 Warm-Up
11H00/11h20 Saída das boxes e formação da Grelha de Partida
12H00 Partida
26 de Novembro – Domingo
12H00 Chegada
14h00 Distribuição de prémios


Fonte: infordesporto.pt

16 novembro 2006

Red Line Off Road Team com oito carros

Depois da estreia na edição de 2006 do Euromilhões Lisboa-Dakar, a equipa portuguesa Red Line Off Road Team tem já garantida a presença no evento de 2007, com uma participação de dimensões ainda maiores, envolvendo oito carro, três camiões e um total de 21 pessoas.
Liderada pelo piloto Francisco Inocêncio, a equipa portuguesa, a única das nacionais a participar na competição automóvel, inscreve quatro Mitsubishi Pajero DiD na Categoria T1, que serão pilotados pelos irmãos Francisco e Nuno Inocêncio, o vice-campeão brasileiro de todo o terreno, Riamburgo Ximenes e a tunisina Abla Lassoued.

Para a assistência destes quatro carros está destinado um camiãoT5, uma viatura de 4x4 e na pista terão o apoio de mais um camião T4.

O segundo camião T5, transportará material e diversos meios técnicos, para dar assistência aos dois Bowler Wildcat, inscritos por Lino Carapeta e Rodrigo Amaral.

De resto, também o Mitsubishi Pajero DiD pilotado por Ricardo Leal dos Santos conta com os serviços da equipa através do apoio que lhe será prestado pelo Camião T5


Fonte diário digital