09 janeiro 2007

O que indicam os resultados desta quarta etapa


No dia em que o deserto reclamou mais uma vida – facto amplamente noticiado pela comunicação social generalista sempre mais preocupada em mostrar o sangue do que em noticiar – podemos afirmar que o Dakar começou a sério.
Estranhamente nas motos tudo parece facialmente encaminhado para Coma revalidar o título. Despres, o seu único grande rival – os restantes pilotos da KTM-Gauloises não parecem ter andamento para o catalão. O terceiro classificado já está a quase vinte e cinco minutos e Despres a uns longínquos três quartos de hora. A partir de hoje o único adversário de Coma é…, Coma!


Nos automóveis tudo está bem mais animado e com um luso em grande forma. Schlesser disse “presente” vencendo com uma surpreendente vantagem toda a concorrência que parece preferir uma marcação directa. Sousa está de novo de parabéns ao efectuar uma excelente terceira etapa, mantendo um lugar no pódio à geral. Se o Dakar acabasse hoje Sousa sairia em ombros. Mas as perspectivas de uma boa classificação são enormes, pois à sua frente só tem os pontas de lança da VW – Sainz e De Villiers. Sousa serve ainda de tampão à armada Mitsubishi, o que só pode agradar ao team oficial da VW. Peterhansel, atrasou-se hoje um pouco mais no final da etapa, e aparece num invulgar nono posto a quase meia hora do líder Sainz..

Amanha há mais 325 quilómetros de especial sem areia mas com muita pedra em piso alternando o rápido com o sinuoso e o rolante.

PS: É bom saber que Ruben Faria, o marafado vencedor da primeira etapa nas motos, continua em prova depois de ontem ter partido o motor do seu piano. Hoje foi vigésimo oitavo na etapa, estando já a mais de oito horas do primeiro à geral.

1 comentário:

Kohler disse...

Efectivamente é curioso como é que a KTM (que nunca ganhou o Dakar com concorrência directa de uma outra fábrica) escolhe os pilotos, Pujol nunca acabou no pódio no entanto ano após ano é apresentado pela marca como candidato ao título, Sala já não demonstra andamento para os dafrente mas lá vai continuando. David Casteau, ainda não é homem para dar a volta ao cenário, e a unica verdadeira alternativa (Després) para ter a moto amaldiçoada.
Ou seja, com a infeliz morte dos saudosos Meoni e Sainct, a marcca austriaca não se conseguiu renovar em qualidade, uma vez que os actuis chefes-de-fila já pertenciam às equipas quando esses pilotos corriam! Não falo "cegamente" dos Portugueses mas parece-me que o P. Gonçalves ou o H. Rodrigues mereceriam uma opurtunidade. Já para não falar dos escândalos que são o facto de nem Ulevalseter ou o Jean Azevedo nunca terem tido a oportunidade de correr com motos de fábrica.
Para mim bastaria a uma "qualquer" marca, Suzuki, Kawazaki, Honda, Yamaha ou mesmo até as Europeias, BMW, Gilera, Triumph investirem seriamente no Dakar, escolher para a equipa Noruegues, o Brasileiro e mais 2 aguadeiros que num espaço de 2 anos a KTM seria "facilmente" batida!!!